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GUERRA DE FACÇÕES EXPLODE NO BRASIL E DEIXA RASTRO DE SANGUE: CV, PCC, TCP E OUTROS GRUPOS TRAVAM DISPUTAS E EXECUÇÕES SE ESPALHAM PELO PAÍS

“Morre desgraçado, aqui é o bonde dos 40 caralho”. Essa frase foi dita por um criminoso armado que aparece atirando a queima roupa no rosto de um homem. A cena foi retratada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Ela mostraria um assassinato de um membro do Comando Vermelho cometido por integrantes da facção Bonde dos 40, no Maranhão. Facções criminosas continuam se enfrentando em vários estados brasileiros e promovendo um verdadeiro banho de sangue. Nos últimos dias, foram registrados vários casos de homicídios pelo país por conta de disputa entre quadrilhas. Em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, um integrante do CV foi morto por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os traficantes do Sindicato do Crime exibiram o corpo separado da cabeça de um suposto integrante do CV morto por eles no Rio Grande do Norte e botaram a frase. “É bala no Cu Vermelho”. Em Minas Gerais, um traficante do CV vulgo Fiel foi executado no Complexo Jardim Alvorada por traficantes do TCP. No Mato Grosso do Sul, o CV teria matado um membro do PCC em Paranaíba e divulgou uma postagem e uma foto fosca do corpo com sangue. “Obtivemos êxito em eliminar nosso inimigo por nome de Arthur ou Menor Progresso. Ele era lojista do PCCu” Em Três Lagoas, no mesmo estado, um bandido do PCC foi morto e outras quatro pessoas foram baleadas. Uma mulher chamada Marilei Pereira foi morta em Maracaju (MS). Ela era mãe do traficante Tu, membro do PCC preso mês passado por atirar contra traficantes do CV na cidade. O marido da moça estava levando o filho na escola na hora do crime. Em Castanhal, no Pará, um homem chamado Alan, ligado ao CV, foi assassinado pelo TCP. Foi divulgada uma imagem com os dizeres: “Eliminado com Sucesso” Essa semana, um homem ligado ao PCC morreu dias após ser baleado por membros do CV em Cáceres, no Mato Grosso. Ainda em Belo Horizonte, um  bandido ligado ao TCP foi morto no Complexo da Calama por um traficante conhecido como Balinha, do CV. Como presente de aniversário do PCC, um membro do CV por um padrinho da facção paulista em Maracaju, no MS Outra informação curiosa: o PCC estaria começando a retaliar ataques do CV no MS. Alguns integrantes estariam vindo de Minas Gerais. Uma lista de decretados foi divulgada. Eles divulgaram ainda um toque de exterminar integrantes do CV

MAPA DO CRIME EM GUERRA: CV EXPANDE DOMÍNIOS, ABRE NOVAS FRENTES PELO RIO E DIVERSIFICA NEGÓCIOS QUE MOVIMENTAM MILHÕES

Nos últimos anos, o Comando Vermelho ampliou significativamente seu poder no Rio de Janeiro, impulsionado principalmente pela tomada de territórios antes controlados por grupos rivais. Com o traficante Doca, do Complexo da Penha, apontado como principal liderança da facção nas ruas, o CV avançou sobre uma extensa área da Grande Jacarepaguá. A ofensiva atingiu comunidades como Barão, Bateau Mouche, Covanca, Teixeiras, Santa Maria, Chacrinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Muzema, Tijuquinha, Gardênia Azul, Cesar Maia, Fontela e Ipadu, entre outras áreas que estavam sob domínio de milicianos. Mais recentemente, a facção passou a dominar o bairro de Vargem Grande, também na Zona Sudoeste, após rivais do Terceiro Comando Puro aderirem à organização. Na Zona Norte, a facção também ampliou seu território. O CV avançou sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, e sobre os morros do Fubá e do Campinho, áreas que estavam sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP). Matérias recentemente divulgadas na imprensa apontam que a expansão do CV a busca criar corredores de passagem na Região Metropolitana para acessar os Portos do Rio, de Itaguaí e a Baía de Guanabara. 2. Os próximos alvos A política expansionista, porém, está longe de ter terminado. Um dos principais focos atuais é Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A disputa pelo controle da região se intensificou nas últimas semanas após quase 20 milicianos, segundo relatos, deixarem a milícia e aderirem ao Comando Vermelho. A movimentação provocou uma escalada da tensão e aumentou a pressão da facção sobre um dos principais redutos milicianos da Zona Oeste. Rio das Pedras, no entanto, não é o único alvo. Comunidades da Zona Oeste controladas pela milícia ligada ao grupo conhecido como Bonde do Zinho/PL, como Antares, Carobinha, Barbante e Cachamorra, vêm sendo alvo de ataques recorrentes do Comando Vermelho, principalmente de criminosos ligados ao Bonde de Rio das Pedras. Na Zona Norte, o CV mantém a pressão sobre áreas da Tijuca controladas pelo TCP. Entre os territórios cobiçados estão os morros da Casa Branca, Cruz e Chácara do Céu, palcos de constantes tiroteios. Na Baixada Fluminense, outro foco de tensão está em Itaguaí, onde o Comando Vermelho disputa áreas com o TCP e grupos milicianos. Uma recente escalada da guerra na cidade deixou três mortos. Em Costa Barros, na Zona Norte, a disputa entre CV e TCP também permanece. A região está inserida em uma antiga guerra pelo controle dos complexos da Pedreira e do Chapadão, um dos principais pontos de conflito entre as duas facções. As comunidades do Bairro 13 e do Morro do Chaves chegaram a ser tomadas pela organização. 3. Uma guerra que provocou uma reação policial O avanço territorial do Comando Vermelho colocou a facção no centro de uma das maiores ofensivas de segurança pública do estado. As forças policiais passaram a concentrar esforços não apenas na prisão de traficantes, mas também na interrupção da estrutura logística e financeira que sustenta a expansão territorial do grupo. É nesse contexto que foi criada a Operação Contenção, voltada para frear o avanço do Comando Vermelho e atingir sua capacidade operacional e financeira. Até o momento, a operação já resultou em mais de 370 prisões e 137 criminosos mortos em confrontos, segundo os dados divulgados pelas autoridades. Também foram apreendidas cerca de 480 armas, incluindo aproximadamente 190 fuzis, além de mais de 51 mil munições. 4. O CV não vive apenas do tráfico Ao mesmo tempo em que amplia seu domínio territorial, o Comando Vermelho também diversifica suas atividades criminosas e busca novas fontes de financiamento. A facção deixou de depender exclusivamente do tráfico de drogas e passou a atuar em diferentes setores da economia ilegal. Entre as atividades estão complexos esquemas de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de estruturas clandestinas ligadas à mineração de criptomoedas e fraudes bancárias. A facção também incorporou a tecnologia à sua atuação criminosa, utilizando drones em operações e confrontos, além de novas estratégias de intimidação e monitoramento dos territórios. Outra frente de expansão está na exploração de serviços e mercados ilegais. Criminosos ligados ao grupo passaram a controlar ou disputar a distribuição clandestina de internet e televisão por assinatura, além de cobrar taxas e praticar extorsões contra comerciantes e moradores de áreas sob sua influência. 5. Clubes, pousadas e outros negócios Outras frentes de exploração envolvem clubes e pousadas. Segundo investigações, criminosos exigiam o pagamento de taxas para permitir o funcionamento dos estabelecimentos, enquanto pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido informalmente a administração dos locais. A atuação incluiria o controle de eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico ou estatutário com as instituições. Os valores movimentados chamam atenção. Somente com a exploração de um clube e de uma pousada, a facção teria gerado R$ 11 milhões. No Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, uma estrutura criminosa investigada por ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico teria movimentado mais de R$ 453 milhões. 6. Uma estrutura que ultrapassa as fronteiras do Rio O Comando Vermelho também montou uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados. As investigações apontam ainda para possíveis relações de cooperação com organizações criminosas de outros estados, inclusive com indícios de aproximação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa estrutura permite que decisões estratégicas, recursos financeiros e alianças ultrapassem os limites das comunidades controladas pela facção no Rio de Janeiro. 7. Quem está no comando Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, investigações indicam que o traficante Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, sendo apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo. Segundo investigações, parentes do criminoso também teriam sido utilizados em operações relacionadas à lavagem de dinheiro da organização. Nas ruas, Doca é apontado como o principal homem do CV, mas outras figuras de destaque permanecem em liberdade. Entre elas estão Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, apontado como responsável pela gestão financeira do grupo, e Carlos da Costa Neves, o

TCP se expande sem comando central: estrutura descentralizada impulsiona avanço da facção pelo país

Investigações recentes escancaram o funcionamento do Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa que deixou de ser apenas mais um grupo do narcotráfico fluminense para se consolidar como uma organização em expansão nacional, cada vez mais próxima do modelo de atuação das milícias. De acordo com documento obtido pela reportagem, o TCP herdou do antigo Terceiro Comando uma estrutura fragmentada, sem um comando central rígido. Na prática, cada comunidade dominada possui um “dono”, responsável por comandar as atividades criminosas de forma autônoma, sem interferência direta de outras lideranças. Essa descentralização, no entanto, não significa desorganização. Pelo contrário: os chefes locais se articulam para fortalecer seus negócios ilícitos, defender territórios, esconder criminosos e negociar armas e drogas, formando uma engrenagem criminosa eficiente e difícil de desarticular. As investigações identificam cinco grandes polos de poder no Rio de Janeiro que sustentam o avanço da facção: o Complexo da Maré, o Complexo do São Carlos, o Complexo de Israel, o Complexo do Dendê e o Complexo da Guacha, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Entre eles, o Complexo da Maré se destaca como principal base operacional do TCP. A região funciona como centro de distribuição de armas e drogas e como base para quadrilhas de roubo de cargas e veículos que atuam na capital. A disputa com o Comando Vermelho (CV) também se dá no campo simbólico. O TCP construiu uma identidade própria, adotando expressões como “Tudo 3”, “É a gente” e “Viva e deixe viver (V.D.V)”, numa tentativa de consolidar sua marca e ampliar sua influência. Outro aspecto que chama atenção é o uso de símbolos religiosos e a imposição de padrões de comportamento nas áreas dominadas. Há registros de intolerância a religiões de matriz africana e a utilização de referências ligadas ao universo evangélico. Em algumas comunidades, como no Complexo de Israel, a facção ostenta a bandeira de Israel, com a Estrela de Davi pintada em pontos estratégicos como símbolo de domínio territorial. A partir de 2020, o TCP passou a expandir suas atividades para além do tráfico de drogas, incorporando práticas típicas de milícia. A facção passou a extorquir comerciantes e moradores, além de explorar serviços básicos de forma coercitiva, como fornecimento de gás, água, energia, internet e TV clandestina. Também há indícios de corrupção de agentes públicos. Esse movimento ampliou significativamente as fontes de renda da organização e fortaleceu sua capacidade de expansão territorial, consolidando um modelo de exploração sistemática das comunidades. Esse avanço não ficou restrito ao Rio de Janeiro. Desde 2021, surgem evidências claras da expansão do TCP para outros estados, como Espírito Santo, Ceará e Minas Gerais. A expansão ocorre principalmente por meio de conexões diretas entre lideranças. Criminosos de outros estados mantêm contato com chefes de comunidades do Rio, sendo acolhidos nessas áreas como forma de garantir proteção, esconderijo e suporte logístico. Caso não houvesse anuência dos chefes cariocas, a presença desses criminosos não seria permitida, o que reforça a existência de articulação estruturada, ainda que sem comando central formal. Fora do Rio, o TCP passou a replicar sua rivalidade com o Comando Vermelho, criando novos polos de conflito e, em alguns casos, se aliando a organizações como o PCC para ampliar sua força. No Espírito Santo, esse processo é evidente. O TCP se consolidou a partir da absorção de grupos locais, como a Associação Família Capixaba e o grupo Irmãos Vera. A facção passou a atuar como fornecedora de drogas e armas, atraindo organizações menores e impondo sua estrutura. Com o tempo, essas células passaram a adotar integralmente a sigla TCP. Hoje, a presença da facção já se materializa no território. Em parceria com o PCC, o TCP passou a controlar o narcotráfico em diversos bairros da Grande Vitória. Em Vitória, a atuação foi identificada em áreas como Itararé, Cruzamento e Tabuazeiro. Em Vila Velha, o domínio se estende por regiões como Ibes, Boa Vista, Cristóvão Colombo, Aribiri, Ilha das Flores e Santa Rita. Na Serra, há registros de atuação em Nova Almeida, Jardim Carapina, Central Carapina e Parque das Gaivotas. Em Cariacica, o grupo atua em Mucuri, Morro do Quiabo e Morro dos Gama. Também há presença em Conceição da Barra. Esse avanço territorial evidencia a consolidação da facção fora do Rio e mostra que a expansão não é apenas pontual, mas estruturada. O cenário atual no Espírito Santo é de divisão clara entre dois blocos criminosos: de um lado, TCP e PCC; do outro, Comando Vermelho e Primeiro Comando de Vitória (PCV). Os impactos já aparecem nos indicadores de violência. Apenas entre janeiro e agosto de 2024, uma região de Vila Velha registrou 16 homicídios, sendo ao menos nove ligados ao tráfico, além de 32 tentativas de homicídio, das quais 21 relacionadas diretamente à disputa entre facções. A evolução do conflito também se reflete na disputa territorial. Após a prisão de lideranças locais, áreas antes controladas passaram a ser alvo de alianças e confrontos entre grupos rivais. A presença das facções é marcada por pichações e símbolos que indicam domínio, reforçando o clima de tensão nas comunidades. O TCP surgiu em 2002, a partir de uma dissidência do antigo Terceiro Comando, em meio a conflitos no sistema prisional fluminense. Desde então, expandiu sua atuação para diversas frentes criminosas, incluindo tráfico de drogas, comércio de armas, roubo de cargas e veículos e extorsão. Hoje, a facção reúne características que a colocam entre as principais ameaças à segurança pública: domínio territorial, uso de armamento pesado, enfrentamento ao Estado, expansão interestadual e adoção de práticas típicas de milícia. O avanço do TCP aponta para a consolidação de uma organização criminosa híbrida, que combina tráfico, controle territorial e exploração econômica, ampliando seu poder e o potencial de violência em diferentes regiões do país.

Brasil refém do crime: 90 facções dominam o país e 28 milhões vivem sob influência direta, diz CPI

Um levantamento detalhado da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), incorporado ao relatório da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, escancara a dimensão da presença das facções criminosas no país: ao menos 90 organizações atuavam no Brasil em 2025, espalhadas por praticamente todo o território nacional. Mais do que o número elevado de grupos, o dado que chama atenção é o alcance direto sobre a população. Segundo pesquisa do Datafolha citada no documento, pelo menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em bairros sob influência do crime organizado, o que evidencia a capilaridade dessas organizações no cotidiano do país. De acordo com o mapeamento, a maior concentração de facções está no Nordeste, com 46 grupos identificados. Em seguida aparecem as regiões Sul (24), Sudeste (18), Norte (17) e Centro-Oeste (9). No Norte, o cenário ganha contornos ainda mais complexos com a presença de três organizações criminosas de origem venezuelana, indicando uma dimensão internacional do problema. O relatório também aponta diferentes níveis de atuação das facções: duas organizações teriam alcance nacional e internacional, 14 atuariam em nível regional e a grande maioria — 74 grupos — operaria de forma local. Ainda assim, dois desses grupos estariam presentes em 24 estados e no Distrito Federal, demonstrando alto grau de expansão territorial. O Rio Grande do Sul, segundo o levantamento, seria o único estado sem a presença simultânea dessas duas organizações. Embora o documento não cite nominalmente quais seriam essas facções de alcance nacional, a análise dos dados permite inferir que se tratam do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), historicamente apontados por autoridades como os principais grupos criminosos do país. Estimativas indicam que o PCC teria cerca de 40 mil integrantes, enquanto o CV reuniria aproximadamente 30 mil. Outro ponto que surge no relatório é o avanço de outras organizações. Há registros de que o Terceiro Comando Puro (TCP) estaria em expansão, com alianças estabelecidas em pelo menos dez estados brasileiros, ampliando ainda mais o cenário de disputa entre facções. Os dados revelam um quadro de pulverização e crescimento do crime organizado no Brasil, com atuação que vai do nível local ao transnacional e impacto direto sobre milhões de brasileiros.

“Sentença de morte”: integrante do CV preso no RJ diz à Justiça que será executado se voltar para Minas”. Família também correria risco

A defesa de um integrante do Comando Vermelho preso no Rio de Janeiro recorreu à Justiça para tentar impedir sua transferência para um presídio de Minas Gerais, estado de origem do detento. O principal argumento é o risco concreto de morte, tanto para ele quanto para familiares, caso o retorno seja efetivado. Segundo os autos, o preso é apontado pela polícia mineira como um dos maiores traficantes do estado — apesar de alegar ter rompido vínculos com o crime. Ainda assim, sua associação passada com o Comando Vermelho o tornaria um alvo prioritário de facções rivais que atuam em Minas Gerais, dentro e fora do sistema prisional. Ele foi preso pela Polícia Federal em uma mansão de luxo no Recreio dos Bandeirantes ano passado. Um dos pontos centrais apresentados no processo envolve um episódio ocorrido em 19 de dezembro de 2023. Na ocasião, durante saída temporária e trabalho extramuros, o filho do detento teria sido alvo de um atentado junto com a ex-esposa. Segundo a defesa, ambos escaparam por pouco de serem mortos. Após o episódio, o filho não retornou ao sistema prisional, sendo posteriormente localizado e também está preso no Rio de Janeiro. Os advogados também destacam que a família do preso está estabelecida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, onde mantém sua principal rede de apoio. Segundo a defesa, o vínculo familiar é ativo, com visitas frequentes ao detento na unidade prisional fluminense. A decisão de transferência teria sido fundamentada, entre outros pontos, na alegação de insuficiência de vagas no sistema penitenciário do Rio de Janeiro, que enfrenta um déficit estimado em cerca de 15 mil postos. Para a defesa, no entanto, trata-se de uma questão administrativa que não pode se sobrepor ao direito fundamental do preso à integridade física e ao convívio familiar. Outro argumento apresentado é o cenário de violência em Minas Gerais, descrito como uma “guerra” entre facções. Segundo a defesa, haveria uma aliança entre PCC (Primeiro Comando da Capital), Família AR (AR-118) e TCP (Terceiro Comando Puro), grupos que teriam emitido ameaças diretas contra integrantes do Comando Vermelho — facção predominante na unidade onde o detento está atualmente custodiado no Rio. Para reforçar o pedido, os advogados anexaram ao processo uma carta escrita por uma familiar, que relata o medo e a angústia diante da possibilidade de transferência, apontando risco real de que membros da família sejam mortos caso retornem a Minas Gerais.

Membro do PCC suspeito de nove assassinatos foi preso no RJ

Agentes da 63ª DP (Japeri), em ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo, prenderam, nesta sexta-feira (20/03), um narcotraficante integrante da facção criminosa PCC. As investigações apontaram que o criminoso exercia função de liderança, ligada à decretação de mortes de desafetos na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Ele foi capturado no bairro de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, utilizando documento falso. Segundo dados de inteligência, o criminoso possui extenso histórico criminal, com registros e condenações por roubo, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e falsidade documental. Também há registro de tentativa de fuga do sistema prisional, ocasião em que teria matado um agente penitenciário. Ele acumula passagens pelo sistema prisional paulista e era considerado foragido. De acordo com os agentes, o preso também é investigado por diversos homicídios em Paraisópolis, sendo apontado como autor de nove assassinatos na comunidade. Em depoimento, ele confirmou envolvimento com a organização criminosa e relatou participação em roubos de cargas de cigarro, caixas eletrônicos, agências bancárias e diversos homicídios praticados em nome do PCC. Na ação desta sexta-feira, após trabalho conjunto de inteligência, os agentes da distrital, em uma ação cirúrgica, localizaram o alvo em Vargem Pequena. No momento da abordagem, ele dirigia um carro de luxo e apresentou documento falso, sendo autuado em flagrante por isso. Contra ele, havia ainda quatro mandados de prisão por homicídio, roubo e latrocínio, que foram devidamente cumpridos. Entre os nove assassinatos do qual Márcio Francisco Vicheti de Oliveira, o Márcio Maracanã. é acusado, está o de Abraão Oliveira Cavalcante. Ele foi morto no dia 11 de dezembro de 2003 na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. O crime foi encomendado por um indivíduo conhecido como Paulinho Arariba, que ofereceu aos executores uma recompensa de cerca de R$ 5.000

Apesar de a polícia do Rio ter dito que o CV se uniu ao PCC e haveria pacto de não agressão, facções brigam em todas as regiões do país

A Policia Civil do Rio de Janeiro voltou a afirmar hoje que o Comando Vermelho firmou uma aliança com ol Primeiro Comando da Capital mas relatos em redes sociais, imprensa de outros estados e tribunais de justiça apontam que as duas facções permanecem em conflito em várias partes do país. O tal pacto de não agressão dito por policiais do RJ não existiria na prática Segundo o canal Astrolg1 – Submundo Criminal no Telegram, a cidade de Cáceres, no Mato Grosso, vem sendo palco de disputa entre os dois grupos,. De acordo com a publicação, nos três primeiros meses do ano, 21 mortes teriam sido registradas – poucas deles em ações policiais. Algumas ocorrências foram de pessoas baleadas ou resgatadas do ‘tribunal do crime’. O PCC chegou a divulgar um comunicado afirmando que investiria na cidade em 2026. Outros municípios do estado próximas da fronteira com a Bolívia também registraram aumento nos homicídios, entre elas Pontes e Lacerda. Uma reportagem desta semana do jornal O Estado de São Paulo revelou a existência de uma guerra em Rio Claro envolvendo o PCC e o CV, encabeçado pela célula do narco Bode. Segundo a matéria, haveria um bate-volta de integrantes do CV que vão até São Paulo, executam rivais e retornam para o Rio. De acordo com a justiçça, no Ceará, foram regisrados atentados na cidade de Boa Viagem em razão da disputa entre os dois grupos. Em Paraupebas (Goiás), duas pessoas foram mortas e outras três feridas em uma ação criminosa motivada por rivalidade entre facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), bem como por retaliação ao homicídio ocorrido no dia anterior em bairro conhecido como reduto do “CV”. Em Coari, no Amazonas, a Justiça afirmou que a cidade vive intensa disputa entre organizações criminosas rivais, notadamente facções como o Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) além da prática reiterada de pirataria fluvial, com conflitos armados pelo domínio de rotas e mercados do tráfico de drogas, cenário que tem resultado em diversos homicídios motivados por vendetas, retaliações e disputas territoriais. Em Alagoas, entre as cidades de Barra de São Miguel/AL e São Miguel dos Campos/AL, dois jovens foram assassinados, Os homicídios foram ordenados por um traficante vulgo Chupeta”, uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. A motivação decorreu da suspeita de que as vítimas mantinham vínculos com o Comando Vermelho (CV), facção rival com forte presença no município de Marechal Deodoro/AL, local de origem de ambas. No Paraná, uma investigação descobriu a intenção de traficantes do Comando Vermelho de tomar do PCC os pontos de tráfico de drogas do município de Almirante Tamandaré. No Acre, houve escimento do CV nos últimos anos, ocasionando o domínio territorial de áreas que outrora se encontravam sob o domínio dos rivais PCC, B13 e IFARA. Como consequência desse domínio, muitos faccionados “rasgaram a camisa” – gravação de vídeo onde o integrante informa a saída da Orcrim para entrar em outra ou para seguir uma religião – para entrar no comando vermelho. Esse embate entre as facções elevou nos últimos anos os índices criminais a patamares nunca antes visto no estado, causando insegurança e até mesmo pânico na sociedade. A divulgação dada pela imprensa aos “salves” – comunicado feito pela facção que visa atingir determinado público -, tem ajudado a propagar e aumentar a insegurança sentida pela população. Recentemente o CV divulgou através do aplicativo de troca de mensagens Whatsapp , um “salve” dando um prazo de 07 dias para que familiares de faccionados rivais se retirassem de áreas sob o seu domínio. Ontem, a polícia do Rio divulgou trechos de um estatuto do Comando Vermelho dizendo que, em fevereiro de 2025, a facção tinha colocado fim a esta guerra com o PCC e reafzia uma nova aliança de paz, justiça, liberdade e franternidade. Isso não perdurou.

ESTATUTO DO CV PREVÊ PENA DE MORTE PARA QUEM COMETER INFRAÇÃO SUPERGRAVE

A investigação da Polícia Civil que culminou na operação de hoje que prendeu seis PMs e um vereador suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho revela que a facção tinha um estatuto que previa pena de morte para quem cometesse uma infração supergrave. O material foi exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record Rio. O artigo 10, item D, determina: “Infração supergrave o acarretará automaticamente no óbito do decreto”. O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o CV fez aliança com o PCC e outros grupos criminosos no país. Essa aliança foi firmada em fevereiro do ano passado que fortaleceria os negócios na fronteira mas depois gerou conflitos com a prática de homicídios. O próprio estatuto do CV previa um pacto de não agresão entre os dois grupos. O principal articulador desta aliança era o traficante conhecido como Naldinho Samurai que iniciou esse trabalho ainda preso no Rio mas depois foi transferido para uma penitenciária federal. Sobre o envolvimento de PMs com a facção, Doca, BMW (ex-miliciano que migrou para o Comando Vermelho) e um capitão da Polícia Militar tiveram áudios vazados sobre a liberação de um baile com o agente dizendo que não tinha conseguido ver isso. Segundo os responsáveis pela investigação, os PMs envolvidos realiavam simulação de operações como fornecimento de drogas e armas feitos por traficantes para forjar apreensões como também tinha tolerãncia para a práticas criminosas Outra escuta telefônica que chamou atenção foi a orientação do traficante Doca durante uma guerra no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho: “Tem que entrar matando. Não adianta só colocar para correr”. Também impressiona outro trecho da investigação que mostra os traficantes decidindo pelo homicídio de um miliciano da comunidade Caixa D´Água, em Jacarepaguá. Doca disse, “Manda sumir”. A vítima circulava pela Gardênia Azul, reduto do CV. O traficante Marcinho VP se mantinha como presidente do conselho da facção por questão histórica devido a gordura acumulada junto aos comparsas ao longo dos anos, por isso não foi destituído do comando. Ele centralizava as decisões políticas fundamentais. A facção possui 13 conselheiros,, segundo a Polícia Civil,

Membro do PCC foi preso no Rio

Policiais militares da Equipe de Buscas da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio (SSI/PMERJ), em ação conjunta com policiais do 41º BPM (Colégio) e policiais da Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), após trabalho de monitoramento, coleta de dados e informações passadas pela Central Disque Denúncia (2253-1177), prenderam na tarde desta quinta-feira (29), na Estrada Pedro Borges de Freitas, em Irajá, Zona Norte do Rio, criminoso, membro da Organização Criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC),  Maike Yoran Alves Da Silva, vulgo “Puro Calma”, de 32 anos.  Munidos de informações sobre o procurado, os policiais foram até o endereço mencionado, e conseguiram localizar e prender o traficante, que não ofereceu resistência no ato da prisão.  Contra ele constava um Mandado de Prisão, expedido pela 2ª Vara de Execuções Criminais de Campinas/Tribunal de Justiça do Estado de Estado de São Paulo, Espécie de prisão: Suspensão de regime, Tipificação Penal: Tráfico de Drogas e Lei das Drogas, onde cumpria pena em Liberdade Condicional, com pena restante: 2 ano(s) 4 mês(es) 0 dia(s). Regime Prisional: Semiaberto, referente a um processo instaurado no ano de 2019.   Diante dos fatos, ele foi levado à 27ª DP (Vicente de Carvalho), onde foi confirmado o mandado de prisão e, depois dos trâmites legais, foi conduzido a uma unidade prisional de SEAP/RJ, onde ficará acautelado à disposição da Justiça do Estado de São Paulo.  O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização de foragidos da Justiça de outros estados, escondidos no Rio.,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

PCC ameaça CV no Mato Grosso após sequência de sequestros e mortes

Comunicado do PCC após uma série de sequestros e mortes de integrantes da facção em Cáceres, no Mato Grosso, a sintonia do PCC decidiu reagir. No estado, é comum integrantes do PCC circularem ou até morarem em áreas sob influência do Comando Vermelho. Vale lembrar que o adolescente de 14 anos, que era inocente e foi morto enquanto dormia no sofá de casa, acabou executado pelo Comando Vermelho. O alvo dos criminosos seria o irmão dele, que, segundo a polícia, é integrante do PCC.

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