“Sua sorte é que a guarda está aqui, senão a gente ia amarrar vocês no posto e bater até matar”.
Essa ameaça foi feita por traficantes a um homem que eles haviam espancado mas que acabou sendo salvo da morte por guardas municipais que chegaram a tempo. Uma outra vítima, no entanto, morreu.
O fato ocorreu em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, em janeiro deste ano.
No dia 14 de janeiro, os criminosos abordaram as vítimas e praticaram diversas agressões desferidas em regiões distintas do corpo.
Um dos alvos acabou sendo salvo uma vez que guardas municipais chegaram ao local, conseguiram repelir a agressão e levaram a vítima para receber atendimento médico.
No dia dos fatos, as vítimas estavam catando recicláveis e uma delas entrar em um terreno de uma casa vazia, tendo ali subtraído duas rodas de automóvel de liga leve.
Após saírem da casa, foram abordados por um dos suspeitos, em uma Honda Biz vermelha.
O criminoso impediu a fuga das vítimas, acionou o tráfico local e permaneceu em vigilância durante toda a prática criminosa, garantindo igualdade numérica e que a execução dos homicídios pudesse ser consumada.
Um outro suspeito chegou em uma motocicleta preta portando uma barra de ferro e passou a agredir as vítimas.
Apareceram ainda mais dois homens, do tráfico de drogas da localidade, determinando que as agressões parassem, já que os guardas municipais estavam no local e que poderia resultar em “problema”, e disseram ao sobrevivente que “sua sorte é que a guarda está aqui, senão a gente ia amarrar vocês no posto e bater até matar”.
Dois dos suspeitos foram localizados pelos policiais e presos em flagrante, enquanto que outros dois fugiram.
Os crimes foram cometidos por motivo torpe, uma vez que serviram para cumprir a “lei do tráfico”, objetivando demonstrar o poder da facção criminosa Terceiro Comando Puro – TCP, que domina a região do Tele Santana.
Foram utilizados recursos que dificultaram a defesa das vítimas, que, desarmadas, foram submetidas à justiça privada do Tribunal do Tráfico e agredidas com o emprego de barra de ferro.
Os crimes foram praticados em atividade típica de grupo de extermínio.