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Divulgada como se fosse novidade pela mídia, exploração de serviços de internet pelo tráfico e milícia e corte de cabos das concessionárias legalizadas ocorrem há vários anos no RJ. VEJA ÚLTIMAS AÇÕES DA POLÍCIA CONTRA ESSA ATIVIDADE

A exploração de serviços de internet feitas por traficantes e milicianos com o corte de cabos das concessionárias legalizadas que vem sendo divulgada pela mídia como se fosse novidade é algo que já ocorre no Grande Rio há vários anos.


Veja as últimas ações da Polícia Civil contra esse tipo de atividade.

15/03/2025 -sete pessoas em flagrante por explorar ilegalmente o serviço de internet e streaming, por determinação de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”. De acordo com os agentes, o referido narcotraficante, além de pretender avançar territorialmente nos bairros da região, com colocação de barricadas e presença de homens armados, impõe a contratação dos serviços. As empresas sob seu poder atuam como monopólio e usam equipamentos roubados de funcionários de operadoras. Seis homens e uma mulher foram presos em flagrante pelo crime de organização criminosa.

14/03/2025 – Policiais, interditaram uma central clandestina de internet em Teresópolis, na Região Serrana. Na ação, uma mulher foi presa em flagrante por associação criminosa. Bandidos teriam destruído modens e equipamentos das prestadoras regulares de internet na região por ordem das lideranças do tráfico local. A ação dos bandidos visava perpetuar o monopólio de um serviço ilegal de internet vinculado à organização criminosa, como forma de alimentar a “caixinha” do tráfico.

11/03/2025 – Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) localizaram e fecharam um provedor clandestino de internet no Complexo de Israe. Segundo apurado, a empresa era comandada diretamente pelo traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”. De acordo com os agentes, o criminoso arrecadava lucros milionários e utilizava o dinheiro para financiar o tráfico de drogas e consolidar o domínio territorial. O homem que gerenciava o provedor foi preso em flagrante e responderá pelo crime de receptação qualificada. Diversos equipamentos furtados de concessionárias foram apreendidos e passarão por perícia para identificar a origem e os envolvidos no esquema, incluindo fornecedores, financiadores e distribuidores.

27/02/2025 – Policiais civis da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) desarticularam um grupo que explorava ilegalmente o serviço de internet, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio. As investigações apontaram que o serviço clandestino era operado com o apoio do Comando Vermelho.. Durante a ação, os policiais apreenderam diversos equipamentos furtados de concessionárias. Todo o material passará por perícia para identificar a origem e os envolvidos no esquema, incluindo fornecedores, financiadores e distribuidores dos equipamentos roubados. Quatro funcionários do provedor ilegal de internet foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

24/02/2025 – Foi preso um responsável por um provedor ilegal de internet, no município de Mesquita, na Baixada Fluminense. Foram apreendidos sete modens furtados de uso exclusivo uma concessionária de telecomunicação, além de cabos de fibra óptica e caixas herméticas utilizadas ilegalmente para distribuição de sinal. De acordo com as investigações, a empresa do provedor clandestino funcionava com o aval do Comando Vermelho. Eles exploravam a oferta ilegal de serviços de internet e televisão por assinatura e extorquiam moradores e comerciantes locais. Além de ser uma fonte de financiamento para o tráfico de drogas, o esquema impunha um monopólio sobre os serviços, impedindo a atuação de concessionárias regulares e utilizando os serviços de telecomunicações como forma de controle territorial e financeiro.

12/02/2025 – Foi preso o responsável por um provedor clandestino de internet que operava na comunidade do Quitungo, em Cordovil. O provedor clandestino operava com o aval do Comando Vermelho. Além de ser uma fonte de financiamento para o tráfico de drogas, o esquema impunha um monopólio sobre o serviço, impedindo a atuação de concessionárias regulares. No local, foram apreendidos diversos equipamentos e cabos que, segundo apurado, eram furtados. Diante disso, o homem foi autuado em flagrante por receptação qualificada. O material será periciado para apurar a origem.


03/01/2025 – Foi preso um homem acusado de extorsão e associação criminosa. Ele foi capturado na cidade de Campinas, em São Paulo, após ação integrada de inteligência. De acordo com as investigações, o criminoso atuava em conluio com outros membros de uma milícia, que se passavam por integrantes de uma organização criminosa. Juntos, eles extorquiam R$ 25 mil mensais da empresa de provedor de internet, que atuava nas comunidades da Santa Maria, Teixeira e Pau da Fome, na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste, dominadas pelo Comando Vermelho. O bando ameaçava interromper o fornecimento de sinal e se apropriar da rede, forçando a empresa a realizar os pagamentos para garantir a continuidade dos serviços.


27/06/2024 – Foi feita operação contra a milícia que atua nos bairros de Cabuçu, Aliança, Jardim Laranjeiras, Valverde e Palhada, e é acusado de diversos crimes, incluindo extorsão de comerciantes e moradores, exploração de serviços de gás, água e internet, comercialização de gelo, agiotagem, operação de vans, cobrança de taxas condominiais e gestão de aterros clandestinos. Segundo apurado, o grupo movimentou cerca de R$ 10 milhões entre 2022 e 2023. A organização criminosa utiliza duas empresas provedoras de internet para lavar o dinheiro advindo de atividades ilegais. Além disso, os milicianos estariam impedindo outras companhias de fornecer o serviço na região, criando um monopólio das empresas ligadas ao grupo.

22/05/2024 – Foi feita uma operação contra uma quadrilha de traficantes do bairro do Fonseca, em Niterói que explorav uma empresa de fornecimento de sinal de internet que está diretamente ligada ao tráfico de drogas, naquela localidade. Os traficantes e os funcionários da provedora estariam vandalizando a rede de TV e internet das diversas operadoras que prestam serviços no bairro. Além disso, os moradores são obrigados a utilizarem a internet clandestina do crime organizado.. Durante a inspeção, no interior do terreno e nas vias de acesso, os técnicos encontraram diversos cabos de uso exclusivo das operadoras, seis amplificadores de sinal, transmissor óptico e demais materiais que distribuem internet e TV pela localidade.Cabe ressaltar que, dentro da portaria onde ficava o autor, foi identificada uma central de distribuição de sinal de internet do condomínio, bem como farto material de controle de pagamento de taxas. Alguns moradores relataram aos agentes que o condomínio havia sido invadido por traficantes e a maioria dos antigos residentes foram expulsos de seus apartamentos. Segundo eles, os criminosos passaram a administrar o conjunto cobrando R$ 150 de aluguel por apartamento, além do monopólio de internet, gás, água, luz e outras atividades.


01/04/2024 – Foi fechada uma empresa clandestina de internet, em Paciência, Zona Oeste do Rio. Os agentes foram ao local para verificar uma denúncia. Um homem foi preso em flagrante pelo crimes de receptação qualificada. No local, foram encontrados cabeamento e modems de concessionárias, que não podem ser comercializados. Segundo apurado, o empreendimento seria um dos braços financeiros da milícia que atua na região.


12/03/2024 – Foi feita operação contra narcomilicianos do Comando Vermelho (CV) que exploram serviços ilegais de internet, sinais de TV, distribuição de água e gás de cozinha em diversos bairros de Itaboraí. Lideranças presas passam ordens e fecham “acertos”, principalmente, com empresas de provedores de internet, que terão exclusividade na oferta de serviço na região onde a facção atua. De acordo com as investigações, após acerto com os narcomilicianos, as empresas associadas a eles passam a atuar com exclusividade nas comunidades, mediante o pagamento de 50% do valor arrecadado com a prestação dos serviços de baixa qualidade para os clientes. Desta forma, a população fica sem a opção de contratar serviços de qualidade superior de outras empresas, especialmente as concessionárias mais conhecidas no mercado, já que as mesmas acabam sendo impedidas de acessarem os locais. Segundo as investigações, a organização criminosa se apropria de equipamentos e materiais utilizados nas redes de dados instalados nas comunidades e de moradores e repassa às empresas associadas aos narcomilicianos, que se comprometem a fazer pagamentos mensais aos criminosos. A estimativa é de que a facção lucre cerca de R$ 15 milhões por mês. O dinheiro é revertido para comprar armamento e na lavagem de dinheiro na aquisição de estabelecimentos comerciais, investindo em empresas e serviços que tenham aparência de legalidade.


20/04/2023 – Foi feita uma ação contra uma empresa clandestina de internet, no município de Magé. Os agentes apuravam denúncia de que traficantes de drogas estariam cortando os cabos ópticos das concessionárias legais e obrigando os moradores dos bairros de Citrolândia e Jororo a adquirir o serviço desta empresa. As equipes realizaram visitas às empresas legalizadas instaladas na região que confirmaram que seus serviços estavam sendo interrompidos e seus materiais vandalizados pelos criminosos. Os policiais conseguiram localizar o endereço do provedor clandestino e foram até o local, mas as pessoas que estavam no estabelecimento fugiram ao avistar as viaturas. No interior do imóvel foi encontrado vasto material destinado ao fornecimento ilegal do serviço de internet, bem como equipamentos de outras companhias.


13/04/2024 – Foi feita ação contra o CV que atua em comunidades de Jacarepaguá, na Zona Oeste. O alvo foi um sócio-proprietário de provedor de internet ligado ao tráfico de drogas. Segundo apurado, uma empresa de provedor de sinal de internet, telefonia e de TV associou-se à facção para impedir que outras empresas que prestam o mesmo serviço atuem nesses locais, criando, assim, um monopólio. De acordo com os agentes, os técnicos de empresas concorrentes são expulsos das comunidades pelos traficantes, sendo, inclusive, ameaçados com armas de fogo. Os criminosos também vandalizam as redes instaladas, cortando cabos e ateando fogo em equipamentos. Foram identificadas ações dessa natureza nas comunidades da Tirol e da Gardênia Azul. Estima-se que a empresa tenha, somente nessas áreas, mais de 10 mil clientes, totalizando um faturamento bruto mensal de aproximadamente R$ 1 milhão.


21/10/2022 – Foi feita uma operação contra a exploração de serviços de telecomunicações irregulares pelo tráfico de drogas nos bairros do Engenho da Rainha e de Tomás Coelho, na . Três pessoas foram presas. Os agentes foram às ruas após denúncias de que os traficantes estariam ampliando o domínio sobre esses serviços. Sob a ordem dos criminosos, os cabos das operadoras legalizadas estariam sendo cortados, obrigando a população local, inclusive com o uso de violência, a contratar os servidores do tráfico. Os preços, segundo relatos, seriam abusivos. A investigação revelou que cerca de 5 mil residências da região estão sem internet. A ação dos criminosos afeta também escolas, hospitais e outros setores importantes. Os policiais contam com o apoio de representantes de operadores de telefonia e técnicos da concessionária de energia elétrica.


20/10/2022 – Policiais civis da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) uma central de provedor de internet clandestina, situada no bairro de Cascadura. Durante a ação, o responsável pelo local foi preso em flagrante. Segundo as investigações, a central de distribuição de sinal de internet não tinha autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para funcionar e teria vinculação com o tráfico de drogas da região.. Os agentes apreenderam material de telecomunicação para distribuição de internet.

FONTE: Polícia Civil do RJ

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