O traficante que seria o número dois do Comando Vermelho no Morro da Coca-Cola, em Arraial do Cabo que foi preso hoje em Petrópolis, Rodrigo Duarte Bertanha, o Drigo, seguia as ordens do irmão, Marcos, vulgo MK ou Papai, segundo processo antigo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O bando controla não só o Morro da Coca Cola como também as comunidades da Cabocla, Prainha e Sítio.
MK na época do processo estava preso e mesmo assim comandava e monitorava a organização criminosa, mantendo contato telefônico com familiares, bem como com” gerentes “e” vapores “subordinados seus para dar ordens para a prática de crimes graves, monitorando a distribuição dos entorpecentes e armas de fogo, bem como sendo responsável pelas principais decisões do grupo. O mesmo ocorria com alguns outros gerentes que também estavam presos, mas permaneciam, de dentro do presídio, no controle da venda das drogas sob sua responsabilidade no morro, através de seus comandados.
Interceptações telefônicas feitas flagraram conversas de integrantes da quadrilha passando informações a respeito da chegada de cargas de entorpecentes, de armas e munições, da contabilidade de venda das drogas, da atividade de cada membro e dos menores e também da movimentação de policiais em incursões pelas localidades indicando até mesmo quem seriam os policiais.
Como se não bastasse, foram, ainda, interceptadas ordens emanadas por gerentes da organização criminosa para que os integrantes da facção disparassem armas de fogo contra policiais que subissem o Morro da Coca- Cola e para que colocassem barricadas que impedissem o acesso por carros e viaturas às ruas do morro, a exemplo de várias converssas.
Foi identificada ainda a prática de extorsão contra os moto-taxistas que atuam no Morro da Coca-Cola, ocasião em que se identificou que, atuando sob ordem de MK, os elementos passaram a exigir o recolhimento semanal de R$ 50,00 de cada moto-taxista, sob pena de perda da motocicleta e de consequências mais graves, conforme ameaças interceptadas.
Além de MK e Drigo, faziam parte do primeiro escalão do bando os vulgos R ou Tio, Tiago Cabeça, Amaral, Índio, Dinaldo ou Cabelinho e Caranha
Sobre a prisão de Drigo hoje, a polícia disse quel, mesmo escondido fora da área de atuação, ele continuava exercendo papel de liderança, dando ordens aos criminosos que atuam na Região dos Lagos.
De acordo com as investigações, o homem exercia função estratégica dentro da facção, sendo responsável pela logística e pelo comando das atividades ilícitas na Região dos Lagos. Ele foi capturado enquanto frequentava uma academia. Contra o criminoso, havia mandado de prisão em aberto pelo crime de associação para o tráfico de drogas.
Após a prisão, o acusado foi conduzido à 105ª DP (Petrópolis). A queda de uma das principais lideranças do Morro da Coca-Cola representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado e reforça o combate contínuo da Polícia Civil ao narcotráfico em todas as regiões do estado.