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Saiba o quem é quem da quadrilha especializada em produção e venda de drogas sintéticas alvo de operação da PF nesta semana no Rio. Grupo tinha ligação com o CV, montou laboratórios na Penha e Rocinha e possuía intermediário para fazer contato com o traficante Doca

A organização criminosa denominada Cartel Brasil, que foi alvo de operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro essa semana e é especializada em explorar a produção em larga escala e a comercialização de drogas sintéticas, notadamente comprimidos de MDA E MDMA, de modo a viabilizar a manufatura, transporte, venda e demais atividades de traficância, era associada ao Comando Vermelho.


Havia laboratórios do bando no Complexo da Penha e na Favela da Rocinha, dois dos principais redutos da facção sendo que um membro da quadrilha era o responsável pelo contato do líder com Doca, chefão do CV.


O líder do bando é Vinicius Abade. Ele é o responsável por comandar o esquema criminoso de produção, venda e distribuição de entorpecentes, com logística de transporte coordenada em nível nacional através de serviço de frete operado por parte de seus colaboradores (transporte pessoal) e da remessa postal de comprimidos realizada por meio de uma empresa.


Rato encontra-se à frente de um dos laboratórios clandestinos de produção de ecstasy da organização criminosa Cartel Brasil, também instalado no interior do Complexo da Penha, nesta Cidade, sendo responsável pela aquisição de insumos, montagem de laboratórios, produção de drogas, logística de distribuição, bem como pela operacionalização de transações financeiras realizadas em nome da organização.”


Rato e Vinicius foram flagrados em conversas sobre a produção e distribuição de drogas sintéticas, incluindo aquisição de insumos, montagem de laboratório, produção de drogas, logística e transações financeiras, de acordo com a análise de conversas da Polícia Federal, inclusive de envio de foto por Whatsapp para Vinicius referente a etapa de produção da droga sintética,


Leiliane, esposa de Rato, efetua transferências financeiras para empresas e indivíduos envolvidos no esquema criminoso, além realizar a aquisição de insumos e equipamentos essenciais, participar diretamente do processo de produção de drogas sintéticas e auxiliar ativamente na contagem e empacotamento do material entorpecente.”


Ela emprestava conta para o marido. Em uma escuta, Rato disse paraa mulher para contar as “balas” e lacrá-las. De acordo com o relatório de inteligência financeira nº 1000698, no período de 22/07/2021 a 17/07/2022, movimentou, de forma atípica, a quantia a crédito o valor total de R$ 749.392,99, e à débito o total de R$ 750.609,23
Hiuri “possui função ativa e crucial na fabricação de drogas sintéticas para a presente organização criminosa, sendo responsável pelo manuseio de produtos químicos e pela operação de máquinas de compressão de ecstasy.”


Rato enviou mensagem para Hiuri falando sobre o MD estar úmido. Em outra mensagem o chefe da quadrilha enviou a quantia de R$ 1.000,00 para Hiuri, referindo-se a ele como “menininho que bate”,

Milho está diretamente vinculado às atividades de produção de drogas sintéticas, manuseio de máquinas de compressão de comprimidos de ecstasy, sendo também usado como intermediário em transações financeiras associadas aos desígnios criminosos da organização criminosa.”

Há uma conversa em que Milho reclamou sobre a dificuldade em utilizar a máquina compressora de comprimidos. Há ainda uma conversa onde ele, sugere que a organização criminosa arrume um sítio para produção das drogas sintéticas.


Bel “atua como revendedora de expressiva quantidade de substâncias entorpecentes, interagindo principalmente com Vinicius e Rato.
Bel também participa de transferências bancárias para a organização criminosa


Fex possui envolvimento direto na produção, testagem, distribuição e comercialização de drogas sintéticas, operando a partir de um laboratório clandestino instalado no interior da Comunidade da Rocinha.


Coxinha atua na produção e comercialização de drogas sintéticas, sobretudo, no que se refere à montagem do laboratório clandestino instalado na Comunidade da Rocinha, nesta sendo responsável pela compra de compostos químicos necessários para a produção de MDA/MDMA, tais como: helional, peroxido de hidrogênio, dimetilsulfóxido (DMSO), hidroxilamina, dentre outros

Diongador ou Cabeludo -“é responsável por adquirir grandes lotes de droga em seu formato final (comprimidos de ecstasy) ou na forma de “sal” (substrato dos comprimidos) e por comercializar os entorpecentes produzidos por Vinicius, efetuando transações que envolvem a utilização de veículos como parte do pagamento.”


Em mensagens trocadas, ele conversou com Vinicius conversaram sobre o valor de R$ 1.000.990,00 (hum milhão e novecentos mil reais), que seria pago pelo grupo criminoso de São Paulo, sendo Dionga responsável pela negociação.

Matheuzinho – desempenha papel central na cadeia operacional da súcia criminosa, revelando uma extensa rede de distribuição de MDA/MDMA para várias regiões do Brasil, sendo responsável por organizar a venda de grandes quantidades de drogas sintéticas para diferentes compradores, incluindo indivíduos identificados pelos vulgos “Jaba”, “Lc Su”, “Mohammed Joabe – “é responsável pela produção, venda, transporte, armazenamento e por intermediar a distribuição de drogas sintéticas produzidas pela organização criminosa Cartel Brasil, em especial, no que se refere às atividades desenvolvidas no laboratório clandestino instalado na Rua Mario Barbosa nº 85, no Bairro de Xerém, em Duque de Caxias/RJ, onde foi preso em flagrante delito


Há conversas que indiciam a participação de Joabe.no esquema criminoso de transporte de drogas para Guarujá/RJ. Ele foi preso flagrante em 21/11/2023,, em um laboratório construído para produzir droga sintética, localizado na zona rural de Duque de Caxias. Há indícios suficientes para o recebimento da denúncia em relação ao denunciado.


Malva ou Gordinho : “participa ativamente na logística de envio e entrega de drogas sintéticas da súcia criminosa, sendo responsável por realizar o transporte de substâncias entorpecentes aos seus clientes, o translado de produtos químicos destinados à fabricação, bem como o pagamento de fretes e serviços.”


Há conversas onde é discutido o transporte de 5.000 comprimidos de ecstasy, pagamentos via pix, transporte de substâncias como Polivinilpirrolidona (PVP), e referências a locais de entrega, como a rodoviária e o Complexo da Penha. Vejamos algumas conversas:


Antônio Donizete – apresenta expertise técnica no processo de produção de ecstasy e se encontra diretamente envolvido nas atividades de produção, compra e distribuição de substâncias ilícitas, possuindo laboratório clandestino próprio para a sua fabricação, além de realizar a revenda de drogas sintéticas compradas de Vinicius.


Tarta – : “possui um profundo envolvimento com a venda de drogas sintéticas da presente organização criminosa, principalmente MDA, utilizando-se, para tanto, de propriedades e outros bens como “moeda de troca” para diversificar os meios de pagamento.”


Foi flagrada uma conversa dele com Vinicius a negociação para uma suposta venda de comprimidos sintéticos, salientando o Ministério Público que Tarta seria traficante internacional, sendo presos em duas operações policiais, quais sejam: na Operação Batutinhas, conduzida pela Polícia Civil RJ e MPRJ, em 17/09/2021, e na Operação Match Point, em 13/04/2023,


Luiza ou Maya Novo – figura como importante componente da organização criminosa, agindo na negociação e transporte de drogas sintéticas, mediante arregimentação de mulheres para atuarem como “mulas do tráfico” no translado interestadual de mercadorias ilícitas, e na intermediação de compra e venda de armas e munições.”


Há indícios de que ela seria responsável pela função de transportar drogas sintéticas e armas entre os Estados,


Antônio José .Agente Penitenciário atuante no Estado de São Paulo, segundo a denúncia: “é apontado como fornecedor de armas de fogo para a presente organização criminosa, valendo-se destacar a venda de uma pistola calibre .40, bem como respectivas munições, para Vinicius.


Há na investigação comprovante do pagamento da arma de fogo feito por Vinicius para o agente penal que teria vendido a arma de fogo de sua propriedade, registrando furto da mesma no mesmo dia, no valor de R$ 9.500,00. Em outra conversa há a aquisição de munições, no valor de R$ 900,00,

Em outra conversa, Luiza recebeu pagamento de Vinicius pela negociação da pistola, carregador e munições, no valor de R$ 1.000,00. E

Marreta -é responsável por intermediar o contato entre Vinicius e o traficante Edgar Alves de Andrade, de vulgo “Doca”, líder do tráfico de drogas do Complexo da Penha, nesta Cidade.”. Além, exercer “importante papel em garantir a segurança armada dos locais de fabricação de droga sintética, desempenhando, ainda, as funções de supervisor de produção, comprador de insumos para os laboratórios e vendedor de entorpecentes em festas promovidas no interior do Complexo da Penha,


Batatinha – “atua na gerência de produção de drogas sintéticas, possuindo participação direta nas operações capitaneadas pelo denunciado Rômulo César de Oliveira Ramos. Além de contribuir para as atividades da organização criminosa Cartel Brasil na figura de “laranja consciente”, na qualidade de sócio administrador da empresa de fachada sob a administração de fato do denunciado Vinícois, sabidamente constituída para burlar os mecanismos públicos de controle para a aquisição de insumos químicos utilizados na manufatura de entorpecentes.”


Batatinha é único sócio de uma perfumaria supostamente utilizada para realizar transações financeiras e operações de produtos químicos controlados para a organização criminosa,


Katia . participa do esquema de transporte de substâncias ilícitas e oferece apoio jurídico ao grupo criminoso, sendo apontada como responsável por receber uma remessa de cerca de 3.000 comprimidos de drogas sintéticas do tipo “Pablo Escobar”, em setembro de 2021, e uma remessa de cerca de 11.000 comprimidos de drogas sintéticas dos tipos “Pablo Escobar” e “Like”, em dezembro de 2021, para o translado entre Rio de Janeiro/RJ e Curitiba/PR.”


Vizinho – . “possui seu próprio laboratório de drogas, contribuindo para o sucesso da organização criminosa com seu amplo conhecimento sobre a fabricação, dosagem e composição de drogas, atuando ativamente na aquisição e na distribuição de ecstasy, MDA, cocaína (“sal”) e outros compostos, bem como na negociação de preços, qualidade e logística de entrega dos produtos.”


Há conversas que indiciam seu envolvimento nas atividades criminosas relacionadas ao tráfico e a produção de drogas ilícitas, sendo ativo tanto na aquisição quanto na distribuição de drogas, além de participar das negociações de preços, qualidade e logística.


Cebola – “atua ativamente na produção e no transporte de entorpecentes sintéticos em benefício da organização criminosa, cabendo ressaltar a operação realizada no dia 22 de abril de 2022, na qual o referido acusado foi encarregado de realizar o serviço de frete de cerca de 4.000 comprimidos de ecstasy para outra organização criminosa, atuante na zona sul do Rio de Janeiro/RJ. Também cumpre mencionar a operação sucedida entre agosto e setembro de 2022, na qual realizou o transporte de uma carga de 85,5 kg MDA/MDMA (“sal”), em nome da organização criminosa Cartel Brasil para o Estado de São Paulo, dentre outras entregas efetuadas em favor do grupo criminoso.”

Tio ou Coroa ´- ex-auditor fiscal, segundo a denúncia: “possui envolvimento consolidado no tráfico de entorpecentes, atuando como grande produtor de drogas em laboratórios localizados no Rio de Janeiro/RJ e em Ubiratã/PR.”. Ainda segundo o Ministério Público: “Tio é considerado como uma espécie de “sócio” por Vinicius, a quem presta significativo auxílio na montagem dos laboratórios clandestinos, buscando sempre refinar os meios de manufatura das drogas sintéticas fornecidas pela organização criminosa.”


Ha indicios de sua estreita colaboração com Vinicius, com conversas cobre o aprimoramento da produção, com o fito de aumentar a eficiência e lucratividade, além da atuação em produção e venda de drogas sintéticas com laboratório localizados no Rio de Janeiro e em Ubiratã, Paraná


Patrick “opera como transportador de drogas sintéticas, sobretudo, ecstasy e MDA, cuja rota interestadual abarca o Rio de Janeiro/RJ e Vila Velha/ES, recebendo, por cada serviço, valores que variam entre R$ 500,00 (quinhentos reais) e R$ 1.000,00 (mil reais) da organização.”


Há indícios suficientes da sua atuação no transporte de drogas, tendo sido inclusive preso em flagrante, em 17/08/2023, pela Polícia Federal na rodoviária Novo Rio em posse de material ilícito que seria transportado para o Espírito Santo.


Cortado – “figura com um dos líderes de um dos laboratórios clandestinos operados pelo grupo criminoso no interior do Complexo da Penha, nesta Cidade, sendo responsável pela estruturação de laboratórios, elaboração de protocolos de segurança, aquisição de equipamentos e insumos, investimento em armamentos, utilizando-se, ainda, de empresas legitimamente constituídas para distribuição de entorpecentes.”


Há conversas dele sobre a produção e distribuição de drogas sintéticas, como aquisição de insumos, equipamentos, até estruturação de laboratórios e protocolos de segurança


Gordão “desempenha função significativa nas operações ilícitas engendradas pela ORCRIM, atuando desde a produção até o transporte de drogas sintéticas e de insumos para diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, incluindo a aquisição de substâncias como “loló” para a produção de MDA, além de ser responsável por transportar armamentos pertencentes ao Vinicius.


Ele atua na organização criminosa com funções que abrangem transporte, envio e entrega de drogas sintéticas, insumos, armamentos e até dinheiro.


LK Silva ou World Champions – figura como importante colaborador do grupo criminoso, sendo responsável pela elaboração de estratégias operacionais voltadas para a manufatura e distribuição de entorpecentes em larga escala, demonstrando, ainda, preocupação com a capacidade de produção, estratégias de venda, satisfação do usuário e até mesmo problemas operacionais, como falhas em máquinas utilizadas na fabricação dos comprimidos.”


Como destacado pelo Ministério Público, “a Organização Criminosa Cartel Brasil possui uma capilaridade comprovada de suas atividades, mediante o fracionamento da compra de produtos químicos por parte de seus colaboradores, das operações bancárias vinculadas a sua administração e da produção de drogas sintéticas em diversos laboratórios clandestinos destinados a sua manufatura, além daqueles cuja localização a Polícia Judiciária não logrou em identificar na presente persecução penal.”

FONTE: TJ-RJ

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