Um médico do Programa Mais Médicos do governo federal que está lotado em uma unidade de saúde em Paciência, na Zona Oeste do Rio, pediu transferência para Araçatuba/SP ou outro município paulista em razão de estar recebendo ameaças de supostos integrantes da milícia.
Uma das ameaças ocorreu no dia 13 de fevereiro e houve imposição por parte de uma pessoa que se dizia integrar uma milícia local para que houvesse o atendimento de uma vítima de ferimento à bala que seria levada à clínica.
O profissional detalha que nesta ameaça, por pressão da pessoa que se dizia integrante de milícia, forneceu o número do seu telefone particular quando lhe foi informado que ele e o enfermeiro que também trabalha no local seriam levados a outro local para atender à vítima e que lhes seriam pagos um total de R$ 3.000,00, mas que antes lhe foi exigido que realizasse uma transferência via PIX no valor de R$ 1.000,00, o que não foi feito por indisponibilidade de tal verba pelo mesmo, encerrando-se a ligação com a ameaça de que o agressor iria “pegar” os profissionais de saúde. Tal fato foi registrado na Delegacia de Polícia Civil.
Esse mesmo médico havia dito que no ano anterior, um marido de uma paciente compareceu à unidade de saúde, acusando e de supostamente ter recebido presentes da esposa e, de forma agressiva, proferiu ameaças de morte. Por conta disso, foi transferido de Santa Cruz para o bairro vizinho de Paciência.
Segundo os autos, quando sofreu ameaça por parte de supostos milicianos, o médico já estava lotado em Paciência, cujo gerente acionou o protocolo mais seguro que deciidiu pelo fechamento do posto.