Quatro homens identificados pelos vulgos “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry” tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por uma execução brutal ocorrida em uma área de atuação de milicianos na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a denúncia do Ministério Público, Robson Sant’Anna Torres foi capturado, colocado em um veículo e levado até o local onde teria sido assassinado. Há relatos de que, depois da execução, a vítima teria sido esquartejada. O corpo, porém, nunca foi encontrado.
Os quatro são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver pelo crime ocorrido em 28 de janeiro de 2025. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).
De acordo com a decisão judicial que determinou as prisões, o assassinato teria ocorrido em contexto de criminalidade organizada. Para o magistrado, a gravidade concreta do crime e a violência empregada contra a vítima justificam a prisão preventiva para garantir a ordem pública.
A investigação aponta que Robson teria sido levado contra sua vontade em um veículo até o ponto onde acabou executado. Depois da morte, testemunhas relataram que o corpo poderia ter sido esquartejado, numa possível tentativa de impedir que fosse localizado.
Até hoje, no entanto, o cadáver não foi encontrado.
A ausência do corpo não impediu o avanço da investigação. O Ministério Público considerou que os elementos reunidos no inquérito eram suficientes para denunciar os quatro acusados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
PRISÃO FOI NEGADA INICIALMENTE
Antes de denunciar os quatro, a autoridade policial já havia pedido a prisão preventiva de “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry”.
Naquele primeiro momento, porém, o Ministério Público se manifestou contra a prisão e pediu 60 dias para reavaliar o caso.
O juiz rejeitou então a representação policial, destacando que o Ministério Público, titular da ação penal, ainda não havia formado sua opinião sobre o oferecimento da denúncia.
Posteriormente, após a análise do material investigativo, o Ministério Público ofereceu a denúncia contra os quatro.
JUSTIÇA VÊ RISCO PARA TESTEMUNHAS
Ao receber a denúncia, a Justiça afirmou que a investigação havia reunido indícios suficientes de autoria e que estavam presentes os requisitos para o início da ação penal.
Na análise do novo pedido de prisão, o magistrado também apontou preocupação com a possibilidade de interferência na produção das provas.
Segundo a decisão, as testemunhas indicadas na denúncia possuem vínculos com o local onde o assassinato teria ocorrido. Dessa forma, os acusados poderiam, em liberdade, causar medo ou insegurança nas testemunhas, comprometendo seus depoimentos.
Para a Justiça, esse risco poderia prejudicar a reconstrução dos acontecimentos e impedir que os fatos fossem esclarecidos de maneira adequada.
Por isso, o magistrado decretou a prisão preventiva de “Russo”, “Caveirinha”, “Pitbull” e “Thierry”, considerando a medida necessária para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.
Os quatro tiveram mandados de prisão expedidos, com prazo de validade de 20 anos.
Os acusados responderão ao processo e ainda terão direito à ampla defesa e ao contraditório.