A Justiça do Rio de Janeiro revelou, em documento, detalhes da dinâmica das agressões no caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, trazendo descrições sobre a forma de atuação dos investigados e a sequência da violência sofrida pela vítima.
De acordo com o documento, a vítima foi submetida a penetração vaginal, sexo oral com ejaculação, masturbação e outros atos de natureza libidinosa, incluindo beijos forçados, carícias nos seios e manipulação de suas partes íntimas.
Ainda segundo os autos, a jovem manifestou expressamente sua recusa e chegou a suplicar para que as agressões cessassem.
O material aponta que os investigados teriam mantido a adolescente em cárcere no imóvel onde os fatos ocorreram, com o objetivo de prolongar a violência sexual. A decisão também confirma que a vítima foi agredida fisicamente, com tapas, socos e puxões de cabelo.
A Justiça ainda caracteriza o caso como uma flagrante emboscada à vítima.
Segundo o documento, foram identificadas outras duas outras vítimas dos autores, que estão presos.
O relatório reforça ainda a existência de um padrão de atuação do grupo, já apontado nas investigações, com o uso de estratégias para atrair vítimas aos locais onde eram submetidas a violência física, psicológica e sexual de forma prolongada e com elevado grau de brutalidade.
Segundo ainda o relatório, a sequência e a intensidade das agressões descritas configuram um cenário de violência continuada, com características que se aproximam de práticas de tortura.