O policial militar Luiz César Cunha, suspeito de participar do atentado contra o bicheiro Vinicius Drumond, no último dia 11, se entregou na manhã desta segunda na 22ª DP (Penha).
Ele será encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, para ser interrogado.
A polícia já tinha prendido o ex-PM Deivyd Bruno Nogueira Vieira, o Piloto, e pediu a prisão de outros investigados: Adriano Carvalho e Rafael Ferreira, conhecido como Cachoeira. Ambos são considerados foragidos.
Vinicius Drumond é apontado como um dos membros da nova cúpula do jogo do bicho do RJ. O ataque ocorreu por volta das 11h na Avenida das Américas, a principal do bairro, perto da Estação Ricardo Marinho do BRT. De acordo com as investigações, depois do atentado, os automóveis envolvidos na ação criminosa seguiram pela Avenida das Américas e acessaram a Avenida Lúcio Costa, a partir de onde passaram a traçar caminhos distintos. O carro de onde partiram os tiros foi encontrado no bairro de Guaratiba, abandonado, com um dos pneus estourado, enquanto o outro foi para o município de Duque de Caxias.
Segundo a Polícia, após abandonarem o automóvel em Guaratiba, seus ocupantes, todos portando armas longas e balaclavas, abordaram a proprietária de um outro veículo e a obrigaram a transportá-los até Nova Iguaçu, às margens da Rodovia Presidente Dutra. Lá, eles foram “resgatados” por outro integrante da organização criminosa.
Deivyd Bruno Nogueira Vieira, vulgo “Piloto”, de 38 anos, foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No ano passado, o suspeito foi expulso da PMERJ após ficar comprovado o seu envolvimento nos crimes de receptação de veículo roubado e tráfico de drogas. Além do cumprimento do mandado de prisão temporária expedido a partir da investigação da DHC, ele também foi autuado em flagrante por porte de arma de uso restrito, já que portava uma pistola calibre 9mm sem autorização.
Deivyd, o “Piloto” e Rafael Ferreira, o Cachoeira, também seriam suspeitos de participação do assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, no Centro do Rio em fevereiro de 2024, e fazem parte de uma organização criminosa atuante em Duque de Caxias, Cachoeira chegou a ser preso em 2022 por participar do sequestro de uma mulher, em Nilópolis. A vítima era parente de um homem que atuava no comércio de cigarros ilegais — negócio dominado pelo contraventor “Adilsinho” (que possui dois mandados de prisão, sendo um por Organização Criminosa e outro por Homicídio). Cachoeira também é citado num funk criado por integrantes da quadrilha de Adilsinho para comemorar o homicídio de Marquinhos Catiri, miliciano que era rival do bicheiro.