A Policia Civil prendeu um suspeito do atentado contra o contraventor Vinicius Drumond.
Deivyd Bruno Nogueira Vieira que é ex-policial militar, foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele foi expulso da corporação após praticar receptação de veículo roubado e tráfico de drogas.
Além do cumprimento do mandado de prisão temporária expedido a partir da investigação da DHC, ele também foi autuado em flagrante por porte de arma de uso restrito.
De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, também participaram do atentado Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, Adriano Carvalho de Araújo, e o policial militar da ativa Luís César da Cunha, lotado no 15º BPM.
De acordo com as investigações, dois veículos seguiram o carro do contraventor após ele deixar um shopping center da Barra. Enquanto transitava pela Avenida das Américas, o carro da vítima foi atacado por pelo menos 30 disparos de fuzil.
Os tiros partiram do interior de um automóvel blindado, com estrutura especialmente preparada para ação, incluindo “seteiras” nos vidros das quatro portas. A vítima do atentado sofreu apenas lesões leves, devido à blindagem do veículo que conduzia.
Os automóveis diretamente envolvidos na ação criminosa seguiram pela Avenida das Américas e acessaram a Avenida Lúcio Costa, a partir de onde passaram a traçar caminhos distintos.
O carro de onde partiram os tiros foi encontrado no bairro de Guaratiba, abandonado, com um dos pneus estourado, enquanto o outro foi para o município de Duque de Caxias.
Após abandonarem o automóvel em Guaratiba, seus ocupantes, todos portando armas longas e balaclavas, abordaram a proprietária de um outro veículo e a obrigaram a transportá-los até Nova Iguaçu, às margens da Rodovia Presidente Dutra
.Lá, eles foram “resgatados” por outro integrante da organização criminosa. A investigação demonstrou que os autores iniciaram a empreitada criminosa em Duque de Caxias e para lá retornaram, percorrendo uma distância superior a 60 quilômetros.
Houve a arrecadação e análise de diversas imagens de câmeras de segurança, que permitiram demonstrar, até o momento, que os envolvidos monitoraram a vítima nos dias que antecederam à ação, e permitiram, também, refazer todo o percurso dos veículos antes e após o crime.
Identificou-se, ainda, que dois dos indivíduos alvos da ação deste sábado fazem parte de uma organização criminosa atuante em Caxias, sendo ambos investigados também pela participação na execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrida em fevereiro de 2024, no Centro do Rio.