Relatório da Polícia Civil sobre a última operação no Complexo de Israel realizada em junho aponta que os agentes de segurança pública levaram em média, de 2h a 3h para iniciarem os cumprimentos das medidas judiciais determinadas.
Isto é, somente após, aproximadamente, 2h30 de baixo de intenso confronto armado é que a região se encontra minimamente estável para que os objetivos comecem a serem cumpridos pelas equipes.
Segundo o documento, os narcotraficantes locais se utilizaram de táticas e técnicas de guerra com o objetivo de impedir, limitar e dificultar o acesso das forças do estado inviabilizando e limitando, por muitas vezes, o cumprimento de ordens judiciais.
Entre as táticas e técnicas de guerra utilizadas pelos faccionados locais podemos destacar: a colocação de barricadas e trincheiras(imagens 01 e 02) com o fim de inviabilizar o acesso dos veículos blindados e viaturas policiais; a criação de seteiras e casamatas(imagens 04 e 05) com o fim de criar uma vantagem tática e operacional face as investidas das forças policiais e contra eventuais ataques de facções rivais.
Para a polícia, tais mecanismos táticos proporcionam uma vantagem aos criminosos que, cada vez mais, procuram enfrentar as forças policiais intensificando os confrontos armados, colocando ainda mais a população, no interior e fora da comunidade, em risco e criando verdadeiras zonas de não atuação jurisdicional, isto é, uma área onde o Poder Judiciário não tem o poder de julgar ou solucionar os conflitos.
Apesar das dificuldades, a polícia disse que a operação deflagrada pela DRE foi um sucesso, vejamos:
A ação teve como resultado 20 (vinte) prisões, sendo 08 presos em flagrante, 01 captura de foragido, 07 cumprimentos de mandados de prisão e 04 cumprimentos de mandados de prisão de réus presos.
Além das prisões, foram apreendidos 08 fuzis, granadas, carregadores, munições, rádios transmissores, estufa, aparelhos de telefone celular, máquina para endolação, entre outros.
FONTE: Polícia Civil do RJ