Investigações da Polícia Federal apontam que a área dominada pelo Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré seria usada para a reestruturação de nova linha de montagem de fabricação de fuzis, em território fluminense, de uma quadrilha que importava componentes dos EUA e da China e utilizava maquinário industrial de alta precisão (CNC) para produzir armamento em grande escala.
O bando fabricava cerca de de 3.500 fuzis/ano e parte dele tinha destinação ao Complexo do Alemão e à Rocinha, comunidades dominadas por outra facção, o Comando Vermelho.
Em julho, um dos integrantes do grupo foi preso na Baixa do Sapateiro, na Maré. Ele estava escondido no local recebendo proteção do traficante vulgo Pescador, um dos chefes do TCP na comunidade.
O chefe do bando recolhido ao Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu) permanecia coordenando o esquema e contava com o apoio de um técnico de usinagem.
A organização atuaria desde 2023 no tráfico internacional de armas.
O esquema consiste na importação de componentes de armas de fogo de uso restrito, notadamente kits de fuzis e peças acessórias, oriundos dos Estados Unidos e da China, para com eles realizar a montagem em uma fábrica clandestina em Santa Bárbara D’Oeste/SP, com posterior entrega das armas às facções criminosas do Rio de Janeiro.