Morto na tarde de hoje no centro de São Gonçalo, o PM Rayllan Machado Carino respondia desde 2025 processo na Auditoria da Justiça Militar pelo crime de concussão
A concussão é um crime praticado por funcionário público contra a administração em geral, que consiste em exigir vantagem indevida em razão da sua função.
Segundo o que a reportagem conseguiu levantar, em 19 de junho de 2024, por volta das 10h40min, no bairro do Caju, na Zona Portuária do Rio, no Rayllan teria solicitado vantagem indevida de um motoqueiro.
Conforme restou apurado, o PM se encontrava em patrulhamento policial de moto, quando, numa blitz, ordenou que a vítima parasse e apresentasse sua documentação, o que foi feito.
O agente pediu à vítima que aguardasse por alguns instantes e, logo em seguida o informou que o lacre da placa traseira da sua moto se encontrava violada, o que ocasionaria o reboque, multa e gastos oriundo da retirada do veículo do depósito, a menos que efetuasse uma transferência no equivalente a 30 % (trinta por cento) dos gastos que pagaria pelo trâmite de praxe.
Por conseguinte, o PM forneceu à vítima chave via PIX para que realizasse a transferência do r valor à Conta Corrente no Banco Pag Seguro Internet IP S.A, o que foi atendido.
O PM também chegou a ser flagrado dirigindo um veículo adulterado na Rua Feliciano Sodré, altura do nº 2627, no Centro de Niterói/RJ tendo sido conduzido à 76a DP. Acabou preso mas conseguiu liberdade provisória.
O HOMICÍDIO
Rayllan foi morto quando estava de folga nas proximidades do Shopping Partage,
As circunstâncias do ataque ainda não foram esclarecidas.
Após ser baleado, Rayllan foi socorrido por agentes do 1º BPM (São Gonçalo) e levado para o Pronto-Socorro Central, no bairro Zé Garoto.
Segundo informações da unidade de saúde, o policial já chegou ao local sem vida. Circunstâncias do ataque ainda são investigadas Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a dinâmica da ocorrência ou sobre o que teria motivado os disparos contra o policial.
O PM já estava na Rua Simeão Custódio, ao lado do Shopping Partage, quando foi surpreendido pelos ocupantes do Volkswagen T-Cross marrom placa QXQ 8G91, de Minas Gerais. O veículo não consta como roubado.
Um ano antes, ele foi baleado ao trocar tiros com traficantes do Barro Vermelho, em São Gonçalo. Submetido a uma cirurgia reparadora no osso da bacia, ele não corria risco de morte.
Na época, a Polícia investigava se os dois PMs foram confundidos pelos criminosos com traficantes rivais que mataram dois integrantes da boca-de-fumo do Morro da Bandeira – estica do Morro do Galão – por usarem um carro de mesmo modelo e cor do utilizado na ação criminosa.
Em janeiro, ele estava acompanhado pelo sargento Elder, quando este foi baleado, no Jardim Catarina. Os dois estariam tentando recuperar um carro roubado. O sargento não resistiu.