O assassinato do vereador de Nova Iguaçu Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu, segue gerando desdobramentos e trazendo à tona episódios anteriores envolvendo o histórico do político.
Levantamento feito por nossa reportagem identificou uma matéria publicada pelo jornal Extra em 22 de setembro de 2016, assinada pelo repórter Rafael Soares, que revela que Maninho — à época candidato a vereador — foi detido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Na ocasião, a especializada realizava uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, denúncias anônimas encaminhadas à Draco apontavam o então candidato como suposto integrante do grupo paramilitar.
Durante a ação, policiais estiveram na residência de Maninho, onde apreenderam uma pistola com documentação irregular e cerca de R$ 35 mil em espécie.
Ainda de acordo com o Extra, o delegado Alexandre Herdy, então titular da Draco, confirmou que o nome de Maninho apareceu nas denúncias recebidas pela especializada no contexto da investigação.
O texto também destacava que Germano Silva de Oliveira ocupou cargo de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2013 e junho de 2016. Conforme registro no Diário Oficial de 1º de julho daquele ano, ele foi exonerado “a pedido” pelo então prefeito Nelson Bornier para disputar as eleições. Na administração municipal, exercia a função de assessor especial do prefeito.
Apesar dos episódios, Maninho não chegou a se tornar réu no caso, e seu suposto envolvimento com milícia não foi comprovado oficialmente pelas investigações.
Quatro anos depois, como já revelado anteriormente por nossa reportagem, o nome do político voltou a aparecer em outra operação policial voltada ao combate à milícia. Na ocasião, sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão. Informações divulgadas à época — também não comprovadas — indicavam que ele teria sido apontado como possível candidato apoiado pelo grupo paramilitar.
A morte de Maninho de Cabuçu está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Até o momento, não há indicação de que o homicídio tenha relação com as operações anteriores envolvendo investigações sobre milícia.