A Justiça manteve a prisão de Oldenir de Almeida Filho, acusado de matar o padrasto e ferir a irmã em janeiro, em Niterói.
Ele estava preso temporariamente desde o dia 19 daquele mês e no último dia 11 foi decretada a prisão preventiva.
Oldenir é acusado de matar a tiros Rudson Fernando da Silva Barreto no interior da residência situada na Rua Edma Rodrigues Valadão, nº 510, Camboinhas, em 18 de janeiro.
Na mesma data, o acusado também teria cometido um atentado contra a integridade física de sua irmã, a adolescente S. Q. H. D. A. E. A. E., ao efetuar disparo de arma de fogo contra a vítima.
O acusado se encontra preso desde o dia 19 de janeiro de 2026, em razão do cumprimento de mandado de prisão temporária, cuja prorrogação ocorreu após o decurso do prazo inicial de 30 (trinta) dias. O prazo da custódia cautelar está, portanto, prestes a expirar, o que exigiu uma análise minuciosa e a adoção de uma medida cautelar definitiva, a fim de garantir a continuidade da instrução processual e a aplicação da lei penal.
Segundo a Justiça, no caso, existem indícios suficientes de autoria e materialidade, conforme os depoimentos detalhados prestados pelas testemunhas, como o namorado da menor e a mãe do assassino e da garota.
De acordo com os autos, o acusado teria praticado um ato de altíssima reprovabilidade social, em que a violência extrema se somou à utilização do ambiente doméstico para cometer os crimes, configurando risco concreto à paz social.
O denunciado possui vários antecedentes criminais, incluindo registros de homicídios, é dependente químico e demonstrou comportamentos agressivos durante a apuração dos fatos. Esses elementos evidenciam sua natureza perigosa e reforçam a urgência da prisão preventiva para evitar que ele cometa novos delitos ou ameace novamente as vítimas ou testemunhas.