A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de Luiz Augusto Barbosa Mendonça. Segundo o TJ-RJ, ele é acusado de matar um homem por atropelamento e pancadas na cabeça em Nova Iguaçu depois de uma discussão banal durante uma confraternização de Carnaval.
Narra a denúncia que “no dia 15 de fevereiro de 2026, por volta das 02:30, na Estrada Francisco Amorim Viana, Prados Verdes em Nova Iguaçu, o suspeito atropelou e depois golpeou a vítima Edivaldo dos Santos na cabeça, provocando-lhe as lesões que foram a causa de sua morte,
.Consta nos autos que após um desentendimento banal ocorrido em uma confraternização familiar de carnaval, o acusado pegou o seu veículo e atropelou a vítima que estava andando na rua.
Ato contínuo, o denunciado desceu do carro, pegou a chave de rodas, e com a vítima caída no chão, golpeou sua cabeça diversas vezes, causando extensa desestruturação craniofacial e evisceração encefálica, provocando a sua morte.
O crime foi praticado por motivo fútil, em razão de um desentendimento ocorrido entre autor e vítima, motivado por falas e atitudes desta que se encontrava em estado de embriaguez.
O crime foi praticado de forma que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que o denunciado utilizou seu veículo automotor para perseguir e surpreender a vítima, que caminhava sozinha, desarmada e totalmente desprevenida rumo à sua residência.
Após, com ela caída no chão, ainda a golpeou diversas vezes, sem que esta pudesse se defender da injusta agressão.
O crime foi praticado de forma cruel, com sofrimento desnecessário à vítima, diante da multiplicidade dos atos executórios, iniciados com o atropelamento intencional do ofendido em via pública e consumados com reiterados golpes na cabeça utilizando uma chave de roda metálica.
Uma testemunha narrou que o suspeito de ser o autor do crime faz uso de cocaína e maconha. Ela disse que Luiz e Edivaldo tiveram qualquer tipo discussão e aparentemente se davam bem.
Segundo ela, na madrugada do crime, Luís entrou em sua residência e após alguns minutos, voltou totalmente transtornado e com uma faca. Edivaldo não entendeu o que acontecia porque eles estavam conversando antes do aujtor entrar em casa.
As pessoas foram para cima de Luiz e conseguiram tirar a faca dele. Depois disso, ele disse que ia dormir.
Depois de alguns minutos, Luiz pegou seu carro, saiu cantando pneu e foi na direção em que Edivaldo havia ido embora. Minutos depois, ele retornou com o para-brisa dianteiro rachado e disse” pode ir lá no ponto azul que eu matei o Deco.
O autor não informou porque matou Edivaldo. As pessoas foram até o ponto azul e viram a vítima morta,
Uma outra testemunha disse que enviou uma mensagem para Luiz após o crime. “Cara que merda vocês fez? Você tem uma filha pequena. Nem pensou nelas” e o suspeito respondeu. “Cara, ele falou que ia pegar”.
A testemunha retornou dizendo. “Tu é doido? Estragou sua vida, sua família, ele ia te pegar nada, só falava besteria quando estava doidão, bêbado. Você acha que ele bêbado ia fazer alguma coisa com você?”
Luiz voltou a responder. “Cara, ele sentou no meu colo, depois ele levantou, me deu um beijo na bochecha e falou no meu ouvido. Na hora que ele falou no meu ouvido, ele falou. Vou te pegar. E falou que o santo dele, não sei quem, que vai te pegar, e falei eh. Depois disso, dei um empurrão nele, e tomei minhas providências, poh. Vou ficar esperando o cara me pegar? Antes ele do que eu”.
A mulher de Luiz disse que após ingerir bebida alcoólica e possivelmente algum tipo de droga alucinógena, que não sabe especificar, seu esposo saiu de casa portando uma faca e dizia: “Eu vou matar ele, eu vou matar ele”.
Ela contou que o esposo, após cometer o crime, voltou ao local da festa conduzindo o carro em alta velocidade e disse. “Matei teu tio lá no ponto azul
Posteriormente, o acusado foi ouvido na delegacia e disse que quatro meses antes do crime, a vítima passou a implicar com ele , afirmando reiteradamente que iria “pegá-lo”. O primo da vítima passou a alertá-la do perigo.
Ele disse que durante a festa, Edivaldo teria sentado ao seu lado, lhe deu um beijo na bochecha e disse. “Eu vou te pegar, você não vai ver mais suas filhas”.
Diante disso, levantou-se e foi buscar uma faca. Posteriormente, pegou seu veículo e foi ao encontro da vítima. Que, de imediato, atropelou Edivaldo fazendo com que este caísse ao solo; Logo após, pegou uma chave de roda e desferiu alguns golpes na cabeça da vítima;
Em seguida, retornou à sua residência com o objetivo de buscar sua habilitação e cartão de crédito. Ao retornar, informou às pessoas que estavam no local que havia matado Edivaldo; Posteriormente, dirigiu-se até a ponte do Rio Grandu, onde arremessou a chave de roda no rio. Disse que permaneceu escondido em área de mata próxima ao Rio Grandu até o dia 17 de fevereiro;
Entrou em contato com sua irmã, solicitando que esta providenciasse advogado para sua defesa. Disse que razão de ameaças proferidas por familiares da vítima, não retornou à sua residência.