Processo na Justiça traz mais detalhes sobre como PMs envolvidos na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que terminou com 121 mortos furtaram um fuzil avaliado em cerca de R$ 30 mil deixado por traficantes durante um confronto.
Na ocasião, os agentes de dentro do terreno da residência entraram em confronto armado com criminosos que ao se evadirem deixaram caído ao chão o fuzil citado.
As imagens captadas por câmera corporal mostram que o PM Xaropinho denunciado S. arrecada o fuzil em questão, que se encontrava caído em plena via pública, sendo que, não é possível visualizar o que ocorre em seguida porque outro PM, Martins, obstrui sua câmera corporal visando garantir que a arrecadação do armamento não fosse devidamente registrada
A câmera corporal portada pelo PM Coutinho, capta diálogo seu com o denunciado Marcelo em que aquele pergunta “eu vou tirar e colocar na minha mochila de novo, está separado, pode botar nesse daí?”
Marcelo, então, questiona, “vou colocar lá atrás no banco, valeu? porque eu vou levar de novo, porque eu vou tirar e levar minha mochila de novo, tá separado”.
Em seguida, Marcelo perguntou a Coutinho. “você colocou na sua mochila?”, ao que este responde: “está dividido, eu desmontei”.
Depois, os PMs Marcelo e Renato determinam que Coutinho vá “tirar uma foto com ele lá” (se referindo ao fuzil e ao denunciado Xaropinho); ao que Coutinho responde que “tem muita gente aqui” e Xaropinho, então, afirma: “pô, tem que ir para um lugar deserto, colocar na caçamba”, complementando ainda: “lá pra cima tem umas ruas desertas dessas aí”.
Logo após, os PMs ingressam em viatura não identificada quando, “pode ser ouvido som semelhante com manuseio de armamento, manuseio de ferrolho, alavanca de manejo ou até mesmo montagem de algumas peças”, o que torna evidente que os PMs , assim como tinham plena ciência do fuzil arrecadado e atuou, como todos os demais, na consumação do delito, eis que, o referido armamento jamais foi apresentado em sede policial.