A maior milicia do Rio liderada hoje por PL e Naval estaria envolvida na recente guerra entre grupos paramilitares en Jacarepaguá.
A nova guerra veio à tona na última sexta-feira depois que criminosos invadiram a pista da Transolímpica, via expressa que liga as zonas Sudoeste e Oeste, para roubar carros.
Eles acabaram trocando tiros com a PM. Um suspeito foi baleado e com ele foi apreendido um fuzil.Os bandidos envolvidos no tiroteio participaram de um confronto na comunidade do 700 ou Ipadu, na Taquara.
A disputa, segundo a polícia, envolve o grupo liderado pelo miliciano Leonardo Freitas Pacheco Silva, o Léo Problema que tem o apoio da milícia do Catiri e também de Santa Cruz, comandada hoje por Paulo Roberto Carvalho Martins, o PL, sucessor de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho,, contra os paramilitares de Rio das Pedras e de Curicica.
Léo Problema tomou todas as áreas dos irmãos Erivaldo e Damião Juvino da Silva que dominavam a Taquara e tinha planos também de conquistar comunidades de Curicica, que tem como dono André Costa Bastos, o Andre´Boto, que está preso.
E buscou ajuda de paramilitares da Zona Oeste para conseguir o objetivo.
Em meio a essa movimentação, os milicianos de Rio das Pedras se uniram a Curicica e invadiram a comunidade do 700 esta semana resultando em intenso tiroteio..
Eles expulsaram o grupo de Léo Problema da área, para tentar impedir a expansão deles para a Curicica.Moradores ficaram apavorados com o confronto:
“Há um ano ocorre esta troca de tiros, mas ontem foi surreal… Foi tiroteio intenso durante quase duas horas… Parecia uma guerra… Foi a maior até agora”, disse.
Na semana passada, o ex-bombeiro Rodrigo Barraca foi assassinado em Cabo Frio.
A morte de Barraca teria ligação com essa guerra na medida que ele estava do lado de Rio das Pedras e de Curicica nesta disputa.
Léo Problema atuava na comunidade da Covanca, no Tanque, em Jacarepaguá, anos atrás, até essa comunidade ser tomada pelo Comando Vermelho.
Ele chegou a ser preso em 2020.Na década passada, Léo Problema rivalizava com Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que está preso em penitenciária federal.
Orlando é acusado de assassinar o irmão de Leonardo, Rafael Freitas Pacheco Silva, em novembro de 2015.
Em 2016, dois homens ligados a Orlando Curicica — Renato Araújo Ignácio e Anderson de Souza Comper — foram executados. Leonardo chegou a ser um dos acusados.
Antes de tomar as áreas dos irmãos Nem e Damião, Léo Problema chegou a atuar junto com eles nas comunidades da licianos atuantes de Jacarepaguá, mas precisamente nas localidades de Boiuna, Curumaú, Teixeiras, Mananciais, Rio Grande, Malvina e Cabeça de Porco.
A Polícia Civil, por meio de suas delegacias, especializadas e distritais, investiga de forma contínua a atuação de milícias e facções criminosas no estado do Rio de Janeiro. Agentes realizam diligências, com trabalho de inteligência, para identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos. A instituição atua de forma integrada com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo, para coibir essa prática criminosa.