Outro ponto importante que reforça a suspeita sobre o desembargador federal Macário fluminense) sobre a ação policial.
Um dia antes da operação, realizada em 3 de setembro, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, conversou com TH Joias por volta do meio-dia no interior do Palácio Tiradentes (sede do Legislativo fluminense) minutos após a Polícia Federal comunicar ao gabinete do desembargador a cerca da data designada para a operação.
O delegado da Polícia Federal Samuel José de Escobar Massena Fayad disse em depoimento que o desembargador já tinha ciência da operação bem antes do dia 3 de setembro.
Segundo relatos, na véspera da ação, foi feito contato com o assessor de Macário que disse ao delegado que os mandados seriam expedidos ainda no dia 2 de setembro.
O assessor mandou mensagem para Macário dizendo que pretendiam cumprir mandados contra o Índio do Lixão ainda no dia 2 e os demais no dia 3.
A PF concluiu que a atuação de Macário aponta a prática – em andamento – de crimes de obstrução de investigação da organização criminosa, inclusive no exercício do cargode desembargador federal, assim como na prática de crimes de violaçãode sigilo funcional, favorecimento pessoal e promoção de organização criminosa.