A Corregedoria da PM realizou uma operação para prender cinco policiais do Batalhão de Choque suspeitos de crimes cometidos durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro.
Entre as acusações está o furto de um fuzil, identificado por imagens de câmeras corporais, que teria sido revendida a criminosos.
Imagens mostraram um sargento desmontando um fuzil encontrado no chão e colocando na mochila e um outro policial mexendo em um veículo dentro da comunidade.
Também foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. A investigação é conduzida pela 1ª DPJM.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação iniciou, nesta sexta-feira (28/11), uma operação decorrente de investigações realizadas a partir da análise das imagens das Câmeras Operacionais Portáteis utilizadas pelos policiais militares no dia 28/10.
Na ação, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão. Ao todo, dez policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque são alvos da operação. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de cometimento de crimes militares no decorrer do serviço.
Eles já foram presos e serão encaminhados para a Corregedoria. Os Mandados de buscas ainda estão sendo cumpridos.
O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.
A megaoperação deixou 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais.