Traficantes da comunidade Ficap, na Pavuna, ligados ao Comando Vermelho e comandados por Nico são suspeitos de matarem um homem chamado Wellington, integrante da facção Terceiro Comando Puro e que estaria praticando crimes na região, tendo sido repreendidos pelo tráfico local.
Uma testemunha relatou o desaparecimento de Wellington e reconheceu um dos indivíduos que aparecem nas gravações agredindo a vítima.
Em igual sentido, após visualizar as gravações que mostravam o momento em que a vítima foi obrigada a embarcar em uma motocicleta, outra testemunha também reconheceu o suspeito e o apontou como sendo o indivíduo que havia visto armado na boca de fumo da comunidade e que a autorizou a procurar o corpo de Wellington.
Os vídeos da captura da vítima Wellington foram amplamente divulgados na comunidade, possibilitando, assim, a efetiva identificação do suspeito.
O suspeito quando ouvido em sede policial, relatou a dinâmica do ocorrido, tendo informado que, na ocasião dos fatos, avistou a vítima Wellington correndo e populares gritando “pega ladrão”, tendo ido atrás dele, o imobilizado e o colocado na garupa de uma motocicleta, após ordens de um grupo de indivíduos.
Em relação aos demais denunciados, em que pese não tenham sido identificados como executores diretos, os elementos amealhados aos autos, sobretudo o relatório de informação de inteligência policial indicam que se trata de indivíduos intrinsecamente ligados à liderança do tráfico local, de quem partiram as ordens para a efetiva execução das vítimas.
Nico, que foi preso este ano, assume posição de hierarquia máxima do tráfico na comunidade Furquim Mendes, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho da região metropolitana do Rio de Janeiro, em função de liderança da organização criada e estruturada para a prática de ilícitos.
Ao lado dele, apurou-se a influência de Marcelo, tido como seu “braço direito” e responsável pela gestão direta dos pontos de venda de entorpecentes na comunidade Furquim Mendes e adjacências. A seu turno, o denunciado Felipe é tido como o responsável pelas operações diárias de traficância e organização de empreitadas de transporte de veículos roubados, seguindo as ordens diretas de Nico e Marcelo.
FONTE: TJ-RJ