Leia agora mais detalhes da operação da Draco ontem que prendeu sete homens em uma festa da milícia em Guaratiba
Os agentes prenderam em flagrante Yuri Ricardo Pimenta de Araújo, Marcos Barbosa Teixeira, Victor Hugo Antão Nepomuceno, Alessandro Natividade dos Santos Júnior, Douglas Vicente Pereira de Souza, Lucas dos Santos Araújo Dórea e Luís Guilherme Bastos Alves, todos identificados como integrantes da milícia comandada por Luiz Antônio da Silva Braga, conhecido como “Zinho”.
A ação ocorreu durante uma festa em homenagem a milicianos mortos, ocasião em que os autuados foram surpreendidos portando armas de fogo de uso restrito, rádios comunicadores e veículos adulterados, um deles produto de roubo.
Entre os presos estava o policial militar Luís Guilherme Bastos Alves, que portava duas pistolas de uso particular e operava um drone que registrava o evento.
Na ação, os agentes apreenderam seis fuzis de calibre restrito, sete pistolas (sendo cinco de procedência ilícita e duas de propriedade do policial militar), um simulacro de pistola, centenas de munições, seis porta-carregadores, quatro bandoleiras e um coldre.
Também foram apreendidos três veículos: um Fiat Fastback produto de roubo, com placa adulterada SYG1B46 (placa original SYU0B02), um Peugeot 208 com sinais de adulteração e o Honda City, placas KOY6J26, de propriedade do policial militar, utilizado no evento criminoso.
Foram ainda recolhidos oito rádios comunicadores, um drone DJI Mini 4 Pro, doze aparelhos celulares pertencentes aos autuados e uma bandeira de grandes dimensões contendo as imagens dos milicianos mortos Wellington da Silva Braga (“Ecko”), Carlos Alexandre da Silva Braga (“Carlinhos Três Pontes”) e Matheus da Silva Rezende (“Faustão”), com os dizeres: “Gratidão enorme da equipe Ilha e Barra à família Braga e às nossas lideranças.”
Juntaram-se aos autos cópia do registro de ocorrência do roubo do veículo Fiat Fastback, pesquisas da PRODERJ referentes aos veículos apreendidos e fotografias dos milicianos presos e dos materiais arrecadados.
Com efeito, restou apurado que os autuados, de forma livre e consciente, integravam organização paramilitar armada voltada à prática de crimes, notadamente a extorsão e o controle territorial ilícito na região de Guaratiba.
Na ocasião da prisão, encontravam-se em posse de armamento de uso restrito e de veículos com sinais identificadores adulterados, um deles produto de crime.
Os fatos evidenciam a atuação estruturada, hierarquizada e fortemente armada de grupo miliciano com elevado potencial ofensivo e poder bélico incompatível com a ordem pública.
O arsenal apreendido – composto por fuzis, pistolas, munições e equipamentos de comunicação – demonstra o risco concreto de reiteração delitiva e o abalo à tranquilidade social, sobretudo diante da ligação dos autuados com organização criminosa de grande influência territorial.
A presença de policial militar entre os integrantes agrava o quadro fático, revelando a infiltração da milícia em órgãos de segurança pública e comprometendo a credibilidade institucional.
FONTE: TJ-RJ