As Secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público deflagram, nesta segunda-feira (29/09), uma operação conjunta contra o avanço da facção criminosa Comando Vermelho em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.
As equipes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus.
Até o momento, 17 criminosos foram presos e houve apreensão de um fuzil, pistola e drogas.
As investigações revelaram que os traficantes utilizam violência armada, expulsam de moradores, intimidam sistematicamente a população local e usam drones para monitorar incursões policiais.
Além disso, as células atuantes na Gardênia Azul e Cidade de Deus desempenham papel fundamental na logística de expansão do Comando Vermelho em toda a região.
A ofensiva visa desarticular a rede criminosa, prender suas lideranças, apreender armas, drogas e materiais de comunicação, além de retirar de circulação criminosos responsáveis por homicídios, ataques a agentes de segurança e graves violações à ordem pública.
Os agente buscam cumprir 18 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão contra traficantes do Comando Vermelho que atuam na comunidade da Gardênia Azul e em outras localidades da Zona Oeste do Rio. Ao todo, foram denunciadas 22 pessoas pelo GAECO/MPRJ à Justiça pelo crime de associação para o tráfico.
Entre elas, estão a Gardênia Azul, foco principal da denúncia, a Muzema e outras localidades. Segundo o GAECO/MPRJ, o projeto expansionista vem sendo articulado por lideranças do Complexo da Penha, em um movimento que tem provocado dezenas de mortes anuais.
De acordo com a denúncia, o gerente é Glauber Costa de Oliveira, conhecido como GL, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região de Jacarepaguá. Mesmo preso desde março de 2023, as investigações comprovaram sua participação ativa em grupos de conversa, nos quais emitia diversas ordens e orientações sobre a venda de drogas. O GAECO/MPRJ também identificou 14 soldados do tráfico, entre eles três adolescentes. Os demais denunciados, segundo a denúncia do Ministério Público, atuavam na função de monitoramento.
A operação é resultado de investigação sobre o chamado Complexo de Jacarepaguá, conglomerado de comunidades formado pelo avanço violento e criminoso do Comando Vermelho na conquista de áreas antes dominadas pela milícia na região da Grande Jacarepaguá.
As ordens judiciais foram deferidas a partir de robustas provas colhidas em inquérito policial conduzido pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), 32ª DP (Taquara) e 41ª DP (Tanque), em atuação conjunta com o Gaeco, que revelou a estrutura e o funcionamento de núcleos armados do CV na região.
.A operação destaca a ação coordenada entre as Polícias Civil e Militar e o Ministério Público, reunindo esforços estratégicos para conter e reprimir o avanço territorial da facção em Jacarepaguá e em toda a Zona Oeste do Rio de Janeiro
.Participam da ação unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Coordenadoria de Recursos Especiais(Core), Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (Ssinte), Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar (SSI), Batalhão de Operações Policiais Especiais(Bope), 18º BPM, Batalhão de Ações com Cães (BAC) e outras unidades da PM.
A operação conta ainda com o apoio da Polícia Civil do Estado do Pará, reforçando o caráter interestadual da ofensiva contra a facção criminosa.