Preso ontem, o chefe do tráfico do Morro do Engenho, em Itaguái, vulgo Balotelli, aterrorizou mãe e filho na cidade por meio de ligações telefônicas exigindo que retirassem, a câmeras de monitoramento/vigilância por eles instaladas e mantidas no imóvel em que residiam.
Balotelli e comparsas ainda tentaram matar as vitímas tentaram, o que não se consumou por ter uma das vítimas ainda antes de desembarcar do veículo em que estava e guiava, percebido que havia sido chamado para uma emboscada.
Ele se evadiu do local em alta velocidade com seu veículo enquanto eram alvejados, já que se encontrava acompanhado no carro pela mãe conseguindo fugir em direção ao Centro, buscando proteção na Delegacia, ficando ainda parte do percurso sendo a família alvo dos diversos disparos de arma de fogo que os miravam, mas que pelo acaso e erro de pontaria não chegaram a acertar.
A intenção de matar as vítimas era de impedir que continuasse na casa daquelas e na de vizinhos câmeras particulares de moradores que captasse a rotina de crimes que eles, traficantes de drogas, praticam como meio de vida, profissão na localidade.
As vítimas foram atraídas para o local do atentado e atacadas por algozes em grande superioridade numérica e que agiram empregando armas de fogo, com diversos disparos efetuados pelos criminosos e seus comparsas tão logo perceberam que uma das vítimas havia notado que estaria indo para a morte e buscava rota para fugir no carro em que seguia.
O descrito crime doloso contra a vida foi, ainda, cometido por meio que podia resultar perigo comum a terceiras pessoas, pois praticado com diversos disparos de armas de fogo desde via pública em localidade habitada, rua repleta de imóveis residenciais e local em que, por já ser no final da tarde, horário em que os moradores estariam em suas casas, gerou a considerável possibilidade de serem alvejados terceiros com “balas perdidas”.
Como as vítimas escaparam, os bandidos se dirigiram a casa daquelas e efetuaram mais de cinquenta disparos 1 contra o caminhão Mercedes-Benz, modelo 1938S, de placas GXM-3G18, e o caminhão Kia, modelo K2500, de placas LTD-3I04, ambos que ficavam normalmente ali estacionados e eram bens que sabiam de propriedade de uma das vítimas.
Em janeiro do ano passasdo, Balotelli e comparsas fizeram diversos disparos contra A.A.S fazendo acredita que atiravam também contra C.E,N.S Carlos Eduardo Nascimento dos Santos, filho de A E e ex-integrante do grupo criminoso a que pertenciam, indivíduo este que teve a morte decretada pelas lideranças do “morro do carvão e acreditavam estar no carro com vidros escurecidos junto ao pai
Na ocasião, o criminoso Redbull este o “dono do morro”, ou seja, chefe maior do citado esquema delinquente nas comunidade Morro do Carvão, Jardim Uêda e Engenho ao lado do não identificado de vulgo “Amoroso”, Balotelli e Wilbert foram os mandantes do crime e articuladores das ações dos executores por eles escalados, autores mediatos e com domínio final sobre o crime.
Partiu de Redbull para que o alvo fosse morto, homicídio motivado em razão de acerto de contas no seio exatamente da engrenagem criminosa organizada, quadrilha de tráfico ilícito de drogas, a que comandava, detendo ele o poder decisório, e de veto, sobre todas as questões de relevo, sobretudo de morte planejada de desafeto do esquema, como era C.E , a quem desejava matar pois antigo integrante da facção que mudou para outro grupo criminoso, rival ao dele, “pulando” de quadrilha com informações relevantes.
Balotelli e Wibert enquanto “frentes” do esquema de tráfico, ou seja, os homens de confiança que em campo lideravam as operações e a rotina de funcionamento da violenta quadrilha de traficantes, cumprindo as orientações do primeiro acusado, foram quem arregimentaram e armaram os executores dentre seus asseclas, fazendo a orientação da ação homicida em campo.
O homicídio só não se consumou por ter o pai do alvo, que é mecânico e realizava revisão em um automóvel blindado, ao perceber que sua oficina estava cercada e ele seria alvo de uma emboscada, ingressado em veículo blindado e se evadido do local em alta velocidade, sendo perseguido por cerca de dois quilômetros enquanto era alvo de diversos disparos de fuzis e pistolas pelas ruas de Itaguaí, conseguindo fugir em direção ao Centro e buscando proteção na Delegacia, disparos estes que pelo acaso, por sorte, e erro de pontaria é que não chegaram a atingir a vítima.
Os bandidos pretendiam matar C.E para enfraquecer quadrilha delinquente rival, demonstrar poder criminoso na localidade e impor respeito pelo temor, tratando-se de acerto de contas no seio de engrenagem criminosa organizada, quadrilha da qual fazem parte eles, mandantes, e seus asseclas executores materiais, a facção criminosa autointitulada “Terceiro Comando Puro – TCP”, o qual desejavam matar em razão daquele ser antigo comparsa naquele grupo criminoso e ter mudado para outro grupo criminoso rival ao deles.