Apontado como chefe de uma nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Marquinho Sem Cérebro respondeu a processos acusados de homicídios na Zona Oeste carioca motivados por disputas na contravenção e também milícia.
Em 2011, a Justiça instaurou ação contra ele pelo homicídio de Antôio Marcos Duarte Barros cometido em Senador Camará.
Os autos revelaram que Marquinho seria miliciano atuante na Zona Oeste e com vínculo a Fernando Ignácio, conhecido cotraventor.
Sobre o crime, foi apurado que a vítima tinha um depósito de gás clandestino e este, era forçado a comprar gás para a revenda com o miliciano.
Uma testemunha na época contou que a vítima teria comprado durante algum tempo botijões de Sem Cérebro, mas como passou a ter prejuízo na revenda do produto em função dos preços abusivos cobrados pelo miliciano, deixou de comprar os botijões com o mesmo, motivo pelo qual passou a ser ameaçado.
informou ainda que na´epoca, Marquinoh era visto com freqüência em um carro preto, sempre acompanhado de três homens fortemente armados, fazendo ronda nas regiões conhecidas como “Quarenta e oito” (mesma região em que a vítima residia), “Bicho Solto”, “Sossego”, “Sapo”, entre outras, as quais todas localizadas entre Bangu e Senador Camará.
A esstemunha afirmou que Sem Cérebro era conhecido rapidamente pela quantidade de gás que ele estava distribuindo para todo mundo. Segundo a declarante, o modo de agir deke era impor às pessoas colocarem o gás dele para venda no local, impondo condições para as pessoas trabalharem com gás.
Outras testemunhas afirmara que o então miliciano também era apontado como o autgor do homicídio Sergio Luiz Baptista, tratando-se do mesmo modus operandi.
Um policial contou na ocaisião que, na região de Bangu, existia milícia e o que o criminoso estaria indiciado em vários inquéritos que tramitavam na Delegacia de Homicídios que apuraram mortes ligadas ao comércio de gás, podendo afirmar que todas as pessoas que residiam na localidade próxima aos homicídios possuíam nítido pavor em prestar declarações sobre estes crimes e, por tal motivo, conseguiam, quando muito, depoimentos de familiares de vítimas. Frisou que, mesmo nestes casos (depoimentos de familiares de vítimas), o pavor era visível.
Um delegado declarou ter presenciado o sentimento de extremo temor nutrido pelos moradores da localidade em relação ao acusado, podendo afirmar que Sem Cérebro, juntamente com seus comparsas, querem monopolizar o comércio de gás na localidade.
A Justiça decidiu levar Sem Cérebro a júri popular por esse crime mas o julgamento não foi realizado até hoje.,
Em novembro do ano passado, Sem Cérebro foi condenado em um processo de homicído tentado de 2007
No dia 08 de setembro de 2006, por volta das 16h e 40min, na Rua Tocariva, em frente ao número 146, Padre Miguel, Marquinho e comparsas efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima ‘Mima`. que sobreviveu porque foi atingida em região não letal, mais precisamente numa de suas pernas.
O crime foi praticado para assegurar a execução de outro crime, qual seja a exploração de máquinas contrabandeadas.
Na época, o contrraventor Fernando Iggnácio foi apontado como mentor intelectual do crime em questão e chefe da quadrilha que compõe, dando as ordens aos seus subalternos.
Certo é, ainda, que os projéteis disparados contra a vítima Mirna, desviaram-se da direção desejada, atingiram também o adolescente Marcos Tiago Antonio Domingos. que veio a óbito.
Sem Cérebro também chegou a responder processo pelo homicídio de Gilmar Simão cometido no Tanque, em Jacarepaguá, em 10 de outubro de 2006. Ele e Fernando Iggnácio foram absolvidos.