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Enquanto a polícia invade a Maré, descubra quem são os homens que controlam o império criminoso do TCP. Chefão deu depoimento revelador sobre sua situação na cadeia

A imprensa carioca deu grande destaque hoje a operação das polícias Civil e Militar em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré dando enfoque principalmente na questão dos roubos de cargas e lavagem de dinheiro mas se esqueceu de relatar quem está a frente da engrenagem criminosa.


Investigações antigas e processos judiciais apontam que as favelas do TCP na Maré têm como principal líder o traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que está preso há mais de dez anos


Seus principais frentes hoje em liberdade são os criminosos conhecidos como Bill ou Mangolé e Pescador.


Em certa ocasião, Menor P se intitulou como dono do complexo da Maré ao ser indagado por um policial federal. Ele está privado de liberdade desde 2014, mas que isso não o impede de, mesmo preso, continuar com o papel de liderança;


Menor P deu um depoimento recente à Justiça em que disse ter ficado em Bangu 1 entre período de Maio e Julho de 2023 e ficava 22h em uma cela individual, isolado e só tinha direito a 2 horas de banho de sol; que nos primeiros 10 dias ficou completamente sem contato com o mundo externo; que até o atendimento com advogado foi monitorado e só teve visita no 15º dia.


Contou que no período em Bangu 1 ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (…

Disse que passou 7 anos fora do Rio, momento em que conseguiu concluir o ensino fundamental e ensino médio; que, ao chegar no Rio de Janeiro, em 2020, faz parte de um projeto de inclusão social e reabilitação dos internos em que foi criado uma biblioteca e um espaço cultural onde atende diariamente 100 presos.


Contou que passou a se tornar uma influência positiva junto com o juiz da execução penal e dos demais juízes federais de Curitiba; que tem 90 cursos profissionalizantes e cursa uma faculdade EAD; que ficou custodiado no presídio federal no Paraná.


Depois de voltar ao Rio e passar por Bangu 1, Menor P ; foi transferido para o Bangu VI e continua nele; que foi transferido de Junho de 2023 ficou cerca de 88 dias no Laércio Pellegrino; que permaneceu de Maio a Setembro no Bangu I; que há uma galeria com 12 celas que geralmente não fica completamente cheia porque é um regime mais diferenciado; que ficou aproximadamente com 4 internos; que geralmente seu banho de sol era sozinho; que a cela é individual, não tem acesso a televisão, rádio, tomadas, que a única coisa que tem é uma lâmpada; que no período de 24 horas, 2 horas era de banho de sol, 6 horas era de descanso, outras 16 horas era estudo da palavra de Deus e outros livros; que em Bangu I a rotina de 2 horas de banho de sol dentro da galeria e as outras 22 horas isolado; que a visita também era monitorada por câmera (…)

Mangolé se deu o apelido de “César”, uma referência ao personagem do filme “Planeta dos Macacos: A Origem”.Ele possui 33 registros criminais como autor ou suspeito de crimes, entre eles: Homicidios, trafico de drogas e associação para o tráfico, tortura, porte de arma, roubo de veículo e roubo de carga. Constam 03 mandados de prisão pendentes. Há relatos de que passou uma temporada na Bolívia junto com Peixão tendo como segurança um membro do PCC.


Pescador gerencia o tráfico de drogas que age na Vila dos Pinheiro e é um dos homens de confiança de Menor P., De acordo com a polícia, Pescador responde a 83 crimes, entre tráfico e homicídios.


No ano passado, a quadrilha sofreu duros golpes com as mortes de TH ou Gabigol e Cria e da prisão de Chocolate, que faziam parte da linha de comando.


O TCP do Complexo da Maré costuma patrocinar guerras da facção em outras regiões como foi o caso da disputa em Niterói pelo Fonsequistão. Os traficantes também bancam o comércio de drogas em favelas do Leme e em Vargem Grande. A Maré ainda costuma abrigar líderes da facção. O bandod também chegou a fazer parceria com milícias na Baixada Fluminesne.


Os líderes do TCP na Maré respondem processo pelas mortes de dois PMs do BOPE

A operação de hoje


As Polícias Civil e Militar deflagraram, nesta quarta-feira (10/06), a “Operação Trinus”, uma das maiores ofensivas já realizadas contra a facção criminosa Terceiro Comando Puro, que atua no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A ação, baseada em diversas investigações da 21ª DP (Bonsucesso), cumpre diversos mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa envolvidos em uma série de delitos que vão muito além do tráfico de drogas.

A ofensiva mobiliza equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e policiais militares do Comando de Operação Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque.

A operação é resultado de meses de investigações realizadas pela 21ª DP, com a análise de dados, diligências de campo, além da arrecadação de provas documentais e depoimentos. O trabalho permitiu que os agentes identificassem uma complexa estrutura criminosa que explorava seis frentes de modalidades criminosas para financiar, fortalecer e expandir o domínio territorial da facção em comunidades da região.

A principal frente da investigação identificou um esquema estruturado de roubos de carga e lavagem de capitais. As apurações apontaram que criminosos ligados à facção realizavam ataques sistemáticos a caminhões e cargas que trafegavam pela Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela.

Outra frente das investigações também apontou que a facção exerce controle econômico sobre serviços essenciais dentro das comunidades, monopolizando atividades como venda de gás, fornecimento de água e acesso à internet.

A facção criminosa também utilizava baile funk dentro da Vila do João como ferramenta estratégica para o crime organizado. O local era utilizado para circulação de dinheiro, venda de produtos, fortalecimento da imagem das lideranças e escoamento dos produtos roubados. As apurações revelaram ainda registros de criminosos armados com fuzis durante o evento.


Conhecido como Baile da Disney, ele ganhou notoriedade principalmente durante o período da pandemia quando foi registrada a presença ostensiva de criminosos armados em meio a população civil praticando diversos delitos e estimulando a aglomeração de pessoas durante a crise de COVID 19, implicando em graves riscos a ordem pública e a segurança da sociedade em geral.

Os agentes da 21ª DP apuraram e identificaram também roubos e receptação de celulares. De acordo com os policiais civis, os assaltos não eram ações isoladas, mas parte de uma estrutura organizada pela facção. Os bandidos atuavam sob ordens diretas do responsável pelo gerenciamento operacional dos roubos da facção. Eles possuíam armas, motos e metas objetivas de arrecadação, exigindo um número determinado de aparelhos desbloqueados por roubo. As vítimas eram abordadas e coagidas por criminosos armados e deslocavam os celulares durante o assalto. A precificação era definida pela própria facção: aparelhos desbloqueados valiam até R$ 2,5 mil, enquanto aparelhos bloqueados eram avaliados entre R$ 300 e R$ 600.

A análise de encomendas, movimentações financeiras e registros de entrega permitiu aos agentes mapear toda a cadeia criminosa, desde as lideranças que impõem regras rígidas sob pena de morte, integrantes com função de perímetro, os executores dos roubos nas vias públicas e até os receptadores que revendiam os produtos ilícitos.

Os policiais identificaram também uma frente relacionada à pornografia infantil. A investigação teve início a partir de denúncias que demonstravam a participação dos investigados em grupos digitais voltados à divulgação e troca de material de abuso sexual infantil. Os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para trocar arquivos com pornografia infantil, incluindo vídeos com crianças e bebês em situações de abuso sexual explícito. Os arquivos identificados incluem material de extrema gravidade, com vítimas em diferentes faixas etárias, desde bebês com menos de um ano até adolescentes. Em um dos casos, os agentes identificaram ainda que um dos investigados marcava encontros com um adolescente de 13 anos, que já havia sido vítima de abuso por parte de um dos indivíduos.

Outra frente da operação está relacionada a um caso de violência doméstica ocorrido na Baixa do Sapateiro. Após agredir brutalmente uma mulher e descumprir as medidas protetivas, o criminoso passou a ser monitorado pelos agentes. No decorrer das diligências, surgiram informações sobre a posse de armas sem autorização legal.

A ação representa o retrato atual das facções criminosas que utilizam diferentes atividades ilícitas para ampliar seu poder econômico e territorial. Com a ação desta quarta, as equipes buscam enfraquecer toda a estrutura que sustenta financeiramente a organização criminosa.

Os agentes da 21ª DP apuraram e identificaram também roubos e receptação de celulares. De acordo com os policiais civis, os assaltos não eram ações isoladas, mas parte de uma estrutura organizada pela facção. Os bandidos atuavam sob ordens diretas do responsável pelo gerenciamento operacional dos roubos da facção. Eles possuíam armas, motos e metas objetivas de arrecadação, exigindo um número determinado de aparelhos desbloqueados por roubo. As vítimas eram abordadas e coagidas por criminosos armados e deslocavam os celulares durante o assalto. A precificação era definida pela própria facção: aparelhos desbloqueados valiam até R$ 2,5 mil, enquanto aparelhos bloqueados eram avaliados entre R$ 300 e R$ 600.

A análise de encomendas, movimentações financeiras e registros de entrega permitiu aos agentes mapear toda a cadeia criminosa, desde as lideranças que impõem regras rígidas sob pena de morte, integrantes com função de perímetro, os executores dos roubos nas vias públicas e até os receptadores que revendiam os produtos ilícitos.

Os policiais identificaram também uma frente relacionada à pornografia infantil. A investigação teve início a partir de denúncias que demonstravam a participação dos investigados em grupos digitais voltados à divulgação e troca de material de abuso sexual infantil. Os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para trocar arquivos com pornografia infantil, incluindo vídeos com crianças e bebês em situações de abuso sexual explícito. Os arquivos identificados incluem material de extrema gravidade, com vítimas em diferentes faixas etárias, desde bebês com menos de um ano até adolescentes. Em um dos casos, os agentes identificaram ainda que um dos investigados marcava encontros com um adolescente de 13 anos, que já havia sido vítima de abuso por parte de um dos indivíduos.

Outra frente da operação está relacionada a um caso de violência doméstica ocorrido na Baixa do Sapateiro. Após agredir brutalmente uma mulher e descumprir as medidas protetivas, o criminoso passou a ser monitorado pelos agentes. No decorrer das diligências, surgiram informações sobre a posse de armas sem autorização legal.

A ação representa o retrato atual das facções criminosas que utilizam diferentes atividades ilícitas para ampliar seu poder econômico e territorial. Com a ação desta quarta, as equipes buscam enfraquecer toda a estrutura que sustenta financeiramente a organização criminosa.

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