Uma comerciante e influenciadora que possui loja de vestuário na Comunidade Vila Operária, bem como residindo no Parque Beira Mar, ambas áreas notoriamente dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho em Duque de Caxias , vem sendo difamada nas redes sociais onde lhe imputam falsamente envolvimento com o tráfico de drogas e atribuindo-lhe vínculos com o Terceiro Comando Puro (TCP), inclusive associando sua identidade a indivíduo conhecido como “Peixão”.
Um perfil tem sido utilizado para obter vantagens ilícitas em nome da autora, mediante contato com terceiros, páginas e empresas, a fim de celebrar supostas parcerias comerciais e realizar vendas fraudulentas de roupas, divulgando, inclusive, o número de telefone como se fosse de titularidade da comerciante.
A difamação não se restringiu ao ambiente do Instagram. Conforme se verifica, diversas postagens no X (antigo Twitter) e vídeos no YouTube vêm replicando e ampliando os ataques, com publicações que insinuam, de forma depreciativa, que a autora estaria careca, atribuindo a suposta condição a retaliação de integrantes do Comando Vermelho, em razão de relacionamento amoroso falsamente imputado à ela com indivíduo ligado ao grupo rival.
A influenciadora buscou solucionar a questão pela via administrativa, realizando, por mais de 15 (quinze) dias, denúncias sucessivas junto à plataforma Instagram, inclusive mobilizando seguidores para reforçar os pedidos de remoção do perfil. Todavia, a empresa manteve-se absolutamente inerte, permitindo a continuidade do perfil fraudulento e a perpetuação dos danos.
Segundo a Justiça, , é patente que a omissão da plataforma contribui diretamente para a manutenção da situação lesiva, impondo à Autora a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário, a fim de ver resguardados seus direitos fundamentais à honra, imagem, vida, integridade física, segurança e livre exercício profissional, os quais se encontram em evidente estado de ameaça