Alvo de operação ontem da Polícia Civil que terminou com dois presos, a milícia que atua na comunidade Pau Branco, em São João de Meriti, comandada por um sujeito conhecido por Monstrão ou Vando, é suspeita de ter matado um PM e baleado um policial civil ano passado.
Segundo a denúncia, no dia 29 de setembro de 2025, entre 02h e 03h da madrugada, na Rua Tijuca, nº 00, bairro Vilar dos Teles,os criminososefetuaram diversos disparos de arma de fogo contra Leonardo Santos Portugal (PM) e Arthur Moreira da Silva (policial civil) , causando a morte do primeiro e ferimentos graves no segundo,
Consta nos autos que no dia dos fatos equipes da 64ª e 66ª Delegacias de Polícia, em ação conjunta e com apoio do sargento Portugal realizavam o cumprimento de mandado de prisão em desfavor de Vitor de Souza Nogueira, indivíduo com histórico de homicídio e porte ilegal de arma de fogo, que se encontrava homiziado em imóvel situado na Rua Tijuca.
Durante a incursão, os denunciados, integrantes de associação criminosa armada atuante na localidade, reagiram a abordagem policial, visando impedir o cumprimento do mandado judicial e garantir a impunidade do grupo.
Vando liderou a reação armada, posicionando-se em local estratégico dentro do imóvel e efetuando os primeiros disparos contra os agentes.Neguinho prestou cobertura e reforço armado, utilizando fuzil de calibre restrito, enquanto um terceiro armado com pistola, disparava repetidamente em direção aos policiais que ingressavam no terreno.Atingido no tornozelo esquerdo,
Arthur foi socorrido ao Hospital Adão Pereira Nunes, enquanto o policial militar Leonardo Santos Portugal foi alvejado no tórax e abdômen, falecendo após ser encaminhado ao PAM Meriti.
O crime foi praticado por motivo torpe, uma vez que os denunciados, movidos por sentimento de ódio e resistência ao cumprimento da lei, decidiram matar agentes públicos para assegurar o domínio territorial de sua associação criminosa e frustrar a ação estatal.
O delito foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois os policiais foram surpreendidos por disparos intensos e simultâneos, desferidos de pontos encobertos e em plena madrugada, sem qualquer possibilidade de reação eficaz.
A execução se deu com emprego de armas de fogo de uso restrito, em contexto de domínio armado e atuação miliciana, instaurando clima de terror na comunidade local e evidenciando a extrema periculosidade dos autores, que se valeram do poder bélico e da força coletiva do grupo criminoso para intimidar, repelir a ação estatal e reafirmar o controle armado da região”.
A OPERAÇÂO DE ONTEM
Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam, nesta quinta-feira (10/09), dois integrantes da milícia que atua no Morro do Pau Branco, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Entre os presos está o braço direito do chefe do grupo criminoso. A milícia é investigada por extorquir moradores e comerciantes por meio da cobrança de taxas ilegais.
A ação ocorreu após informações de que integrantes do grupo estavam realizando cobranças ilegais na comunidade naquele momento.
As equipes foram ao local e conseguiram capturar os dois criminosos.Com a dupla, os policiais apreenderam uma pistola e carregadores.
Um carro roubado e adulterado, que estava em poder dos criminosos, também foi recuperado.
Segundo as investigações, um dos presos ocupa posição de destaque na milícia e atua diretamente ao lado do chefe do grupo, Monstrão.
Ele é apontado como um criminoso violento, responsável por intimidar moradores e comerciantes para garantir os interesses da organização.
O homem já possui anotação criminal por organização criminosa e constituição de milícia privada.