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PM foi expulso da corporação suspeito de transportar armas para a milícia do Catiri

Um policial militar foi expulso da corporação suspeito de conduzir um carro com várias armas que seriam destinadas à milícia do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, O caso ocorreu em 30 de julho do ano passado.


Na ocasIão, integrantes da DRACO da PCERJ e da PRF faiziam uma operação para monitorar veículos utilizados em comboio associado aos paramilitares da localidade.


As informações colhidas levaram à identificação e interceptação do automóvel conduzido pelo acusado, resultando nas apreensões de diversas armas de fogo, munições e carregadores de arma.


O PM, no entanto, negou ter ciência dos fatos que lhe são imputados, inclusive disse que desconhecia que haveria armas no carro, narrativa considerada pouco verossímil, sem

A investigação revelou que o veículo conduzido pelo militar integrou um comboio de aproximadamente sete automóveis, que circularam na comunidade do Catiri, em Bangu, durante o fim de semana que antecedeu a prisão, portando farta quanti- dade de armamento e munição e com forte indício de vinculação a grupo miliciano atuante na região.


Imagens captadas por drone, compartilhadas com órgãos de segurança, identificaram o Corolla Cross branco conduzido pelo acusado como um dos veículos do comboio. A ação teria motivado, inclusive, confronto com grupo rival vinculado ao tráfico de entorpecentes, resultando, inclusive, em ao menos um civil ferido.


Segundo o boletim interno da PMERJ, a expressiva quantidade e a variedade do material bélico apreendido no interior do veículo clonado e produto de crime anterior, as bem como a contraditória e inverossímil história trazida pela defesa, sevidenciam uma situação que claramente não se coaduna com a tese de desconhecimento alegada pelo PM.


O agente foi autuado em flagrante delito pela suposta prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito sendo condenadod pela Justiça à pena de 09 (nove)anos e 01 (um) mês de reclusão e 38 (trinta e oito) dias-multa, em regime fechado.;sendo ainda decretada a perda do cargo público de policial militar. qual agravou a pena acima para 11 (onze) anos e 07 (sete) meses de reclusão e 46 (quarenta e seis) dias-


O PM alegou que, alguns meses antes do acontecimento em frente ao Shopping Nova América, teve a atenção voltada a um carro modelo Civic. Parado de forma suspeita.


O polciial decidiu abordar o motorista do auto e, ao questioná-lo em razão do horário, o mesmo disse que travalhava com compra e venda de carro.
Após a consulta no Portal e revista ao veículor, o PM entender como aconteciam as vendas de veículo, e o mesmo respondeu que, após as vendas, fazia a entrega dos carros em locais públicos, por medo de ser assaltado.


Nesse momento, ofereceu-se para, sempre que fosse realizada uma transação com veículos,participar como um ―segurança‖. Continuando, deixou seu contato telefônico para, em havendo interesse, entrasse em contato.


Alguns meses depois, o homem entrou em contato consigo, tendo solicitado que entregasse um veículo que havia vendido. Logo, cobrou a quantia de R$350,00, porém, como vendedor não poderia comparecer, o serviço foi fechado em R$500,00, já que, teria de pegar um Uber para re- tornar.
 Após consultar a placa do veículo e conferir que não havia restrição, o PM pegou o carro e foi fazer a devolução, que seria realizada no bairro de Bangu, no posto da cancela preta e, chegando ao local, ligaria para a pessoa que receberia o carro.

O policial informou ainda que pegou o carro entre as 10h e 11h, foi para a Ilha do Governa-dor resolver uma questão particular, tendo logo após, se dirigido ao ponto de encontro a fim de entregar o veículo, porém, enquanto trafegava pela Avenida Brasil, altura do quartel do Corpo de Bombeiros, veio a ser abordado por 2 viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).


Sem demora, desembarcou do veículo, identifi-cou-se como policial, tendo então se iniciado o procedimento de abordagem, momento em que foi indagado acerca de seu destino, tendo respondido que se dirigia à localidade da Cancela Preta, em Bangu, informando ainda que o veículo não lhe pertencia, e que o motivo do deslocamento seria entregar o carro no local citado.


Porém, o agente da PRF o refutou, afirmando que seu destino seria a comunidade do Catiri,tendo-lhe dado voz de prisão e o algemado, informando ainda que o veículo que conduzia era clonado, acusando-o ainda de ser integrante da milícia do Catiri.


Em seguida, foi colocado no interior da viatura da PRF e conduzido à delegacia. Durante o deslocamento, escutou o agente PRF em chamada telefônica com um terceiro, e, quando chegaram a uma localidade situada entre o Hospital Geral de Bonsucesso e o restaurante Habib ́s, viu uma viatura da Polícia Civil,  onde, após este fazer sinal de ―ok‖ aos agentes da PRF, incorporou ao comboio de viaturas e seguiram para a delegacia.

Ao chegarem na delegacia, situada na ―Cidade da Polícia‖, quando interrogado, foi questio-nado acerca da milícia do Catiri, tendo negado e que sua missão era somente entregar o carro que conduzia.

Após isso, soube da existência de diversas armas que teriam sido encontradas no interior do veículo, e, por desconhecer a origem, não assinou documento apresentado pelo delegado.

Prosseguindo, respondeu diversos questionamentos onde reiterou a dinâmica narrada acima, tendo também relatado que inspecionou o carro superficialmente, verificando se algum objeto foi esquecido em seu interior e que, não se aprofundou, pois o veículo era do ano de 2025, em estado de zero km, por isso não achou necessário inspecioná-lo de forma rigorosa. Ressalta que não desconfiou do nacional, que o con- tratou para essa missão, pois o mesmo não possuía ficha criminal, bem como estava bem vestido e falava português culto, logo, entende que errou e não deveria ter confiado no vendedor, tendo finalizadseu depoimento narrando acerca de detalhes dos procedimentos da abordagem que sofreu dos agentes da PRF.

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