A Polícia Civil do Rio investiga a morte de Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, assassinado a tiros hoje no bairro Jardim Alvorada, em Nova Iguaçu.
Jiraya chegou a ser considerado o número 2 da maior milícia do Rio de Janeiro na época em que ela era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021′.
Ele foi preso em 2020. Na ocasião, chegou a fazer uma criança como escudo humano para evitar ir para a cadeia.
Após ser solto, Jiraya passou a integrar a milícia comandada po Gilson Ingrácio de Souza Júnior, o Juninho Varão, dominante na Baixada Fluminense e que rivalizava com o grupo paramilitar de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, que sucedeu Ecko, no comando da quadrilha.
A morte de Jiraya ocorre no momento onde se especula-se nos bastidores que a milícia do Varão teria firmado um acordo de paz com o grupo de Zinho, que hoje é liderado por Paulo Roberto Carvalho Martins, o PL, após anos de guerra que provocou inúmeras mortes.
Segundo relatos, Jiraya teria sido morto justamenteo para selar esse acordo de paz já que era inimigo da milícia do PL.
Jiraya foi investigado durante anos pela polícia do Rio. Um dos inquéritos foi o homicídio de um morador de Paciência, que teria sido morto após ter pisado, sem querer, no pé do miliciano durante uma festa de rua em 2017.
Jiraya também foi investigado pela participação na morte do policial Rodrigo Gaudagno dos Santos, em 2020, nas proximidades da comunidade que ele exercia domínio, em Antares, em Santa Cruz.
De acordo com a polícia, Jiraya era traficante e trocou de lado.