Preso hoje, o desembargador Macário Júdice Neto havia reconhecido que houve vazamento da operação para prender o então deputado TH Joias
Entretanto, o atribuiu e maneira leviana, às polícias Federal e Civil do Estado do Rio de Janeiro, conforme trecho transcrito a seguir9
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“Com relação ao Dudu. Por que que não foram apreendidos, certamente, dinheiro, armas? Porque vazou. A operação vazou. E não foi na Justiça Federal. Eu fui contra a execução dos mandados junto com a Polícia Civil. Não porque desconfio ou não confio na Polícia Civil. Porque depois que três ou quatro se reúnem vira comício. Eu fui absolutamente contra e adverti o Superintendente: Não faça essa operação em conjunto. E fizeram. E tiveram a dificuldade de prender o TH, porque a operação vazou. Então talvez essa seja a situação. Não encontraram armas, dinheiro. Depois
das 18h do dia anterior da prisão, já sabiam, quem é que ia deixar alguma coisa à mostra?
A movimentação do desembargador se justifica como uma estratégia imediata de controle de danos, como uma espécie de seguro em relação aos atos que ele praticara dias antes.
Tal articulação servia como forte indício de Macário fornecia à organização criminosa a proteção necessária para escudar seus membros políticos de medidas eficazes desta Polícia Federal.
O objetivo desta movimentação era a manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha.
Para Alexandre de Moraes, tais elementos denotam o grau acentuado de vulneração à ordem pública decorrentes das condutas do investigado, que draga toda a imagem do Poder Judiciário para uma vinculação direta com a criminalidade violenta do Estado do Rio deJaneiro, de modo a vulnerar toda a credibilidade do sistema de Justiça