Leia agora o depoimento da menor de 15 anos suspeita junto com o namorado de matar a mãe em São Gonçalo e atirar o corpo em um poço. Ela está detida desde a semana passada. O namorado também está preso.
A adolescente contou que estava residindo com Marcelo Pachceco Coelho de Souza na casa dele em Parada Feliz – SG (Complexo do Anaia) no tempo em que achavam que estava desaparecida.
Sobre sua mãe Rosa, esclarece que tinham um relacionamento conturbado, brigavam demais, se agrediam mutuamente, se ofendiam verbalmente.
Ela disse que Rosa chegou a deixar a declarante presa sozinha dentro da residência que viviam em Santa Izabel. Segundo a menor, Rosa não aceitava o relacionamento com Marcelo.
A adolescente falou que não aguentava mais a situação em que vivia com brigas com a mãe e passou pela sua cabeça matála. Ela comentou isso com o namorado que tentou reomver a tentar remover a idéia da sua cabeça.
No entanto, a jovem já estava decidida. O casal combinou de Marcelo ir a noite na casa da menor, por volta da 02h da madrugada do dia 02 de outubro de 2025;
A menor pensou primeiramente usar uma faca para cometer o crime. Quando Marcelo chegou no local, Rosa estava dormindo no sofá da residência mas acordou com o barulho da porta do quarto fechando quando Marcelo entrou nele;
Rosa não viu Marcelo e a menor pediu que a mãe saísse do sofá inventando que tinha alguma coisa estranha no quarto;
Quando Rosa chegou no quarto e viu Marcelo, se virou em direção a porta da residência pedindo que ele fosse embora e que não era para ele estar ali;
A menor segurou a mãe e Marcelo a golpeou com uma pá de pedreiro que tinha na residência. Rosa não sangrou, mas já caiu no chão. Então enforcaram ela com a corda de capoeira;
Logo após o fato, o casal se arrependeu e viu que fizeram uma besteira. Porém decidiram se livrar do corpo de Rosa. Na residência, havia um galão grande que Rosa usava para guardar água.
Eles colocaram o corpo dentro do galão e tampararam. A menor pediu a Marcelo para que solicitasse ajudava de alguém para retirar o corpo do local;. Marcelo então ligou para dois conhecidos; Que perguntada o nome dessas pessoas, diz não saber; (…) ;
A menor deixou a casa como estava, com a televisão ligada e as comidas no fogão. Levou algumas peças de roupa e documento;
Foi se encontrar com Marcelo na residência dele; Assim que chegou ficou sabendo que o corpo de Rosa A estaria no local.
Questionada como Marcelo se livrou do galão, a adolescente disse que durante a madrugada ele enterrou o galão e concretou depois. Perguntada se saberia apontar o local onde foi enterrado o corpo, disse que sim;
A menor ainda usou o telefone da mãe se passando por ela tendo enviado mensagens para parentes e amigos se passando por ela, mas depois se livrou do aparelho quebrando e jogando fora; (
Quando Marcelo recebeu uma ligação sendo intimado a comparecer na delegacia, percebeu que algo daria errado.
O casal combinou de dizer que não sabiam onde Rosa estava; Que, porém, na Delegacia ao tomar ciência dos elementos que os policiais dispunham, resolveu contar a verdade;
A madrinha da menor e sobrinha de Rosa dise que causou estranheza o fato de a tia ter mandado mensagem de texto com emoji de coração. Segundo ela, a forma como a mensagem foi escrita levantou suspeita de que alguém pudesse estar se passando por ela;
No dia 7 de novembro, após 15 dias sem ver Rosa, registrou o desaparecimento da tia e soube cinco dias depois que a adolescente e a menor estavam envolvidos no crime. Que perguntada pelo Delegado de Polícia se suspeitaram deles, respondeu: “Desde o início. a minha tia não aceitava o relacionamento deles”;