Inquérito confirma que o traficante Abelha, que atualmente estaria escondido na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, comanda a venda de drogas na Lapa, região central do Rio.
A título de informação, o traficante “Abelha”, enquanto preso no Complexo Penitenciário de Bangu, por muito tempo foi o “presidente do conselho da facção Comando Vermelho”, composto pela cúpula que cumpre pena, responsáveis pelas decisões e diretrizes de maior amplitude para organização criminosa, em conjunto com as lideranças em liberdade.
A venda de drogas na localidade, próximo de estratégicos pontos turísticos (Arcos da Lapa e Escadaria Selarón), vinha sendo beneficiada pela utilização de casarões abandonados, com a instalação de portas de aço que serviam como barricadas, impedindo o ingresso policial e permitindo a fuga dos traficantes, enquanto fila com dezenas de usuários se aglomeravam em suas portas.
Ocorre que nos últimos meses diversas ações policiais foram realizadas na localidade, resultando em mais de trinta prisões, apreensões de quilos de drogas, retiradas de portas de aço, causando verdadeiro incomodo aos criminosos que atuavam no local tranquilamente.
Rotineiramente essas portas de aço continuam sendo instaladas pelos traficantes e continuam sendo retiradas, com uso de ferramentas, por policiais civis desta distrital, sendo certo que, tais ações causam impacto na atuação dos criminosos, que são obrigados a migrar constantemente os pontos de venda, sem mantê-los fixos por muito tempo, e criar mecanismos para não se formarem as filas de usuários, semelhantes aos feirões de drogas encontrados no interior de comunidades, evitando assim chamar atenção, como faziam até pouco tempo.
A título exemplificativo, apenas em dois meses, maio e junho/2025, ações da delegacia local resultaram na prisão de nove traficantes no local, (Travessa Mosqueira e ), além da apreensão de alguns quilos de drogas embaladas para a venda no varejo.
Com isso, entre outras ações, de forma articulada, os criminosos presos passaram a alegar falsamente terem sido vítimas de agressões , também a realizar, por interpostas pessoas, falsas denúncias contra a atuação de policiais civis desta unidade, no tocante a ingressos domiciliares desautorizados.
FONTE: TJ-RJ