O inspetor da Polícia Civil Carlos José, de 59 anos, foi executado ontem em Niterói com pelo menos 12 tiros de dois calibres diferentes.
Segundo a Delegacia de Homicídios (DHNSG), o crime foi premeditado, e a vítima vinha sendo seguida há alguns dias. Os criminosos usaram um Ônix branco clonado na ação.
Agora, a polícia investiga se o crime está ligado à contravenção, à máfia de cigarros ou ao trabalho do policial que atuava na delegacia de Madureira (29ª DP), região que tem muitos conflitos entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho.
Três suspeitos foram presos pelo crime, dentre eles dois PMs.
O Sistema de Cercamento Eletrônico e as câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói foram fundamentais para auxiliar as forças de segurança a prender três suspeitos envolvidos na morte de um policial civil em Piratininga na manhã desta segunda-feira (06).
Desde as primeiras horas após o crime, os guardas municipais do Cisp — que conta com mais de 600 dispositivos eletrônicos de monitoramento, incluindo as câmeras inteligentes do cercamento espalhadas por toda a cidade — identificaram um veículo Ônix branco que teria sido usado no assassinato. Com base nas imagens do sistema de Cercamento Eletrônico, foi possível monitorar todo o trajeto feito pelo carro. Uma das suspeitas levantadas é de que o veículo seria clonado; o carro verdadeiro, de São José do Rio Preto (SP), estava sendo colocado à venda. O Ônix branco utilizado pelos criminosos foi abandonado em uma estrada vicinal e incendiado na tentativa de apagar os rastros.
Através do convênio do Cisp com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o serviço de inteligência dos órgãos cruzou informações e descobriu que o veículo havia saído de Niterói em direção ao Rio de Janeiro, orientando as forças de segurança para localizá-lo em Xerém. Agentes de diversas forças de segurança acionaram simultaneamente a Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios (DH).
“Tão logo os agentes da Guarda Municipal que atuam no Cisp souberam do crime iniciaram a coleta de informações. Assim, em contato com os policiais que atendiam a ocorrência, souberam que o veículo utilizado pelos criminosos foi um Ônix branco. Não existia nenhuma outra informação do veículo. Nosso sistema de inteligência artificial fez o rastreamento com os dados disponíveis e identificou o veículo e a rota de fuga utilizada. Foi um trabalho de tecnologia e integração que permitiu um resultado rápido”, detalhou o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas.
As investigações do Cisp apontaram ainda que um Jeep Compass preto, também envolvido no crime, passou pelas câmeras de monitoramento neste domingo (05), com a placa regular e sem histórico ou registro de roubo naquele momento. A informação foi confirmada pela equipe de inteligência do Cisp, por meio do cruzamento de dados do sistema.
“A integração entre as forças de segurança é fundamental para esses bons resultados”, afirmou Felipe Ordacy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói. “É muito importante que a Prefeitura mantenha esse acompanhamento e união com as polícias. O criminoso não é municipal, nem federal, nem estadual. Temos que nos unir para defender a população, e é isso que Niterói faz”, disse.
FONTE: Polícia Civil do RJ e Prefeitura de Niterói