Milicianos presos hoje em Nova Iguaçu, entre eles um PM, teriam agredido R.C.P.S com coronhadas na cabeça.
Eles estavam atuando mesmo após a prisão do líder do bando, Marcelo Feital Joaquim, no dia 6 de setembro.
Eles persistiram nas ameaças contra as vítimas, por um período via telefone onde agrediram veementemente uma das vítimas”.
O grupo demonstrou seu poderio, no momento em que identificaram o endereço residencial de uma das vítimas, indo até a residência da mesma, onde a vítima fora atacada com coronhadas, causando diversas lesões”.
Segundo os autos, os milicianos constrangeram R.C.P.S , T.C.F e A.M,G.J com intuito de obter para si vantagem econômica, qual seja, a entrega da loja comercial que as mesmas possuem há vinte anos, mediante grave ameaça.
A vítima R foi abordada por dois criminosos em uma motocicleta, tendo os mesmos desferidos duas coronhadas contra a cabeça da vítima, afirmando que da próxima vez, o mesmo seria morto”
Diz a autoridade policial que as vítimas teriam sido ouvidas nos autos do procedimento inquisitorial em curso e que duas delas teriam se mudado para Portugal “por receio por suas integridades físicas, tendo em vista as ameaças e extorsões sofridas”.
A vítima agredida pelos suspeitos, estaria aguardando visto para também se mudar àquele país, “tudo decorrente do temor que as vítimas possuem diante da atuação e ameaças reais e graves da quadrilha”.
R foi atacado na saída de sua residência, por volta das 07h, quando saía para a igreja. Segundo relatos de testemunha,ELE fora agredido por dois homens em uma motocicleta, que o agrediram com coronhadas, utilizando uma arma de fogo. Os algozes afirmaram que R do que se tratava e que na próxima vez seria morto.
Apesar de estar portando telefone celular e seu veículo, seus algozes negaram a intenção de roubo, afirmando que seus intentos era ameaçadores em relação a disputa pela posse da loja comercial em comento.
Apesar de feito contato telefônico com a vítima R, o mesmo recusou-se a comparecer em sede policial, por temer por sua integridade física.
A vítima já tinha comparecido anteriormente na delegacia, informando que a quadrilha, mesmo após a prisão de seu líder, procuraram seu advogado e ofereceram um valor pela entrega da loja. A oferta fora recusada por sua esposa, que se mudou para Portugal com receio das graves ameaças sofridas”.
A vítima T compareceu posteriormente em sede policial, alegando que falou com R mas o mesmo se recusou a comparecer em sede distrital. Apesar das insistências, R não atendeu mais as ligações da declarante.
Afirmou ter conversado com a esposa de R, A, onde a mesma relatou que R apresentava sangramentos na face após o ataque. Afirmou que a ação não foi fruto de tentativa de assalto, e que tudo se refere a posse da loja comercial.
Apresentou print da conversa com A narrando o ocorrido. As investigações após a prisão de Marcelo continuaram, onde foram identificados os demais integrantes da quadrilha criminosa, dentre eles um policial militar”.
Cinco testemunhas reconheceram os criminosos como autores das ameaças ocorridas nos dias 26 de junho, 16 e 26 de agosto, integrantes da quadrilha de extorsão.
Foram realizadas diligências na tentativa de capturar imagens do local das agressões. No entanto, o único local que possivelmente captou as imagens trata-se de uma oficina já fechada no momento das diligências.