Morto ontem em operação policial no Complexo da Maré, o traficante Edmilson Marques de Oliveira, o Cria ou Di Ferro, tinha um funk que enaltecia seu poder na comunidade.
“A verdade é que eu sou Homem de Ferro (…)
‘vuque, vuque,
eu sou o homem de ferro’;
vem, treme e pede,
tropa do Cria quer você”
O bandido fazia questão de exibir um cordão que aparentava ser de ouro com brilhantes, com um enorme pingente do personagem “Homem de ferro” com um C de Cria na conexão do cordão com o pingente.
Resa a lenda que o apelido de Homem de Ferro teria por justificativa as lesões que sofreu por disparo de arma de fogo.
Por conta de um homicídio anos atrás, Cria chegou a ser afastado do comando do tráfico pela cúpula do TCP na Maré, Até seus soldados pararam de trabalhar para ele.

Cria chegou a conversar com a mãe de um homem que foi morto na Maré para pedir pelo corpo do filho. O bandido, no entanto, negou e ainda que não existia mais corpo por que os dois foram queimados e seus restos jogados em um valão
Ainda informou para a mulher que só quem poderia devolver o corpo era o dono da favela que no momento estava fora do Rio de Janeiro.