Um miliciano é suspeito da morte de um homem chamado Douglas Crystiano Almeida Silva, em Nova Iguaçu.
Uma testemunha disse que Douglas foi morto por dois homens conhecidos por Gambá e Luciano e que ambos fazem parte da milícia local comandada pelo então acusado “Marquinho Alemão” e que os integrantes da milícia não agem sem a ordem dele.
Afirmou que após o homicídio, os milicianos invadiram a sua casa tendo ela indagado Luciano acerca disso, quando em seguida recebeu uma ligação telefônica de “Marquinho Alemão” tendo ele dito que ela poderia transitar tranquila pela localidade que nada de ruim lhe aconteceria.
Uma outra testemunha falou que no dia do crime estava em um bar jogando fliperama juntamente com a vítima Douglas e que de frente a este local ficava o bar em que os milicianos, ora acusados, costumavam ficar.
No momento em visualizou a presença dos milicianos, resolveu voltar para casa e que depois de certo tempo, alguns amigos foram até sua casa e contaram que Douglas foi morto pelos milicianos Luciano e “Gambá”.
Uma terceira testemunha disse que viu Luciano no beco seguindo na direção de Douglas e logo depois ouviu os disparos de arma de fogo. O corpo da vítima foi encontrado no beco acima mencionado,
Luciano teve a prisão preventiva decretada.
Já os apontamentos de autoria em face dos acusados “Gambá” e “Marquinho Alemão”, estão baseados em “ouvir dizer” e também pelo fato de serem conhecidos como integrantes da milícia privada atuante da localidade, em tese, comandada pelo miliciano de vulgo “alemão”.
Com efeito, em face do denunciado “Gambá” a denúncia está embasada em depoimentos de “ouvir dizer”, o que não revela justa causa para a deflagração de ação penal. Já em relação ao denunciado “Marquinho Alemão”, a narrativa da acusação ainda não indica minimamente as ordens de execução do homicídio e o controle sobre as ações dos executores.