Depois de sete anos, o sargento PM Drago foi expulso da corporação depois de ser acusado de um sequestro de duas pessoas em Nova Iguaçu.
Segundo as investigações da época, Drago e um comparsa também PM sequestraram as vítimas A e C, com o fim de obter vantagem econômica como condição ou preço do resgate.
O crime foi cometido mediante a restrição da liberdade das vítimas, que em primeiro mo-mento, foram conduzidas a Nova Iguaçu e posteriormente, a vítima C foi conduzida para Mangaratiba -RJ, permanecendo nesses cativeiros como condição necessária para a obtenção da vantagem econômica.
Consta dos autos que, na data citada, as vítimas estavam no interior da garagem do Apart Hotel Mont Blanc, momento em que foram arrebatadas e levadas ao local do primeiro cativeiro, localizado na Rua José Antônio de Arruda Câmara, Nova Iguaçu, onde permaneceram por cerca de 8h/9h.
A foi libertado para que pudesse conseguir o valor exigido a título de resgate, à medida que C ainda permaneceu em poder dos extorsionários por mais de vinte e quatro horas, sendo levada para outro cativeiro na localidade de Mangaratiba, na Rua Projetada “A” n.o 51 – Nova Mangaratiba.
Após o pagamento do valor de R$ 60.000,00 em espécie, a vítima foi libertada, sendo deixada em Itaguaí no final do dia 31 de julho de 2018.
Drago na qualidade de extorsionário sequestrou as vítimas, participando da escolha do primeiro cativeiro e estando presente no local do segundo cativeiro, privando a vítima de sua liberdade, praticando atos essenciais para consumação do delito.
Após investigações realizadas pela autoridade policial da Delegacia Antissequestro (DAS),por intermédio do Inquérito Policial n.o 907-00058/2018, constatou-se o envolvimento dos po-liciais na empreitada criminosa.
Outro PM suspeito de participar do caso foi absolvido pela Justiça e considerado apto a permanecer na corporação