Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, MC Poze do Rodo disse que iria matar seu ex-empresário e jogar o corpo no rio, mas não o fez porque um dos presentes intercedeu pela vida da vítima. O cantor ainda falou que era para esquentar um ferro elétrico para queimar o rapaz.
A vítima ficou desesperada e chegou a desmaiar na cozinha. Um dos envolvidos nas agressões, vulgo Gabigol o levou até o hospital.
O agredido falou que acredita que foi torturado por cerca de duas horas e meia a três horas na sala da residência de MC Poze.
Temendo por sua vida, o ex-empresário não contou a verdade no hospital, ao buscar atendimento, e informou no nosocômio que as lesões eram decorrentes de uma queda na escada.
O ex-empresário contou que no dia seguinte à comemoração do aniversário do cantor na , teve um desentendimento com Poze, na presença de outros indivíduos, a respeito de uma joia de propriedade do músico (bracelete).
Poze desconfiou que o declarante havia furtado a joia. Em razão da desconfiança, o cantor mudou o comportamento; que passaram a discutir, e Poze o mandou ir embora, o que disse que faria somente após ser revistado;
Em determinado momento, na sala de estar da casa do funkeiro, este disse “pode pegar”, momento em que diversos homens que estavam no local passaram a agredir o rapaz com socos e pontapés; que após alguns minutos, Poze mandou parar.
Em seguida, o cantor disse para alguém pegar uma “perna de três”, pedaço de madeira com três pregos na ponta, para com o instrumento agredir o declarante;
Então, Loirinho, Leo, Tiza, Casca e Richard lhe agrediram, juntamente com os indivíduos “Di Gato e Gordinho ainda não reconhecidos.
Poze comandou a tortura, determinava aos outros que batessem no declarante, e lhe queimou com cigarros acesos no pescoço, cabeça e região peitoral, e no interior do ouvido, dizendo que o deixaria surdo; que teve lesões decorrentes de pauladas e pregos nos braços direito e esquerdo, e também nas mãos esquerda e direita; que teve o braço fraturado por uma paulada desferida por Tiza que também sofreu diversos golpes de pauladas, socos e pontapés na região dorsal, costelas e pernas, o que lhe causou dificuldades de respirar e se locomover.
FONTE: TJ-RJ