A denúncia do Ministério Público Estadual do Rio esmiuçou o acordo entre as facções criminosas (CV e ADA) e milícias para a ocupação de áreas em Jacarepaguá.
Segundo o documento, o líder da ADA Celsinho da Vila Vintém mandou seus subordinados ocuparem a comunidade Dois Irmãos, em Curicica, e forneceu as armas para a ação.
E a ocupação ocorreu sem resistência alguma já que o miliciano que mandava no local, André Boto, ‘vendeu’ a área para Celsinho.
“O grupo que está no Dois Irmãos foi mandado por ordem direta de Celsinho, que forneceu inclusive as armas utilizadas para o grupo dominar a área. Celsinho cormpou a área do Boto, Toda área de Curicica foi negociada com Boto”, disse um traficante preso no dia 10 de março de 2025 quando Celsinho ordenou uma ocupação na área,.
Em outra operação da PMERJ em fevereiro, traficantes da ADA presos disseram que foram “recrutados” diretamente por Celsinho a dominarem a Comunidade da Vila Sapê, conforme o referido acordo;.
Esse mesmo traficante afirmou que existe um acordo de não agressão entre os traficantes da facção ADA, que ocupam a área do bairro Curicica, e os traficantes do Comando Vermelho, que ocupam a área vizinha, sobretudo na Comunidade Cidade de Deus.
O acordo entres as facções “ADA” e Comando Vermelho para a ocupação pacífica da região da Curicica, também restou evidenciada no dia 17 de março de 2025, quando policiais militares prenderam em flagrante delito, na comunidade Gardênia Azul.
O líder do CV, vulgo Doca, determinou a ida de comparsas até a Gardênia Azul. Tal movimentação foi orquestrada uma vez que, antes do acordo de Celsinho com Boto, ele teria pedido apoio a Doca inclusive tendo se reunido com ele por videoconferência.