Denúncia do Ministério Público Estadual de alguns anos aponta a hierarquia do tráfico na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.
De acordo com os autos, o traficante vulgo Lambari, é uma das mais antigas lideranças da organização criminosa “Comando Vermelho”, mesmo distante fisicamente, tem grande influência na comunidade do Jacarezinho, sendo o “chefe do morro”, enviando ordens aos demais, para a organização e a realização do comércio ilícito de drogas.
Lambari teria arrendado a exploração dos seus pontos de venda de drogas na comunidade para o traficante conhecido como “Chico Bento” , mas continua a trabalhar na estrutura criminosa. Bento repassa a “participação nos lucros” para Lambari.
“Lambari”manteria uma rede de interpostas pessoas, valendo-se de pequenos comércios existente no interior da comunidade do Jacarezinho, para receber e movimentar, pretensamente longe dos holofotes, os valores correspondentes ao arrendamento da comunidade a” Chico Bento “, dizem os autos.
Sandra Sapatão foi apontada como liderança do tráfico no “Jacarezinho”, sendo que explora as “bocas de fumo” da localidade conhecida como “Campo da Abóbora”.
Assim como “Lambari”, Sapatão teria rrendou suas “bocas” para os vulgos, Tchorra e Vô recebendo um “aluguel”, que é uma parcela dos lucros no comércio de drogas.
Chico Bento “, é o atual líder do tráfico na “Comunidade do Jacarezinho”, e o primeiro homem na hierarquia do tráfico da região, ligado à organização criminosa “Comando Vermelho”, prestando contas a “Lambari.
Fred também atua na liderança do tráfico do Jacarezinho, sendo o “frente”, prestando contas diretamente a Chico Bento. É o responsável pela organização do funcionamento e segurança dos pontos de venda de drogas da localidade.
Klebinho é o gerente geral do tráfico de entorpecentes na comunidade, sendo diretamente subordinado a Chico Bento, Fred e Sapatão Ele é o principal responsável pelo controle da distribuição das drogas e pela contabilidade do dinheiro arrecadado de toda a comunidade do Jacarezinho.
Paquetá atua como um “subgerente”, obedecendo as ordens de Nome, respondendo pela organização da segurança das “bocas” de fumo, sendo certo que fica circulando pela comunidade, portanto um fuzil e fiscalizando os pontos de “contenção”.
Debinha e Leno , atuam como gerentes do tráfico do Jacarezinho, respondendo por diversos pontos de venda de drogas,organizando a venda de drogas, bem como, realizando a proteção armada dessas.
As investigações identificaram que o vulgo “PH”, atua na função de “matuto”, ou seja, é o responsável pelo transporte de armas e drogas adquiridas pela quadrilha, para o interior da comunidade.
Ele também atua como fornecedor de produtos químicos utilizados para a produção das drogas conhecidas como “lança-perfume” e “Loló”. Para tanto, ele se utiliza de uma empresa, da qual figura como proprietário, para poder realizar a comercialização dos produtos químicos, sem levantar suspeitas.
Há outros bandidos como Limão, VT, Pikachu, Filho de Deus, FB e mais alguns ocupam a função de “contenção ou soldado”, atuando na segurança armada dos pontos de venda de drogas e das entradas da comunidade do Jacarezinho. Estes indivíduos “trabalham” armados, protegendo os pontos de vendas de drogas ou “policiando” as ruas da favela do Jacarezinho.
Tem também os vapores.
Os autos revelam que, para a mantença das determinações e poderio do tráfico na Comunidade do Jacarezinho é usado farto armamento bélico, notadamente, fuzis.
FONTE: TJ-RJ