Preso na última terça-feira, o traficante Alifer Oliveira de Carvalho, o Jarule, seria braço direito de Rodney Lima de Freitas, o RD, apontado como o principal puxador de guerras da facção criminosa Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio.
Jarule é integrante do Bonde dos Crias, que atua na Vila Kennedy e tem expandido sua influência sobre a região do Catiri, na Zona Oeste do Rio.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Alifer exerce função de liderança na facção, sendo responsável direto por ações de intimidação contra moradores e desafetos, utilizando ameaças e violência como mecanismos para impor o domínio territorial do grupo criminoso. Em um dos episódios mais graves apurados, o investigado teria coagido um policial militar, como forma de retaliação às operações policiais que vêm sendo intensificadas no Catiri.
Alifer também é acusado de participar da invasão a um condomínio residencial, onde foram lançados artefatos explosivos, provocando pânico entre os moradores. Além disso, o traficante teria ordenado o incêndio de postes de energia, o que resultou na interrupção do fornecimento de internet para cerca de 250 famílias, com o objetivo de impor o uso exclusivo da rede controlada pelo tráfico na comunidade.
O criminoso foi reconhecido tanto pelo policial militar ameaçado quanto pelo síndico do condomínio atacado. Nas redes sociais, ostenta imagens portando armas e cercado de outros integrantes da facção, numa clara estratégia de intimidação virtual utilizada para manter o controle psicológico sobre a população local.
As apurações também alcançam RD, identificado como um dos principais financiadores das ações criminosas do Bonde dos Crias. Ele seria responsável por garantir suporte logístico e recursos financeiros ao grupo, que busca ampliar seu domínio sobre áreas estratégicas da Zona Oeste carioca. A 34ª DP prossegue com as investigações para o completo desmantelamento da estrutura criminosa atuante na região”.
O aparelho celular apreendido com o custodiado contém um adesivo colado com as inscrições “CPX do Catiri- a braba 10”, que é comumente utilizada como inscrição em associação para o tráfico de drogas.
FONTE: TJ-RJ