Leandro Moura Peres foi asasssinado no dia 27 de janeiro deste ano por volta das 23h35min, na Rua Tiziu, em frente ao número 210, bairro Jardim Bangu, Um dos asassinos teve a prisão preventiva decretada na semana passada.
As investigações revelaram que a vítima trabalhava instalando sinais de TV e havia recebido ameaças de morte caso continuasse a exercer tal função. Ressalte-se que o crime ocorreu em uma área marcada por conflitos entre a milícia e a facção conhecida como Comando Vermelho
Leandro fazia um churrasco com sua esposa em frente da sua casa. Ao chegarem, os acusados passaram pelo casal caminhando pela rua e, pouco depois, dois deles permaneceram estrategicamente na esquina para dar cobertura ao ato criminoso.
Enquanto isso, dois bandidosretornaram ao local e abordaram a vítima e sua esposa, rendendo ambos. Logo após, o cúmplice efetuou uma série de disparos de arma de fogo contra Leandro, atingindo-o fatalmente.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Albert Schweitzer, mas já chegou ao local sem sinais de vida, tendo seu óbito constatado pelas equipes médicas.
. O crime foi praticado por motivo fútil, vez que motivado em razão do ofício exercido pela vítima, o qual contrariava interesse de grupos criminosos existente na região.
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A mulher de Leandro afirmou que há dois anos residia no Catiri, Durante o tempo em que residiram no Catiri, seu marido Leandro trabalhava instalando sinal de tv, não sabendo informar para quem ELE trabalhava, sabendo informar apenas que Leandro usava uma camisa na cor cinza com um símbolo de uma tv estampada na frente da camisa, do lado esquerdo, e, na parte de trás havia uma escrita “técnico”;
Falou que seu marido Leandro passou a sofrer ameaças no sentido de que se fosse pego em cima de poste, seu corpo ficaria estirado no chão. a partir desse momento Leandro deixou de exercer essa função de instalador de tv a cabo.
Falou que na localidade do Catiri, Jardim Bangu há uma guerra envolvendo a milícia e a facção comando vermelho e alguns integrantes da milícia “pularam” para a facção comando vermelho.
No momento do homicídio a depoente e a vítima estavam em frente a sua residência, rua Tiziu, nº210, Jardim Bangu, Bangu I, fazendo churrasco e bebendo quando, por volta das 23hs:40min quatro indivíduos passaram caminhando pela depoente e cumprimentaram Leandro.
A declarante perguntou a Leandro se conhecia os quatros indivíduos, tendo Leandro respondido que não os conhecia e apenas respondeu por educação. Disse que os quatros indivíduos chegaram à esquina, pararam e dois retornaram. O indivíduo que abordou Leandro era negro e fazia uso de boné ou algum tipo de chapéu na cabeça, não sabendo informar mais características físicas.
O segundo homem abordou a depoente portando uma arma de fogo curta, se colocando logo em sua frente, a cerca de 1 metro de distância, local bem iluminado. Essa segunda pessoa era pardo, magro, cerca de 1,70cm de altura, olhos claros, cabelos castanho escuro cortado tipo asa delta.
Ela disse que ouviu dois disparos de arma de fogo e dois clarões, momento em que pediu “meu marido não, meu marido não.,
Contou que ouviu mais dois disparos de arma de fogo, momento em que a depoente achou que tivesse sido alvejada. Não se lembra do que aconteceu depois, mas ouviu comentários de que após atirarem em seu marido, os dois indivíduos caminharam até a esquina e se juntaram aos outros dois que lá estavam.
Segundo ela, cerca de três dias depois do homicídio de Leandro, policiais militares entraram no Jardim Bangu e trocaram tiros com dois indivíduos, sendo um negro, o qual veio a óbito, e outro indivíduo, sendo pardo, olhos claros, cabelo tipo asa delta que foi preso; Obteve essa informação através da rede social Instagram, na página “bangunoticias”;
Ao ver a publicação, a depoente começou a chorar compulsivamente , chorou desesperadamente, teve crise de ansiedade, e sua filha que tem doze anos de idade tentou acalmá-la dizendo “Calma mãe, calma mãe”.
A esposa de Leandro afirmou “Foi ele, foi ele e não teve dúvidas em apontar o indivíduo que apareceu na postagem do instagram no dia 31/01/2025, o qual foi preso por policiais militares no interior do Jardim Bangu, como sendo o indivíduo que a abordou e manteve uma arma de fogo apontada em sua direção;
Foi pesquisado no sistema da polícia sobre prisão em flagrante ocorrida no dia 31/01/2025, e foi encontrado o flagrante 034-01798/2025, no qual constava como preso um homem chamado João Pedro, que teve a prisão preventiva decretada.
Ao ao ser apresentada a foto dele para a depoente, a mesma começou a chorar e confirmou a participação dele no homicídio de seu marido.
” O acusado foi reconhecido, espontaneamente pela testemunha, através de postagem em rede social dansdo conta de que teria diso preso num confronto armado entre policiais militares do 14ºBPM e criminosos da comunidade Jardim Bangu, tendo sido encontrada em seu poder uma pistola prateada, conforme descrito no depoimento da esposa da vítima em sede policial.
FONTE: TJ-RJ