A PM decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de um policial militar que apareceu em vídeo em diálogo com o traficante Vagner Barreto de Alencar, vulgo “Cachulé”, o qual é sabidamente reconhecido pelos órgãos de segurança pública deste Estado como uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho que atua no bairro da Ilha do Governador/RJ.
Segundo as apurações preliminares, o encontro ocorreu no interior da Comunidade do Bar-bante. Nas imagens, foi possível observar o policial militar em conversa com o referido criminoso, na presença de outros dois indivíduos também armados, os quais, em tese, estariam exercendo a função de segurança pessoal do mencionado integrante da malta criminosa.
De acordo com a PM, , verifica-se que os atos praticados pelo acusado revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar.
O militar estadual em questão adotou conduta incompatível com aquela esperada de ummembro da Corporação, em razão das máculas aos dispositivos administrativos citados, demonstrando perfil inadequado para o exercício das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes à função policial militar
Nas imagens foi é possível observar o momento em que o cabo PM de camisa regata preta conversa com Cachulé de camisa amarela, com o seguinte áudio da emissora: “imagens gravadas com exclusividade da produção ………… gravaram um encontro inusitado e no mínimo alarmante para as forças de segurança, de um lado o policial militar e de outro Wagner Barreto de Alencar, vulgo o “Cachulé ” “, nessas imagens mostram o agente
. O tempo todo o PM carrega uma sacola verde, não sendo possível identificar o conteúdo da sacola. Depois da conversa, o marginal deixa o local portando um fuzil.
Nesse momento da reportagem (00min31s), a emissora mostra foto do rosto do cabo RG retirada das redes sociais usando óculos.
A partir desse momento (01min10s), as imagens mostram que outros traficantes estão no mesmo local em que o cabo conversa com “Cachulé”, o militar permanece com a sacola verde na mão e é possível observar que está usando óculos.
Mostra o momento (01min31s) em que o traficante Cachulé ” pega um fuzil, uma mochila e uma bolsa para se retirar do local juntamente com o PM.,
Em consulta ao banco de dados dos órgãos de segurança pública deste Estado, verificou-se que Vagner Barreto de Alencar, vulgo “Cachulé”, possui mandado de prisão emaberto, expedido pelo Douto Juízo da 1a Vara Criminal da Comarca da Capital. Ademais, apresenta vasta ficha de antecedentes criminais, incluindo delitos como homicídio qualificado (art. 121 do Código Penal), tráfico de drogas (art. 33 da Lei n.o 11.343/2006), roubo qualificado (art. 157 do Código Penal), entre outros.
Cumpre destacar que, conforme já mencionado, os fatos foram amplamente divulgados nosmeios de comunicação, repercutindo de forma negativa para a imagem da PMERJ.
Nessa senda, não se mostra razoável — tampouco aceitável — que um policial militarestabeleça diálogo “amigável” com indivíduo identificado como traficante de drogas, o qual ostentava fuzis, portador de diversas anotações criminais e com mandado de prisão em aberto, em área sabidamente dominada por facção criminosa, sem qualquer justificativa funcional legítima. Tal conduta configura grave afronta aos princípios éticos, morais e legais que norteiam a atividade policial e é absolutamente inadmissível no seio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, instituição que repudia veementemente qualquer tipo de relação entre seus integrantes e organizações criminosas, reafirmando o compromisso com a legalidade, a disciplina e a confiança da sociedade.
FONTE: Boletim interno da PMERJ