A investigação da Polícia Federal sobre o vínculo de políticos, autoridades e PMs com traficantes do Comando Vermelho revelou o histórico do traficante Pezão, chefão da facção.
Ele possui vínculo com o Comando Vermelho há quase 30 anos. Em 2008, assumiu a liderança da ORCRIM no Complexo do Alemão após a ordem
de Marcino VP e Fernandinho Beira-Mar.”, para que ele matasse o traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota.
Tota teria sido assassinado por não estar enviando a quantia obtida com a comercialização de drogas para os líderesdo Comando Vermelho, que
estavam custodiados em penitenciárias estaduais e federais.
Em 2005, “Pezão” foi preso pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro quando chefiava a venda de drogas na favela da Grota, comunidade integrante do Complexo do Alemão, e libertado em 2008.
Como se sabe, em 2010, após a intervenção das forças de pacificação no Complexo do Alemão, “Pezão” teria buscado abrigo em diversos locais controlados por sua facção, de modo que, até os dias atuais, ele continua orquestrando as ações ilícitas da ORCRIM.
Para mais, a presente investigação delineou que “Pezão” foi o responsável pelo planejamento e execução das seguintes ações criminosas: a) Importação de armas de fogo e drogas, além do comércio doméstico de drogas e armas e munições;
b) Aquisição de equipamentos para a derrubada de drones;
c) Vazamento de operações policiais;
d) Transação não autorizada de câmbio;
e) Lavagem de capitais advindos de diversos ilícitos penais;
informações prestadas pelo então secretário estadual no governo do RJ Alessandro Pitombeira Carracena sobre uma operação policial possibilitaram que Pezão e índio do Lixão conseguissem escapar.
Por conta disso, os bandidos convidaram Carracena junto com o deputado estadual TH Joias para jantar no dia seguinte como forma de agradecimento.
Havia um grave esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas, com vistas à blindagem da ORCRIM, sobretudo em relação às operações policiais.