Investigação revela como era a hierarquia de traficantes que age na Favela do Muquiço, em Deodoro, área dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
O bando é comandado pelo criminoso vulgo Coronel, que é o responsável por determinar todas as ações criminosas praticadas pela organização, dentre elas, ataques a comunidades de organizações criminosas rivais e execuções de pessoas que desafiam as suas ordens.
Aritana era o 3º (terceiro) na estrutura da organização criminosa e exercia a função de gerente geral das bocas de fumo.
Messi exercia a função de frente”, sendo considerado o homem de confiança de Coronel.
Tralha e Gaguinho eram os soldados e atividades e responsáveis pela segurança e proteção das bocas de fumo e de seus líderes, observando a presença e reprimindo qualquer obstáculo ao livre exercício do comércio ilícito de drogas, como a ação policial ou a presença de traficantes rivais.
A organização criminosa era constituída com emprego de armas de fogo, seja para coibir a repressão policial, o eventual ataque de quadrilha rival ou mesmo para garantir o lucro pela venda e subjugar a população local através da violência.”
Depois de três anos do crime, o grupo foi responsabilizado pelo homicídio de Paulo Alexandre Freire Teixeira, o Pirce.
De acordo com o procedimento, a vítima residia junto com a sua companheira no interior da comunidade “Muquiço” sendo certo que, aproveitando-se desse cenário, passou a fotografar ações de criminosos dessa comunidade, cedendo informações a alguns policiais com quem mantinha certa amizade. No dia dos fatos, após uma discussão entre a vítima e sua companheira, essa informou a alguns criminosos da localidade que seu parceiro passava informações dos criminosos da região a policiais.
Diante disso, os criminosos dirigiram-se à residência do casal, portando arma de fogo, invadiram a residência e ordenaram que Pirce lhes entregasse o seu aparelho telefônico, oportunidade em que certificaram que a vítima era informante de polícia.
FONTE: TJ-RJ