A investigação sobre o tráfico no Complexo de Israel mostra o tamanho territorial da influência de Peixão.
O bandido tem representantes de sua quadrilha em Nova Iguaçu, Mesquita, Magé, Duque de Caxias, São Gonçalo, e até mesmo em outras partes do Rio como Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, e Morro do Dendê, na Ilha do Governador.
O bando se divide por setores e se comunica por meio de grupo de Whatsapp.
Todos esses criminosos protegem as bocas de fumo, realizam armados, ou não, a venda do material entorpecente, monitoram as atividades policiais naquela, compartilhando todas as informações com os demais denunciados e outros integrantes ainda não identificados, mantendo os mesmos propósitos para a prática reiterada do tráfico de drogas, sendo certo que nenhum desses denunciados possui uma função definida na malta, e atuam de acordo com a necessidade e conforme determinações da liderança.
Em Vigário Geral, fica por exemplo o usuário Jamelão IG que solicita e repassa informes sobre as atividades na comunidade e enviando áudios que não foram baixados pelo proprietário do celular.
Outro usuário, Marcos Vinicius, atuava observando a movimentação policial, e repassando informações aos demais integrantes da quadrilha
Douglas Veríssimo era dos principais responsáveis por repassar informações sobre movimentações policiais no grupo.
CJ publicou em seu Instagram foto armado com um fuzil e fazendo referência à facção criminosa Complexo de Israel. Ele também comenta sobre a operação policial, alertando seus comparsas.
Wallace Denílson usava o nome de usuário “Gravata. Ele enviou vídeos de armamentos, além de questionar a proximidade de um morador da comunidade com os policiais em operação.
Na região do Pica Pau ficavam os bandidos Riquinho e Mata Jr, que foi preso preso em flagrante no dia 11 de março de 2025 e aparece em sua foto de perfil da rede social Instagram portando um fuzil, além de Pensador e Dunga ou Manaus que aparece em mensagens demonstrando que ele também compõe a proteção da boca de fumo. Ele não se importa em publicar fotografias em que aparece ostentando armamentos em seu perfil aberto da rede social Instagram.
Tem ainda o bandido , vulgo “MK”, que destaca-se a menção utilizada nas imagens “Os Meninos do Peixe”, o que reporta a sua subordinação, bem como os demais, ao líder do tráfico de drogas da região “Peixão
Em Parada de Lucas, fica Maguila da Alta, apontado como um does chefes do tráfico do Complexo de Israel. Ele é um dos maiores comunicadores do grupo. Ele comenta sobre estratégias para frear a incursão dos blindados e incentiva protesto de moradores para atrapalhar a operação, além de determinar ataque à população civil.
Tem ainda o Sombrão, que é chefe do tráfico no Parque Paulista, em Duque de Caxias e Dinho ou Velhinho de Israel, que é administrador do grupo de WhatsApp e é um dos gerentes do tráfico de drogas do Complexo de Israel, responsável por executar os homicídios determinados por Peixão. Com o nome de usuário “Dinho”, ele envia diversas mensagens sobre movimentações das viaturas
Ainda em Parada de Lucas, tem o L3 que alerta seus colegas sobre o posicionamento dos drones da polícia civil durante a operação policial.
Há outros também como D´Lucas, Choco Louco, Gordinho, Frank, que incentiva seus comparsas a efetuarem disparos de fuzil contra o blindado em operação. e mais alguns que informam sobre a localização de viaturas.
Kinho ele publicou fotos em rede social portando colete balístico e fuzil.
Wendel Lucas reagie com figurinhas sugerindo a execução de policiais civi e informa aos demais integrantes sobre a movimentação dos agentes.
Na Cidade Alta, ficam Farinha, Goiabinha, Ryan, Do Chaves (pediu a localização do blindado da polícia), Jotão (ostenta fotos armados em rede social), Douglas (ele posta fotos fazendo o sinal do TCP ao lado de uma mesa com carga de material entorpecente).
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Tem ainda o Bebel, Ele foi reconhecido no RO n° 038 10752/2024 pela vítima como o homem que tentou matá-la após ver uma foto de policial em seu celular. Ele participa ativamente do grupo, alertando seus comparsas sobre o posicionamento das guarnições.
Vinicius compartilha fotografias em alusão ao Complexo de Israel e ao líder Peixão, demonstrando sua subordinação ao chefe do tráfico local.
Kaua exerce a função de soldado do tráfico. Tem fotos em que ostenta fuzis e as mensagens sobre rendição do “serviço” e operações policiais.
Menor T ostenta fotos de fuzil em suas redes sociais, assim como Chapoca.
Há ainda os traficantes que ficam nas comunidades do Aymoré e do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, como Gordinho do Gás, que é homem de confiança de Peixão.
Tem ainda o Iraque que apareceu em conversa durante a operação do dia 10/10/2024, ao discutindo com os demais integrantes sobre a maneira de impedir que os blindados denominados Paladinos da polícia ingressassem na favela.
Ainda em Nova Iguaçu, há membros na comunidade do Inferninho, como Sheik que aparece em sua própria foto de perfil do WhatsApp ao lado de um fuzil e no Jardim Pernambuco, como Léo Danon, que foram encontradas no grupo fotos suas portando fuzil ao lado de outros criminosos. Ele envia no grupo fotos e vídeos da rua por onde passava o comboio policial.
Tem também os bandidos que ficam na Cinco Bocas, em Brás de Pina, como Kauan, ele avisa ao grupo sobre o trajeto dos blindados da polícia.
Peixão tem gente até em Magé, como o bandido vulgo Nem.
Até traficantes do Morro do Dendê, na Ilha do Governador participam da quadrilha, como Gago. e um bandido do Morro do Feijão, em São Gonçalo, vulgo Chen, que convera roubos de carga, atividade que é amplamente praticada pela malta que domina o Complexo de Israel, notadamente pela proximidade com a Av. Brasil e Linha Vermelha.
Peixão ainda tem influência no Santo Elias, em Mesquita, cujo representante é o bandido vulgo Pigmeu.
Até mesmo em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, área dominada por milicianos, há um membro da quadrilha, vulgo Galo.
FONTE: MPRJ