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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Guerra pelo Terreirão: Milícia e CV entram em rota de colisão após três baleados e um morto em 24 horas. ENTENDA

A sequência de pessoas baleadas na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, em um intervalo de apenas 24 horas — com três vítimas e uma morte — pode estar relacionada a uma guerra entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV) pelo controle da região. A reportagem recebeu a informação, que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades, de que milicianos ligados aos grupos que atuam em Guaratiba e Curicica estariam atualmente controlando a comunidade. De acordo com os relatos recebidos, traficantes estariam posicionados no Beco do Borracheiro, enquanto integrantes da milícia estariam se deslocando diariamente até o local em busca de possíveis integrantes ou aliados do grupo rival. A tensão teria aumentado ainda mais nesta semana após o Comando Vermelho supostamente matar um miliciano. Segundo as informações obtidas pela reportagem, os ataques atribuídos ao CV estariam sendo liderados pelo ex-miliciano conhecido como Zero, que teria sido expulso do grupo de PL e posteriormente se aliado à facção criminosa. As informações sobre a dinâmica da disputa e a atuação dos grupos na comunidade ainda dependem de confirmação das autoridades responsáveis pela investigação. VEJA A CRONOLOGIA Quarta-feira (26 de agosto) — Um homem identificado como Anderson Lino de Souza Felix, de 28 anos, foi morto a tiros na Rua Zélio Valverde. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Quinta-feira (27 de agosto) — Dois homens foram baleados em frente a uma barbearia na Rua do Arquiteto, após criminosos em uma motocicleta abrirem fogo. Entre as vítimas está o ex-jogador Vitor Honorato da Silva, conhecido como Vitor Faísca, e um funcionário do estabelecimento. Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A sequência de ataques aumentou a preocupação entre moradores e reforçou a suspeita de que a região esteja sendo palco de uma disputa territorial entre grupos criminosos.

Da guerra à parceria: milícia de Curicica se aliou ao TCP e depois buscou aproximação com o Comando Vermelho

Apesar de a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), revelada ontem, apontar uma aliança entre a milícia de Curicica e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) dos complexos da Pedreira e da Maré para enfrentar o Comando Vermelho (CV), documentos de inteligência indicam que o mesmo grupo paramilitar também teria buscado uma aproximação com o próprio CV. Segundo informações de inteligência produzidas em 2025, a milícia de Dois Irmãos, em Curicica, liderada por Shrek ou Boto, estaria se associando ao Comando Vermelho por meio do traficante Doca. A eventual parceria caracterizaria uma espécie de narcomilícia, com a atuação conjunta de criminosos ligados aos dois grupos. A suposta aproximação teria ganhado força após a prisão de traficantes ligados ao Amigos dos Amigos (ADA) que atuavam na região da Vila Sapê, em Curicica. O movimento teria culminado na detenção do traficante Celsinho da Vintém, que atualmente estaria alinhado ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com as investigações, Boto teria chegado a negociar a comunidade da Vila Sapê com Celsinho da Vintém, em uma movimentação que reforçaria a aproximação entre a milícia e o tráfico. Também chegou a ser veiculado que André Boto iria abandonar a milícia e entrar para a contravenção e vender áreas para o CV. A suposta aliança com o CV parece aue também não se sustentou porque o CV realizou vários ataques à comunidade Dois Irmãos este ano. É importante destacar que a investigação do MPRJ revelada ontem trata de fatos ocorridos em 2023, enquanto as informações de inteligência sobre uma possível aproximação com o CV são de 2025. Ou seja, os documentos apontam para diferentes momentos e diferentes rearranjos no cenário criminoso de Curicica. Em 2023, uma das principais lideranças da milícia de Curicica era Playboy, nome que voltou a aparecer nesta sexta-feira em um trecho de escuta telefônica divulgado pela imprensa carioca. Naquele período, as investigações também localizaram um esconderijo utilizado por Playboy em um bunker no Complexo da Maré. O miliciano estaria protegido na comunidade por traficantes do Terceiro Comando Puro, em um episódio que teria ocorrido justamente após a formação de uma aliança entre os dois grupos. Os episódios revelam a complexidade e a constante mudança das alianças entre grupos criminosos no Rio: em determinados momentos, milicianos e traficantes se unem para enfrentar um inimigo comum; em outros, os mesmos grupos negociam territórios e estabelecem novas parcerias, inclusive com antigos adversários.

Sargento da Marinha foi a vítima fatal de ataque que deixou outros quatro feridos em Nilópolis. “Excelente militar e grande companheiro de farda. Deixou legado de amizade e respeito”, disse amigo

O homem morto no ataque ocorrido em Nilópolis que deixou outras quatro pessoas feridas é o sargento da Marinha Yuri Dias Barreto.Segundo relatos, Yuri parou a moto para consertar quando foram feitos disparos. Pelas redes sociais, amigos fizeram homenagens a Yuri “Excelente militar, pessoa do bem e um grande companheiro de farda. Tivemos a honra de servir juntos e compartilhar momentos que ficarão para sempre na memória. Um homem apaixonado pelos filhos e pela família, que deixa um legado de amizade, respeito e carinho”, “Um ser humano maravilhoso, tive o privilégio de conhecê-lo. Meus sentimentos aos familiares à nós os amigos” O ataque ocorreu próximo a estação de Olinda Segundo informações iniciais, homens armados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos contra pessoas que estavam em uma loja de motos. Um dos feridos foi o dono do estabelecimento, que não corre risco de morte. Os feridos foram socorridos por bombeiros e levados ao Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu o caso e realiza perícia técnica para identificar os autores e a motivação do ataque. Câmeras do Centro de Controle Operacional (CCON) de Nilópolis estão sendo analisadas.

Apontado como elo entre a milícia de Curicica, TCP e PMs já havia sido preso junto com um policial suspeito de participar do Bonde do Zinho para invadir áreas em Santa Cruz

. Apontado em investigação como suposto elo entre a milícia de Curicica, Terceiro Comando Puro e PMs, Yuri Guimarães Soares chegou a ser preso com um policial reformado participando do Bonde de Zinho para invadir o Conjunto João 23, em Santa Cruz, há quase três anos. Yuri já estaria morto. Na ocasião, estavam com dois fuzis calibres 556 e 223, munições 556 e carregadores para fuzil. As informações de inteligência da época apontaram que o bonde do Zinho estava se equipando para uma empreitada da milícia. O PM dirigia o carro onde estava Yuri e as armas mas disse que estava fazendo uma corrida na ocasião. Já Yuri disse que os fuzis eram dele mas não revelou para onde iria levá-los. Negou que partiipava da milícia e que já tinha sido processado pelos crimes de porte ilegal de arma e assalto à mão armada; Para a Justiça, o armamento seria utilizado para “uma invasão as imediações da Avenida João XXIII, em Santa Cruz”, o que não ocorreu, por circunstâncias alheias, já que o grupo denominado “Bonde do Zinho” foi interceptado pelos agentes da lei. “Nas circunstâncias do crime, é notório que os acusados utilizavam o farto material bélico para manutenção do território da organização criminosa que atua em Santa Cruz e adjacências. Milícia está que aterroriza toda a comunidade.“Yuri e o PM foram condenados. Se sabe que a milícia do Boto que comanda Curicica chegou a ser aliada anos atrás do Bonde do Zinho. Aliança entre milícia e tráfico As investigações recentes do MPRJ apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

Elo entre a milícia e o TCP estaria morto, segundo repórter. Aliança entre grupos e PMs é alvo de operação do MP

Segundo informações do repórter Bruno Assunção, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, apontado pelo MPRJ como elo entre a milícia de Curicica e traficantes do TCP da Maré e da Pedreira foi morto no início deste mês, em Curicica, com vários disparos na região do rosto. Segundo o jornalista, Yuri teria sido morto pela própria milícia e foi sepultado no Cemitério do Caju Yuri aparece em investigação que culminou com operação hoje do MPRJ LEIA DETALHES O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 20 pessoas investigadas por integrar núcleos ligados à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). A denúncia, recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, atribui aos denunciados os crimes de constituição de milícia privada, associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito. Nesta quinta-feira (27/08), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre mandados de prisão contra os denunciados. Segundo a ação, a milícia de Curicica possui estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. André Costa Bastos, conhecido como o “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso no sistema penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, exerceria a liderança operacional do grupo. A organização teria como fontes de financiamento a cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes, além da prática sistemática de roubos de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas. Aliança entre milícia e tráfico As investigações também apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, era apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

RETALIAÇÃO: Sargento da PM teria sido assassinado por enfrentar avanço do tráfico em Magé

A atuação do sargento da Polícia Militar Alisso Sturião de Araújo, de 41 anos, n no combate ao tráfico de drogas em comunidades de Magé é apontada pela Justiça como possível motivação para sua execução, ocorrida em dezembro de 2024.  Alisson foi morto com tiros de fuzil no bairro Santo Aleixo, em Magé, por volta das 20h. O crime foi flagrado por uma câmera de segurança. No vídeo é possível ver o momento em que o policial estaciona o carro em uma calçada na Estrada Adam Blumer, e os criminosos param ao lado dele, dois descem armados já atirando, um deles vai até o carro de Alisson, faz outros disparos e o farol do veículo desliga. Após a ação os criminosos vão se distanciando, mas continuam fazendo disparos. Toda a ação durou cerca de 1 minuto, e na data do crime Alisson Sturião estava de folga, ele era 3º sargento do 34º Batalhão da PM e possuía 13 anos de corporação. Segundo os elementos reunidos na investigação, o policial teria sido ameaçado de morte por Gabriel Roza Alves de Almeida, apontado como integrante do Comando Vermelho e suspeito de atuar no tráfico da região. A Justiça decretou a prisão preventiva de Gabriel e recebeu a denúncia contra ele pelo homicídio. O caso voltou à tona nessa semana porque o Disque Denúncia divulgou um cartaz com a foto do suspeito De acordo com a decisão judicial, familiares da vítima relataram à polícia que Alisson havia comentado ter sido ameaçado por uma pessoa chamada Gabriel, descrita como traficante da região. A esposa do sargento afirmou ainda que ele não pertencia à milícia, mas se considerava policial “24 horas” e não aceitava situações de desordem. A irmã da vítima declarou que o motivo da execução estaria relacionado às ações realizadas por Alisson para combater a expansão do tráfico na região. Segundo ela, Gabriel seria conhecido criminoso da área e teria um projeto de dominar a localidade de Santo Aleixo. Um policial militar ouvido durante a investigação também afirmou que Alisson trabalhava de forma firme contra a criminalidade e, por ser morador de Magé, atuava constantemente contra o tráfico nos bairros Lagoa, Taquaral e Jardim Esmeralda. Ainda segundo a decisão, um homem identificado como Julio Cesar da Silva Junior, preso em outro inquérito e que manifestou interesse em colaborar com as investigações, afirmou que Gabriel teria executado o policial porque pretendia assumir o controle das localidades de Santo Aleixo e Andorinhas. Segundo esse relato, Alisson estaria combatendo a tentativa de implementação do tráfico na região. Celular teria colocado suspeito perto do local do crime A investigação também reuniu dados obtidos a partir da quebra de sigilo telefônico. Segundo a decisão, a linha atribuída a Gabriel estava vinculada à área de abrangência de uma estação rádio-base (ERB) nas proximidades do local do homicídio no momento em que o crime ocorreu. Após o assassinato, imagens de segurança indicaram que o veículo utilizado pelos autores fugiu em direção à Estrada da Piedade, em Magé. Os dados das ERBs analisados pela investigação apontaram que a linha telefônica atribuída a Gabriel teria seguido na mesma direção depois de deixar as proximidades do local do crime. Para a Justiça, esses elementos reforçam a suspeita de que Gabriel estava nas proximidades do local quando o homicídio foi cometido e posteriormente na região para onde o veículo utilizado pelos autores teria fugido. Também foram encontradas, segundo a decisão, imagens publicadas em uma conta de Instagram vinculada ao número telefônico investigado nas quais Gabriel aparece portando armas de fogo. Entre as imagens mencionadas estão registros com um fuzil calibre 5.56 e granadas, além de referências ao tráfico e à morte de policiais. Sargento foi morto com disparos de fuzil O laudo de necropsia citado na decisão aponta que Alisson morreu em decorrência de lesões provocadas por projéteis de arma de fogo. A Justiça registra que a arma utilizada teria sido um fuzil calibre 5.56. Ao fundamentar a prisão preventiva, a magistrada considerou a gravidade concreta do crime, destacando que a vítima era sargento da Polícia Militar e que o homicídio teria sido cometido, em tese, como retaliação à sua atuação funcional no combate ao tráfico de drogas. A decisão também menciona relatos de que Gabriel seria integrante do Comando Vermelho e atuaria como gerente do tráfico nos bairros Lagoa, Taquaral e Jardim Esmeralda, em Magé. Justiça rejeitou denúncia contra segundo acusado A denúncia do Ministério Público também havia sido apresentada contra Leandro Rodrigues da Silva. Entretanto, a Justiça rejeitou a acusação contra ele por falta de elementos mínimos que demonstrassem sua participação no assassinato. Segundo a magistrada, Leandro foi incluído na investigação principalmente porque seria uma pessoa que “costuma sempre andar ou agir junto de Gabriel”, mas não foram encontrados outros elementos suficientes para sustentar sua participação no crime. As imagens das câmeras não permitiram identificá-lo como um dos autores dos disparos. A decisão também aponta que testemunhas que citaram Leandro não estavam presentes no momento do crime e teriam baseado suas declarações em comentários de terceiros ou no fato de ele andar com Gabriel. A análise do telefone atribuído a Leandro também não encontrou informações consideradas relevantes para a investigação. Por isso, a denúncia contra Leandro foi rejeitada, sem impedir que uma nova acusação seja apresentada caso surjam elementos suficientes. Já contra Gabriel, a denúncia foi recebida porque, segundo a magistrada, existem indícios suficientes de autoria e elementos que justificam o prosseguimento da ação penal. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a instrução criminal. A Justiça destacou ainda que, embora o assassinato tenha ocorrido em dezembro de 2024, a prisão foi determinada somente agora devido aos resultados recentes das medidas de quebra de sigilo telefônico e telemático, que teriam contribuído para a conclusão da investigação. Gabriel, é suspeito também do homicídio do policial militar da reserva Carlos Wagner de Alvarenga Costa, de 65 anos, e outro homem de aproximadamente 25 anos, que foram encontrados mortos ao lado de um carro, modelo Fiat Toro, às margens da RJ-106,

Presa ontem no Complexo de Israel (TCP), Madrinha da Cidade Alta afirmou à Justiça que levou tapas no rosto de policiais

Presa ontem em operação no Complexo de Israele, Luana Rosa de Arapjo, a Madrinha da Cidade Alta”, afirmou à Justiça que foi agredida por dois policiais civis durante a prisão. Segundo seu relato na audiência de custódia, os agentes teriam dado tapas em seu rosto para que ela fornecesse a senha do celular.  Acrescentou que não sabe dizer o nome dos policiais, tendo sido os mesmos que a conduziram à Delegacia.  Aponta como testemunha Rafael Guedes. Perguntada sobre as características físicas dos policiais, aponta que um deles era branco, de cabelos lisos, alto, forte, enquanto o segundo era moreno, alto, forte.  A denúncia apresentada pela presa foi encaminhada para investigação. A Justiça determinou o envio de cópias dos autos à Promotoria de Investigação Penal, à Corregedoria da Polícia Civil, à Corregedoria Geral Unificada e à Segunda Vice-Presidência. O exame de corpo de delito realizado anteriormente, entretanto, apresentou resultado negativo. A magistrada ressaltou que a acusação ainda não foi devidamente apurada e que não seria possível presumir, neste momento, a ocorrência de excesso policial. CELULARES REVELAM MONITORAMENTO DE VIATURAS A prisão ocorreu durante uma operação no Complexo de Israel, realizada para o cumprimento de mandados de prisão. Segundo os policiais, Luana foi localizada em uma casa na Rua Itupuí, em Parada de Lucas. No imóvel foram apreendidos três celulares, um tablet e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. O conteúdo encontrado nos aparelhos, segundo os agentes, é considerado especialmente relevante. Após Luana fornecer a senha de um dos celulares, os policiais afirmaram ter localizado mensagens com informações sobre a localização de viaturas policiais, contabilidade do tráfico e ordens destinadas a “bocas de fumo”. A Justiça citou esse material para apontar que, em tese, a investigada teria participação relevante na estrutura criminosa, inclusive no acompanhamento da movimentação das forças de segurança. Entre os elementos apreendidos também está um print que, segundo a decisão, indica que Luana fazia parte de um grupo denominado “Exército de Israel”. QUATRO MANDADOS DE PRISÃO De acordo com o Registro de Ocorrência, Luana tinha quatro mandados de prisão em aberto, inclusive por homicídio, e figurava no Portal dos Procurados. Os policiais a identificaram pelo vulgo de “Madrinha da Cidade Alta” e afirmaram que ela seria braço direito do traficante conhecido como “Peixão”, apontado como liderança do TCP na região. Ainda segundo os agentes, Luana inicialmente teria informado um nome falso, dizendo chamar-se Fernanda. Sua identidade foi posteriormente confirmada pelo IPOL. A Justiça destacou que os elementos reunidos durante a prisão apontariam, em análise inicial, para uma possível atuação de confiança dentro da organização criminosa, e não para uma participação meramente periférica. PRISÃO PREVENTIVA Luana foi presa em flagrante, em tese, pelos crimes previstos nos artigos 33, 35 e 40-A da Lei 11.343/2006. O Ministério Público pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva, alegando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração criminosa. A Justiça manteve a prisão preventiva, considerando principalmente os quatro mandados em aberto, o histórico atribuído à investigada e o material apreendido, incluindo as mensagens sobre viaturas, contabilidade do tráfico e ordens para pontos de venda de drogas. A acusação de agressão feita por Luana, por sua vez, seguirá para apuração pelos órgãos competentes. Até o momento, não há conclusão de que os policiais tenham praticado as agressões relatadas pela presa.

G1 confirma guerra antecipada pelo Fatos Policiais: mais de 10 mortos e ofensiva do CV contra o TCP espalham terror em Caxias

O portal G1 divulgou nesta quarta-feira que Duque de Caxias registrou mais de dez mortes nos últimos dias em meio à guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). A informação, porém, já havia sido antecipada pelo Fatos Policiais na semana passada, quando o site revelou que uma sequência de mortes vinha ocorrendo na Baixada Fluminense após o acirramento da disputa territorial entre os dois grupos. TRAIÇÃO, ROUBO DE FUZIS E EXECUÇÕES: GUERRA ENTRE FACÇÕES FAZ 10 MORTOS EM MENOS DE UMA SEMANA EM CAXIAS – Segundo a reportagem do G1, um dos principais personagens apontados como responsáveis pelo atual cenário de confronto é o traficante conhecido como Bochecha Rosa, ou BX, apontado como chefe do tráfico no Corte 8, área de influência do Comando Vermelho. O Fatos Policiais já havia informado que a escalada de violência começou justamente após BX divulgar uma mensagem nas redes sociais declarando guerra ao TCP. Desde então, a disputa passou a produzir uma sequência de ataques e mortes em diferentes pontos da Baixada Fluminense. Chefão do CV usa redes sociais para declarar guerra a rivais do TCP. “Para que haja paz é preciso ter a guerra” – Ainda de acordo com as informações levantadas, BX e o traficante conhecido como Flamengo, ligado ao TCP, fizeram manifestações nas redes sociais relacionadas à morte de moradores durante a disputa, evidenciando o nível de tensão entre os grupos criminosos. A guerra, no entanto, não ficou restrita a Duque de Caxias. O grupo comandado por BX também teria realizado ataques em Nova Iguaçu e Belford Roxo, ampliando o rastro de violência provocado pela disputa territorial. Deputado acompanha situação no Pantanal A escalada da violência chamou a atenção do deputado Marcelo Dino, que se reuniu com o comandante do 15º BPM, coronel Lourival do Nascimento, e acompanhou de perto a situação no Pantanal, uma das áreas atingidas pela atuação do Comando Vermelho. O parlamentar defendeu a presença permanente do Estado nas regiões dominadas ou ameaçadas pelo crime organizado e afirmou que “território nenhum pode pertencer ao tráfico ou à milícia”, ressaltando que a autoridade e o controle territorial devem ser exercidos pelo poder público. Durante a visita, Dino constatou ainda uma situação que demonstra a estrutura utilizada pelos criminosos para facilitar a movimentação pela região. Segundo o deputado, traficantes teriam construído um cais improvisado às margens do rio, utilizado como ponto de travessia em direção à Jerusa. Durante a fiscalização, parte da estrutura foi retirada pela Polícia Militar. O parlamentar afirmou que continuará cobrando a remoção completa do cais clandestino. “Recebi informações no local que criminosos ligados ao Terceiro Comando montaram esse cais para fazer a travessia pelo rio em direção à Jerusa. A polícia já retirou parte da estrutura usada para auxiliar a travessia. Agora vamos cobrar para que o restante seja removido, pois cada vez mais a atuação do crime organizado tem que ser dificultada”, afirmou. Operação mira articulação do CV Em meio à escalada da disputa, a Polícia Militar realiza nesta quarta-feira operações simultâneas em comunidades da Zona Norte do Rio e em Duque de Caxias. A ação foi desencadeada a partir de informações de inteligência que apontam para a realização de reuniões de integrantes do Comando Vermelho em comunidades da região. Segundo os levantamentos, os criminosos estariam articulando uma tentativa de avanço territorial sobre Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, localidades que formam o chamado Complexo de Israel. As cinco comunidades são apontadas como áreas de influência do Terceiro Comando Puro e vêm sendo alvo de recentes ações da Polícia Militar, que contribuíram para enfraquecer a atuação de grupos criminosos na região. A operação desta quarta-feira ocorre nas comunidades do Quitungo, Guaporé, Furquim, Dique e Ficap, na Zona Norte do Rio, além do Parque das Missões, em Duque de Caxias. De acordo com as informações de inteligência, o objetivo da operação é impedir a movimentação e a articulação de criminosos, conter a disputa territorial e evitar novas tentativas de expansão do Comando Vermelho sobre comunidades do entorno. A ofensiva também integra a estratégia da Polícia Militar de atuar preventivamente a partir de informações de inteligência, buscando interromper articulações criminosas antes que elas resultem em novos confrontos e preservar o controle territorial nas áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau. O cenário revela que a disputa iniciada na Baixada Fluminense ultrapassou os limites de Duque de Caxias e passou a envolver diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio, colocando comunidades sob ameaça de novos confrontos e obrigando as forças de segurança a intensificar as operações para impedir uma nova ofensiva territorial do crime organizado.

“Creio que não vamos ter problema?” Prints mostram supostos traficantes extorquindo moradores e comerciantes do Complexo de Israel (TCP). Origem não foi confirmada

Prints divulgados nas redes sociais mostram supostos traficantes que seriam do Complexo de Israel exigindo dinheiro de moradores e comerciantes. Um deles se identifica como responsável pela Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica Pau. Ele disse que teria umas pessoas presas na Cidade da Polícia e estavam fazendo contatos com todos os moradores e comerciantes da comunidade para fechar um valor que poderia ser entre 50 e 100 reais. Ele ainda fez uma ameaça velada. “Creio que não vamos ter problema?” Não há claro confirmação de que se tratam mesmo de traficantes do Complexo de Israel Já houve histórias em que pessoas se passavam por milicianos e traficantes para extorquir os outros mas fica o registro da denúncia.

Verdade ou mentira? Filho de Lacoste (TCP) anuncia que traficante abandonou o crime e deixou o Rio, publicou repórter

O jornalista Bruno Assunção divulgou em suas redes sociais uma mensagem atribuída ao filho do traficante Lacoste, apontado pela polícia como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Serrinha, em Madureira. Segundo a publicação, o criminoso teria decidido abandonar o tráfico e deixado o Rio de Janeiro. Na mensagem, o filho comemora a suposta decisão do pai: “Melhor notícia, pai. O senhor foi embora, graças a Deus. Quanto eu pedi a Deus por esse momento. Que Deus proteja sua viagem. Quem dizia que você nunca ia sair dessa vida… Te amo, pai. Uma nova vida, um novo recomeço. Felizão, porra, meu pai saiu!” A informação, porém, não significa que Lacoste tenha efetivamente deixado o crime. Até o momento, trata-se de uma declaração atribuída ao filho do traficante, e não de uma confirmação oficial de que ele tenha abandonado as atividades criminosas. Lacoste, também conhecido pelos apelidos de Flamengo, WC e Salomão, é apontado pelas autoridades como uma das lideranças do TCP. O Portal dos Procurados oferece recompensa por informações que levem à sua prisão. O Complexo da Serrinha reúne as comunidades da Serrinha, Fazenda, Patolinha, São José e Dendezinho e é considerado uma importante área de atuação do TCP na Zona Norte do Rio. Segundo informações policiais, a região possui pontos de venda de drogas e circulação de criminosos fortemente armados. Lacoste também é apontado como envolvido em disputas territoriais entre o TCP e o Comando Vermelho. Entre os episódios atribuídos ao criminoso está uma invasão ao Morro do Cajueiro. Durante um confronto na região, o menino Ryan Gabriel Pereira dos Santos, de 4 anos, foi baleado enquanto estava na rua com o avô. A criança chegou a ser levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. Lacoste estaria envolvido na recente guerra que eclodiu em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, estando do lado dos milicianos contra o CV. De acordo com o Portal dos Procurados, Lacoste possui mandados de prisão por homicídio e associação para o tráfico de drogas. Ele também é considerado foragido do sistema penitenciário desde 2007, quando deixou o Instituto Penal Plácido Sá de Carvalho durante o regime semiaberto e não retornou à unidade. Outros traficantes já anunciaram que deixariam o crime A história de um traficante que supostamente decide abandonar a criminalidade, entretanto, não é inédita no Rio de Janeiro. Outros criminosos conhecidos já fizeram declarações semelhantes e posteriormente voltaram a aparecer em investigações policiais. Um dos casos mais conhecidos é o de Celsinho da Vila Vintém. Depois de passar cerca de 20 anos preso, o criminoso afirmou que havia abandonado o tráfico e passou a se dedicar à criação de porcos. Anos depois, porém, voltou a ser preso, acusado de atuar como elo entre integrantes do Amigo dos Amigos (ADA) e do Comando Vermelho. Outro episódio envolve Facão, apontado como um dos fundadores do TCP. Depois de deixar a prisão, chegou a ser divulgado que ele havia abandonado o crime e passado a trabalhar no AfroReggae. Posteriormente, porém, o criminoso voltou a ser alvo das autoridades e acabou preso acusado de envolvimento na morte de um policial militar. Há ainda o caso de Chapola, que comandava o Morro do Dendê, na Ilha do Governador. Também circularam informações de que ele teria abandonado a criminalidade e se mudado para Minas Gerais. O traficante acabou preso naquele estado e foi solto neste ano.

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