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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Alvo de operação que descobriu elo de facções brasileiras com a Al Qaeda já havia sido investigado desde 2018 por suspeitas de terrorismo e comércio irregular no Mercado Livre

Um dos alvos da Operação Hawala, deflagrada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), já havia sido investigado pela Polícia Federal desde 2018 por suspeitas que chegaram a envolver possível financiamento ao terrorismo e negociações irregulares de mercadorias pela internet. Trata-se do empresário Reda Zayoun, integrante de um núcleo de empresários de origem libanesa denunciado por participação em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 100 milhões em benefício de facções criminosas. Ele foi preso no Paraná. Documentos da Justiça Federal mostram que, em janeiro de 2018, a Polícia Federal representou pela expedição de mandados de busca e apreensão contra Reda Zayoun, E outros dois estrangeiros após receber denúncias de movimentações consideradas suspeitas em um apartamento localizado na Rua do Riachuelo, na Lapa, região central do Rio. Segundo a investigação da época, moradores do condomínio relataram que os estrangeiros utilizavam diariamente um maçarico e uma bacia metálica dentro do imóvel. Ao comparecerem ao local acompanhados pelo chefe de segurança do condomínio, agentes da Polícia Federal tentaram contato com os moradores, mas ninguém abriu a porta, embora houvesse indícios de que havia pessoas no interior do apartamento. Durante as diligências, os policiais também constataram que Reda Zayoun e Yasser Zayoun (outro alvo da operação de hoje) e um comparsa estavam em situação migratória irregular no Brasil. Suspeitas chegaram a envolver terrorismo Na representação encaminhada à Justiça Federal, a Polícia Federal sustentou que os elementos reunidos até aquele momento poderiam indicar, em tese, a prática de crimes contra a ordem econômica e até possíveis infrações previstas na Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016). O Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente à busca e apreensão, entendendo que a denúncia anônima, a utilização constante de maçarico, a situação migratória irregular de parte dos investigados e a recusa em permitir a entrada dos agentes formavam um conjunto mínimo de indícios suficiente para justificar a medida cautelar. A Justiça Federal autorizou a operação em 31 de janeiro de 2018, determinando buscas para apreensão de eventuais peças de ouro comercializadas ilegalmente, armas, munições, maçaricos e outros objetos que pudessem comprovar os crimes investigados. Dinheiro apreendido teria origem em vendas pelo Mercado Livre Durante o cumprimento do mandado, em fevereiro de 2018, os policiais federais não encontraram armas, ouro ou qualquer material que confirmasse as suspeitas iniciais. Entretanto, apreenderam R$ 186 mil em espécie. Posteriormente, Reda Zayoun ingressou na Justiça alegando que o dinheiro era proveniente da venda de peças de reposição para celulares comercializadas pela plataforma Mercado Livre, atividade desenvolvida em sociedade com um homem chamado Yago. Segundo sua versão, Yago era responsável pela movimentação financeira do negócio, enquanto Reda realizava a compra das mercadorias em lojas físicas de São Paulo, efetuando pagamentos à vista e em dinheiro. Para comprovar a origem dos recursos, foram apresentados extratos bancários e comprovantes de saques realizados na plataforma Mercado Pago. Operação Hawala Sete anos depois, o nome de Reda Zayoun voltou ao centro das investigações. Nesta quarta-feira, a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) deflagraram a Operação Hawala, que busca desmontar uma das maiores estruturas de lavagem de dinheiro já identificadas no Estado do Rio de Janeiro. A investigação começou a partir de apurações sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos, na região central do Rio. Ao longo das diligências, os investigadores descobriram que a organização financeira responsável por ocultar recursos do TCP também prestava serviços para outras facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, entre 2021 e 2024, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões utilizando dezenas de empresas de fachada espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Essas empresas eram usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados. As investigações revelaram uma sofisticada engenharia financeira baseada em depósitos fracionados, utilização de “laranjas”, sucessivas transferências entre empresas ligadas ao grupo, ocultação patrimonial e movimentações incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos investigados. O trabalho contou com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil. Os investigadores também identificaram um núcleo de empresários de origem libanesa, integrado por Reda Zayoun, Yasser Zayoun e Kassem Zayoun, apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos. Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais teriam sido utilizadas para movimentar valores entre operadores financeiros, empresas de fachada e integrantes das organizações criminosas. Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi a identificação de movimentações relacionadas à Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), região historicamente monitorada por autoridades nacionais e internacionais devido à atuação de redes de lavagem de dinheiro e financiamento de organizações terroristas. Além disso, a Polícia Civil afirma ter identificado uma relação comercial entre empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, apontado como integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. Segundo os investigadores, essa possível conexão internacional ainda será aprofundada com a análise do material apreendido durante a operação. Ao todo, a Operação Hawala cumpre 10 mandados de prisão, 37 mandados de busca e apreensão e diversas medidas de bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de bens e participações societárias nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Até o momento, oito investigados já foram presos, enquanto as diligências prosseguem para identificar outros integrantes da organização e rastrear novos ativos financeiros ligados ao esquema. 22 denunciados O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 22 pessoas acusadas de integrar uma ampla rede de lavagem de dinheiro que opera para variadas facções criminosas do Brasil. Nesta quarta-feira (15/07), a Polícia Civil, pela Delegacia de Defesa dos

Peixão (TCP) estaria planejando atacar base de Beira Mar (CV) no RJ, diz repórter

O repórter Bruno Assunção publicou em suas redes sociais que obteve informações que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), estaria planejando uma ofensiva para tentar invadir a Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que é a principal base de Fernandinho Beira Mar no RJ. A comunidade Beira-Mar é considerada uma área estratégica pela localização. O território fica próximo a importantes vias de ligação da região metropolitana, à Baía de Guanabara e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. A região também é conhecida historicamente por ter sido um dos principais redutos do Comando Vermelho (CV). O nome da comunidade ganhou projeção nacional nas décadas de 1990 e 2000 por causa de Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, uma das lideranças mais conhecidas do Comando Vermelho. Ele construiu sua trajetória no tráfico de drogas com forte atuação na região da Baixada Fluminense antes de ser preso em 2001. Segundo as informações obtidas, Peixão retornou ao Rio de Janeiro há cerca de um mês e, no último fim de semana, realizou uma festa em Vigário Geral para marcar os 19 anos de domínio do TCP na região. O evento foi marcado como uma demonstração de força da facção, que tenta ampliar sua área de influência. Além da possível investida contra a Beira-Mar, a liderança do TCP também estaria buscando avançar sobre outras áreas próximas ao Complexo de Israel, como as comunidades do Dourado e Tinta, em Cordovil, regiões próximas ao Quitungo e ao Complexo da Penha. Essas comunidades há dias têm sido palco de tiroteios e registrou uma chacina de sete mortos no último fim de semana. Peixão também está em guerra com traficantes do CV no Jardim América.

Polícia encontrou cabeça humana em local onde ocorreu explosão em Curicica

Equipes do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) foram acionadas para uma ocorrência de explosão na comunidade Dois Irmãos, em Curicica, supostamente ligada à disputa entre grupos criminosos rivais. O fato ocorreu ontem de noite na sede da associação de moradores. Durante as buscas, os cães farejadores localizaram uma cabeça humana dentro de um saco plástico em uma área apontada como possível cemitério clandestino. Na varredura, também foram encontrados vestígios de explosões compatíveis com artefatos explosivos improvisados (AEIs), que podem ter sido lançados por drones. Os pontos atingidos incluem uma residência, um templo religioso e uma via pública. As investigações seguem para identificar os responsáveis e esclarecer todos os fatos A comunidade Dois Irmãos é controlada pela milícia do Capitão América e tem sido alvo de traficantes do Comando Vermelho. . Traficantes da Tropa do Tricolor (CV) já haviam anunciado a intenção de invadir as áreas dominadas pela milícia do Capitão América. Eles estão chamando os membros da milícia para pularem através das redes sociais.

Cardápio do crime: Traficantes do CV inovam com cartazes e pagamento via PIX em Niterói*

Criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que controlam o tráfico de drogas no Morro do Juca Branco, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, anunciavam a venda de drogas em cartazes expostos no local. Nas placas, havia um cardápio com as drogas e seus preços e a informação de que os viciados podem pagar com PIX. Os presos e o material apreendido foram conduzidos à delegacia. A descoberta foi feita por policiais do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 12°BPM (Niterói), na tarde desta segunda-feira, dia 13 de julho. Os PMs foram até a Rua Magnólia Brasil para verificar denúncia de que havia homens armados na prática de tráfico de entorpecentes e quando chegaram no endereço constataram a veracidade da informação. Assim que notaram a aproximação dos policiais, os traficantes correram tentando fugir, mas quatro deles foram alcançados e detidos durante cerco tático. Com o quarteto, os PMs apreenderam uma pistola e grande quantidade de drogas. As informações são da jornalista Roberta Trindade

ADA fez uma série de ataques ao TCP em Campos e deixou rastro de sangue. VIDEO

Integrantes dos Amigos dos Amigos (ADA) realizaram quatro ataques contra o TCP em Campos dos Goytacazes, em represália à morte de um gerente da facção no mês passado. O primeiro ataque ocorreu no Morro do Coco, onde os criminosos executaram dois irmãos dentro de uma residência. O segundo foi em Santa Clara, onde um homem foi morto e outros dois ficaram feridos. O terceiro aconteceu no Eldorado, mas os traficantes do TCP já estavam preparados e conseguiram repelir a investida dos rivais. O quarto ataque ocorreu no Codin, onde os criminosos executaram um homem.

Veja quem é o traficante responsável pela política expansionista da quadrilha de Peixão (TCP)

Jorge Diego Cardozo Martins, de 39 anos, conhecido no meio criminoso como Jamelão, é apontado como o braço direito de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, sendo considerado um dos principais nomes da organização criminosa em atuação nas ruas. Jamelão é apontado como o principal financiador das sucessivas ofensivas da facção nas regiões do Tinta, Dourados, Quitungo e Guaporé, em Brás de Pina. Atualmente, Jamelão dividiria a posição de número dois na hierarquia do Complexo de Israel com Aldo Malaquias Santa Rosa, conhecido como Sardinha da Cidade Alta, irmão de Peixão. Além da atuação no tráfico de drogas, ele também é apontado como um dos chefes de uma organização especializada em roubos de cargas e veículos em toda a Baixada Fluminense. Ao lado de Sardinha, ainda seria um dos responsáveis pela ampliação do uso de tecnologias pela facção, incluindo drones e os chamados “capetinhas”, equipamentos utilizados para bloqueio de sinais de comunicação. Após a morte de Geremias, conhecido como Rei do Fumo, Jamelão teria assumido parte da coordenação da política expansionista doa quadrilha de Peixão em diversos territórios da Baixada Fluminense. Entre as áreas citadas estão as comunidades de Aymoré, Inferninho, Nova Brasília e Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, além de Parque Paulista e Massapê, em Duque de Caxias. Segundo as informações, ele também seria responsável por coordenar o envio de reforços e armamentos para comunidades sob influência de Peixão na Baixada Fluminense. Com a perda de diversos integrantes considerados estratégicos da facção na região, Jamelão também teria passado a auxiliar na logística de comunidades de Belford Roxo, entre elas Morro do Machado, Morro das Pedrinhas e Gogó da Ema. Jamelão também é apontado como um dos articuladores dos antigos confrontos entre o TCP e o Comando Vermelho (CV) nas localidades de Imbariê, Santa Lúcia e Rodrigues, em Duque de Caxias. Em 2024, ainda segundo as informações, teria comandado a expansão da facção para áreas que até então não possuíam atuação do tráfico, como os complexos do Mirante e do Mangue Seco, em Pilar, além de costurar acordos com milicianos da região do Parque Santo Antônio (PSA). Essa ofensiva tinha como objetivo estabelecer um novo reduto para abrigar Peixão, que à época era alvo de operações policiais frequentes em Parada de Lucas. Atualmente, os traficantes que ocupavam essas localidades teriam sido redistribuídos entre o Parque Paulista, em Duque de Caxias, e o Buraco do Boi, em Nova Iguaçu. Mais recentemente, Peixão, também conhecido pelo apelido de Moreno, teria assumido parte do controle do tráfico no Morro do Danon, em Nova Iguaçu, utilizando a comunidade como base para investidas do TCP contra áreas controladas pelo Comando Vermelho em Mesquita, incluindo as comunidades da Barreira e do Alto Uruguai. Em imagens divulgadas na Internet, ele aparece usando cordões de ouro com inscrições de versículos bíblicos ao lado do MC FL, identificado como um dos porta-vozes da facção, durante a festa em comemoração aos 19 anos do domínio da comunidade de Vigário Geral pelo TCP, realizada na madrugada do último sábado (11). Jamelão também foi visto ao lado de Peixão e de seus seguranças durante a festa que celebrou os 19 anos do domínio do Terceiro Comando Puro sobre a região da Parada Geral.

Veja a publicação que mostra que Fernandinho Beira-Mar estava incluído na lista do governo dos EUA

Um documento oficial do governo dos Estados Unidos ao qual a reportagem teve acesso confirma a matéria do jornal Extra que o traficante brasileiro Luis Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, foi incluído na lista de pessoas classificadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) como relacionadas ao tráfico internacional de drogas. O registro faz parte da lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do Departamento do Tesouro americano e identifica Beira-Mar pelo nome completo, apelido, data de nascimento e local de nascimento. No documento, Luis Fernando da Costa (a.k.a. Fernandinho Beira-Mar) aparece com data de nascimento em 4 de julho de 1967 e local de nascimento no Rio de Janeiro, Brasil. A classificação indicada é SDNTK, sigla usada pelo governo americano para identificar pessoas vinculadas ao tráfico internacional de entorpecentes. Além do brasileiro, o mesmo documento lista outros nomes apontados pelo governo dos Estados Unidos como integrantes ou relacionados a redes internacionais de narcotráfico. Entre eles está o mexicano Ismael Zambada Garcia, conhecido como “El Mayo Zambada”, apontado como um dos históricos líderes do cartel de Sinaloa. O registro também cita Eduardo Gonzalez Quirarte, do México, com diferentes nomes falsos atribuídos a ele. A lista inclui ainda Haji Ibrahim, do Paquistão; Samuel Knowles, das Bahamas; Oded Tuito, de Israel, que aparece com diversos nomes alternativos; e Mario Ernesto Villanueva Madrid, ex-governador do estado mexicano de Quintana Roo. Segundo o documento, todos esses nomes estavam classificados pelo OFAC na categoria SDNTK, relacionada ao narcotráfico internacional. A lista também registra alterações em outros nomes. Um deles é Kassim Abbas, identificado como cidadão iraquiano e com endereço posteriormente atualizado para a Alemanha. O documento informa ainda a retirada de Lieride Agudelo Galvez, da Colômbia, da lista de sanções do OFAC. A inclusão de Fernandinho Beira-Mar no cadastro americano demonstra que o governo dos Estados Unidos passou a tratá-lo oficialmente como um alvo de sanções relacionadas ao narcotráfico internacional, com possibilidade de restrições financeiras e comerciais dentro da jurisdição americana. O documento obtido pela reportagem, no entanto, é um registro histórico. A presença do nome de Beira-Mar na lista do OFAC não representa uma nova inclusão, mas confirma uma classificação feita pelo governo americano nos anos 2000. Quem é Beira-Mar Beira-Mar como um dos principais líderes da organização criminosa conhecida como Comando Vermelo), com atuação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Complexo de Manguinhos, Complexo do Jacarezinho, Complexo do Chapadão, Complexo do Alemão, todas na capital fluminense, no Complexo do Salgueiro, em Niterói, nos municípios de Macaé, Petrópolis, Rio das Ostras, e, ainda, no Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela. Ele possui uma extensa ficha criminal com oitenta e seis anotações, incluindo tráfico nacional e internacional de drogas, tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, organização criminosa transnacional, homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, corrupção ativa, entre outros delitos. No ano de 1999, após se evadir do sistema penitenciário fluminense, o agravante se aliou às FARC ¿ Forças Revolucionárias da Colômbia, passando a viver nas selvas deste país, oportunidade em que expandiu a mercancia de drogas a outros países da América do Sul. Dados de inteligência indicam que em 2000, o traficante implementou planos de ameaças a membros do Ministério Público que o investigavam. No ano de 2001, foi preso na selva colombiana. Contudo, mesmo encarcerado, o agravante manteve suas atividades ilícitas, utilizando-se de pessoas próximas e familiares para representá-lo. Nesta perspectiva, consta que somente na 62ª Delegacia de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, situada em Imbariê, Duque de Caxias, existem quarenta e três procedimentos, instaurados entre os anos de 2019 e 2022, que investigam a atuação do agravante e de seus asseclas na prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa, roubo de carga, entre outros. Informações do DEPEN revelam, ainda, histórico de indisciplina do agravante em unidades prisionais. Em 2015, foi condenado a cento e vinte anos de reclusão pelo Tribunal do Júri, em razão de ser o mandante do homicídio de quatro integrantes de facção rival no interior do presídio Bangu I, durante uma rebelião ocorrida no ano de 2002.

PM executado teve celular alvo de pedido de quebra de sigilo após flagrante com 139 kg de cocaína do CV. Objetivo era ampliar as informações sobre seu envolvimento com a facção

Sobre a morte do sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, executado com mais de 20 tiros no último fim de semana, em Jacarepaguá, vale lembrar que, quando foi preso em flagrante, em outubro de 2023, transportando 139 quilos de cocaína que, segundo a investigação, seriam destinados a uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho, a Polícia Civil representou à Justiça pela quebra do sigilo dos dados de seus telefones celulares e do conteúdo armazenado na conta iCloud. No pedido, a autoridade policial sustentou que o acesso aos aparelhos era essencial para aprofundar as investigações e identificar o maior número possível de integrantes da organização criminosa. A representação destacava que a perícia nos celulares poderia revelar contatos, conversas em aplicativos como WhatsApp, Telegram e Messenger, histórico de chamadas, fotografias, vídeos, e-mails, registros de navegação e outras informações capazes de esclarecer a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso. Até o momento, porém, não há informação pública sobre o desfecho desse pedido. Não se sabe se a Justiça autorizou a quebra do sigilo dos aparelhos e dos dados armazenados em nuvem, nem se a análise do material levou à identificação de outros integrantes da organização criminosa ou à obtenção de novos elementos para a investigação. Segundo a Polícia Civil, embora a extração dos dados não se confunda com interceptação telefônica, a medida depende de autorização judicial por envolver o acesso a informações protegidas pelo direito à intimidade. Por esse motivo, foi solicitado o afastamento do sigilo dos aparelhos apreendidos e do conteúdo armazenado na nuvem para subsidiar o avanço das investigações. A execução do policial militar voltou a chamar atenção para esse episódio. Veículos de imprensa do Rio de Janeiro têm divulgado que Yuri Luiz Desiderati Ribeiro era apontado como homem de confiança do traficante Abelha, que até pouco tempo figurava entre as principais lideranças do Comando Vermelho. Como foi a operação A operação que prendeu Yuri na época ocorreu da seguinte forma. Agentes estavam em operação desencadeada pela Polícia Civil no Complexo de favelas da Maré e da Penha, e na Cidade de Deus; Q Em dado momento da operação, dados de inteligência deram conta de que um caminhão branco, placa BCZ7I96, com certa carga de drogas estaria em fuga do Complexo de Favelas da Penha, por conta da operação policial; Que em razão disso, a equipe iniciou buscas nas principais rodovias lindeiras ao Complexo da Penha, quando de repente, a equipe avistou o veículo, decidindo por abordá- lo, na Avenida Brasil, altura da Cidade Alta/RJ; Durante a abordagem, foram identificados o motorista e o policial militar. Ao revistarem o baú daquele caminhão, os agentes constataram se tratar de uma carga de cocaína em caixas de papelão;

Suposta perseguição do CV na Bolívia teria levado Peixão (TCP) de volta ao Brasil

Circulam nas redes sociais informações que, até o momento, não receberam confirmação oficial das autoridades, dando conta de que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, teria retornado ao Brasil após permanecer por um período na Bolívia. Segundo esses relatos, o criminoso teria deixado o país vizinho porque estaria sendo alvo de uma suposta perseguição de integrantes de uma facção rival. Ainda de acordo com essas informações, a suposta ordem para caçá-lo teria partido do traficante conhecido como Zeus, apontado como integrante do Conselho do Comando Vermelho. Oriundo da Região Norte do país, Zeus atualmente é apontado como uma das principais lideranças da facção na comunidade da Muzema, localizada no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Os mesmos relatos afirmam que, diante da alegada ameaça, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam providenciado a retirada de Peixão da Bolívia, permitindo seu retorno ao território brasileiro. Não há, contudo, confirmação oficial sobre essa versão dos fatos. Na época em que familaires de Peixão foram detidos por policiais rodoviários indo para a Bolívia, chegou a ser publicado que membros do PCC estavam dando segurança ao traficante carioca. Já de volta ao Rio de Janeiro, Peixão voltou a desafiar e a debochar das autoridades. No último fim de semana, o traficante teria promovido um grande baile em Vigário Geral para celebrar os 19 anos da ocupação das comunidades que compõem o chamado Complexo de Israel. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a presença de diversos MCs e de criminosos portando fuzis durante o evento. VEJA OS VÍDEOS: https://twitter.com/CDFNOTICIA/status/2076421030763991432/video/3 https://twitter.com/RioWarz21/status/2076666120510071275/video/2

Após chacina em Cordovil, muitos moradores abandonaram suas casas e favela virou uma ‘cidade fantasma’. VIDEO

Segundo denúncia da página TV Complexo, após a chacina ocorrida na madrugada de sábado na comunidade do Dourado, em Cordovil, muitos moradores fugiram às pressas da localidade deixando suas casas; “Parece uma cidade fantasma. O medo se instaurou. As pessoas estão se mudando às pressas, pegando suas coisas e abandonando suas casas. Eles vivem em um verdadeiro caos”, relatou o vídeo publicado na página. VEJA VÍDEO https://www.instagram.com/reels/DatSRbZNjAQ/ Pelo menos sete pessoas teriam morrido em uma invasão de traficantes do Terceiro Comando Puro. Entre os mortos está Karolaine Nascimento Neves, de 22 anos, jovem autista que teve o corpo jogado em um valão. Segundo sua irmã, ela teria sido abusada sexualmente. Em meio a chacina, os traficantes acusados do crime foram filmados em um baile funk neste fim de semana no Complexo de Israel, com show de MC famoso, fuzis e a presença do chefão do tráfico, vulgo Peixão, que voltou da Bolívia. VEJA VIDEO: https://www.instagram.com/p/DatPR-JKlyc/ Os bandidos do TCP debocharam da chacina Um mês antes da chacina, os traficantes ligados a Peixão haviam dado um baque no Dourado e mataram dois traficantes do CV.

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