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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

MAIS UM ESCÂNDALO REVELADO: Quase 4 anos depois, Justiça tira das ruas PMs acusados de arrancar propina em euros de turista na Estrada do Joá

Quase quatro anos após um escandaloso caso de corrupção policial ocorrido na Zona Sul do Rio, a Justiça Militar decidiu afastar das ruas três policiais militares acusados de extorquir um turista estrangeiro durante uma abordagem na Estrada do Joá, em São Conrado. A decisão foi assinada pelo juiz da Auditoria da Justiça Militar que recebeu denúncia do Ministério Público contra um 2º sargento, um 3º sargento e um cabo da PM pelo crime de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida usando o cargo. Segundo a denúncia, os PMs teriam exigido 2.500 euros de um passageiro estrangeiro após abordarem o veículo de aplicativo em que ele estava. Apesar da gravidade das acusações, a decisão que afastou os policiais da atividade operacional só ocorreu anos após o episódio, ocorrido em junho de 2023, fato que chama atenção diante da denúncia de corrupção envolvendo agentes armados em serviço. Abordagem terminou em suposta cobrança de propina em euros De acordo com o Inquérito Policial Militar, o caso aconteceu por volta das 18h50 na Estrada do Joá. A vítima estava em um carro de aplicativo quando foi abordada pela equipe policial. Segundo o Ministério Público, os agentes obrigaram o passageiro a desembarcar enquanto realizavam revista pessoal e inspeção da bagagem. Durante a abordagem, a vítima informou que carregava determinada quantia em euros. Em seguida, os policiais encontraram medicamentos na mala do passageiro. Foi nesse momento, segundo a denúncia, que os agentes passaram a afirmar que o estrangeiro seria conduzido para a delegacia. O Ministério Público afirma que o 2º sargento iniciou então uma conversa reservada com a vítima, enquanto os outros dois PMs permaneceram próximos, garantindo apoio e “superioridade numérica” durante a ação. Ainda segundo a acusação, o policial exigiu o pagamento de 2.500 euros para não levar o passageiro à delegacia. Após entregar o dinheiro, a vítima foi liberada e seguiu viagem. Justiça vê “risco inaceitável” em manter PMs nas ruas Ao receber a denúncia, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes para abertura da ação penal e classificou a conduta investigada como extremamente grave. Na decisão, o magistrado afirmou que os policiais, em tese, utilizaram o cargo e a função pública para exigir vantagem indevida da vítima. O juiz destacou ainda que a permanência dos acusados na atividade policial ostensiva representa ameaça à sociedade. “As condutas são especialmente reprováveis por terem se valido de seus cargos para exigirem quantia indevida da vítima, violando a proteção desta e constituindo risco inaceitável para a sociedade”, destacou a decisão. Diante disso, a Justiça determinou: Os três permanecerão apenas em funções administrativas até nova decisão judicial. Investigação reuniu escalas, registros e documentos internos Segundo a decisão, o Inquérito Policial Militar reuniu: A Justiça Militar entendeu que a denúncia do Ministério Público descreve de maneira individualizada a participação de cada policial no caso. Os PMs responderão pelo crime de concussão, previsto no Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão. O processo seguirá agora para a fase de instrução criminal na Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Sessão de tortura em Bonsucesso: PMs teriam usado barras de ferro e spray de pimenta contra suspeito rendido. Depois de quase três anos, envolvidos foram afastados das ruas

IDepois de quase três anos, a Justiça Militar suspendeu o exercício de função pública de dois PMs acusados de aplicar golpes com barras de ferro e de madeira, além da utilização de spray, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal a uma pessoa que não foi identificada nos autos suspeita de furto a residência, O relatório aponta que, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 00h40min, na rua Bonsucesso, no bairro Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ, os PMs . Na ocasião, os PMs foram acionados para verificação da possível prática de furto a uma residência no endereço Ao chegarem ao local, se depararam com um suspeito, ainda não identificado e autor do suposto delito, momento em que os agentes, como forma de punição, iniciaram as agressões com a utilização de barra de ferro, pedaço de madeira e uso de spray contra a vítima. Tais atos de violência duraram cerca de 4 (quatro) minutos e foram capturados pelas imagens juntadas. Cessadas as agressões, os PMs liberaram a vítima e voltaram ao patrulhamento de rotina. A decisão judicial determinou que os PMs envolvidos não sejam escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa; O Inquérito Policial Militar foi instaurado com a finalidade de apurar possível crime de tortura cometido pelos policiais durante o serviço, bem como eventual prática de ilícitos por parte dos militares responsáveis pelo registro dos fatos. A apuração preliminar se deu por análise da oitiva dos investigados, do Termo de Análise de Vídeo e do Laudo Pericial de Exame Audiovisual, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam fatos e imagens que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

“Ele Implorava Pela Vida”: Ligação Ao Vivo Coloca Chefão do CV do Castelar no Centro de Execução Brutal

Apontado pela polícia como chefe do tráfico no Castelar, área dominada pelo Comando Vermelho, José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, virou réu por homicídio em um caso marcado por um detalhe chocante: testemunhas afirmam ter ouvido, em uma ligação telefônica ao vivo, os últimos momentos de desespero da vítima antes da execução. Segundo a investigação, Ary teria sido sequestrado por traficantes da facção e levado para um “acerto de contas” dentro da comunidade. Durante o trajeto, uma testemunha afirma que permaneceu em chamada com a vítima e escutou criminosos dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” nele. O relato é considerado um dos pontos mais pesados do processo. De acordo com o depoimento, Ary começou a implorar pela própria vida enquanto era cercado pelos traficantes. Pouco depois, ainda durante a ligação, foram ouvidos os disparos de arma de fogo que teriam colocado fim à execução. Outra testemunha contou que viu o momento em que traficantes do Comando Vermelho telefonaram para Soró avisando que a vítima já estava no local do chamado “acerto”. Para os investigadores, os depoimentos indicam que a execução teria acontecido sob ordens diretas do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do CV no Castelar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Soró pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entendendo que existem indícios suficientes para abertura da ação penal. Apesar da gravidade do caso e do conteúdo explosivo dos depoimentos, o juiz negou o pedido de prisão preventiva. Na decisão, o magistrado reconhece a existência de indícios contra o acusado, mas afirma que ainda não há testemunhas que tenham presenciado diretamente o momento do assassinato. O juiz também destacou que não existem provas de que Soró esteja ameaçando testemunhas ou tentando interferir na investigação. Com isso, o traficante continuará respondendo ao processo em liberdade enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Outro crime Soró também aparece como acusado em outro processo extremamente violento investigado pela Justiça. Desta vez, o traficante apontado como chefe do Comando Vermelho no Castelar é citado como um dos envolvidos na execução de Kauã, conhecido como “Cobrinha”. Segundo a denúncia do Ministério Público, Kauã vinha sofrendo ameaças havia semanas após uma briga envolvendo integrantes ligados ao tráfico. O processo aponta que, dias antes do assassinato, criminosos já haviam feito ataques de intimidação contra a vítima, chegando a disparar tiros em sua direção em diferentes ocasiões. No dia do crime, Kauã foi cercado por quatro homens em duas motos quando voltava para casa após uma confraternização. O próprio pai da vítima afirmou à polícia que presenciou a emboscada. De acordo com o depoimento, um criminoso conhecido como “Cabeludo” teria sido o responsável pelos disparos, enquanto “Mateus” conduzia a moto usada na execução. Mesmo baleado, Kauã ainda tentou correr para dentro de casa, mas acabou atingido antes de conseguir escapar. Outro detalhe pesado do processo é que um dos acusados presos admitiu participação no ataque durante depoimento à polícia. Segundo ele, o assassinato teria ligação direta com a guerra entre facções criminosas rivais. A Justiça entendeu que existem provas e indícios suficientes contra os envolvidos e decretou a prisão preventiva dos acusados, incluindo Soró. Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a violência empregada na execução.

Processo sigiloso revela novos detalhes da engrenagem milionária atribuída ao Comando Vermelho e aponta rota financeira, armas e drogas entre Rio, Taubaté e Paraguai

Documento que embasa pedido de bloqueio de bens descreve movimentações financeiras, conexões entre Rio, interior paulista e exterior e cita estabelecimento comercial apontado como peça do esquema investigado Relatório usado para pedir bloqueio de bens descreve esquema que, segundo investigadores, abastecia aquisição de drogas e armas e permitia circulação de recursos em negócios formais Um relatório anexado a um processo que corre sob sigilo judicial trouxe novos detalhes sobre a investigação que mira uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão. Diferentemente das etapas anteriores da apuração, já conhecidas, o documento descreve como investigadores afirmam que o dinheiro teria circulado entre empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo. Segundo o relatório, a engrenagem investigada teria sido construída para cumprir duas funções estratégicas: manter o abastecimento de drogas e armamentos vindos do exterior e permitir que recursos obtidos com atividades criminosas fossem reinseridos na economia formal sem chamar atenção dos órgãos de controle. A peça descreve uma rede baseada em contas bancárias, empresas e sucessivas transferências financeiras. O documento aponta movimentações consideradas incompatíveis com rendimentos declarados, além de depósitos pulverizados, operações fracionadas e circulação contínua de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, parte do dinheiro arrecadado no Rio de Janeiro era concentrada fora do estado antes de seguir para outras etapas da operação financeira. O relatório cita conexões com Taubaté, no interior de São Paulo, onde operadores seriam responsáveis por centralizar valores e redistribuir recursos. Outro eixo descrito no documento ultrapassa as fronteiras nacionais. Segundo os investigadores, o Paraguai aparece como ponto relacionado ao fornecimento de drogas e armamentos, enquanto o fluxo financeiro teria sido estruturado para reduzir rastros e dificultar o acompanhamento das transações. O relatório sustenta ainda que a lavagem investigada não teria ocorrido apenas por meio de transferências bancárias tradicionais. Empresas formais e atividades comerciais aparecem como parte da engrenagem descrita pelas autoridades. Entre elas está um restaurante instalado dentro do Complexo do Alemão que, segundo a investigação, seria um dos principais instrumentos usados para movimentação financeira e inserção de recursos no mercado formal. Embora o empreendimento esteja registrado em nome de terceiro, o documento afirma que sua administração real estaria vinculada a outro investigado. As autoridades também apontam movimentações cruzadas entre pessoas já mencionadas em outros procedimentos criminais e empresas que, segundo o relatório, apresentariam volume financeiro incompatível com estrutura operacional ou faturamento declarado. Ao longo do documento aparecem ainda registros de depósitos repetidos em espécie, grande quantidade de operações em valores menores e circulação constante de dinheiro entre pessoas próximas aos investigados — incluindo familiares, empresas parceiras e intermediários financeiros. O relatório volta a mencionar o traficante conhecido como “Professor”, já falecido, apontado pelos investigadores como personagem central da estrutura financeira analisada no período apurado. O foco do documento, no entanto, não está na atuação territorial da facção, mas na manutenção da sua estrutura econômica. Com base nesses elementos, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao bloqueio de contas bancárias e à indisponibilidade de bens dos investigados. Na avaliação apresentada no processo, interromper o fluxo financeiro seria uma forma de atingir a capacidade operacional atribuída ao grupo. O processo segue sob sigilo e ainda não houve julgamento definitivo. Os elementos descritos no relatório correspondem à hipótese investigativa apresentada pelas autoridades para justificar as medidas cautelares. Essa versão ficou mais “matéria de portal policial-investigativo”: abre com impacto, entra no mecanismo, traz Taubaté, Paraguai, restaurante e movimentações — sem virar transcrição da peça.

DISQUE DENÚNCIA CONFIRMA UNIÃO ENTRE MAIOR MILÍCIA DO RJ E TCP NA ZONA OESTE CARIOCA

Segundo informações divulgadas pelo Portal dos Procurados do Disque Denúncia, a maior milícia do RJ teria se unido mesmo ao Terceiro Comando Puro na Zona Oeste do RIo. De acordo com a publicação, a aliança ocorre entre José Rodrigo Gonçalves Silva, vulgo “Sabão”, chefe do tráfico de drogas Vila Aliança e da Coreia, em Senador Camará, chamado de Cidade de Davi, e Paulo Roberto de Carvalho Martins, vulgo “Pl ou Jorjão, atual frente do grupo paramilitar. Ambos estariam juntos em mais diversos crimes como: extorsão, segurança, cobrança de taxas obrigatórias de moradores e comerciantes sob a falsa justificativa de oferecer proteção. PL e Jorjão estariam praticando na região monopólio de serviços, controle ilegal sobre o fornecimento de água e gás encanado, sinal clandestino de TV a cabo, internet e transporte alternativo (como vans).Especulação imobiliária, além da construção e venda irregular de imóveis muitas vezes em áreas de risco ou de preservação ambiental. A milícia já tinha se unido ao TCP da Serrinha na guerra com o Comando Vermelho na comunidade Vila Sapê, em Curicica, há alguns meses. Essa aliança do TCP com a milícia também se repetiria na Baixada Fluminense, com o grupo de PL aliado ao traficante Bicheiro da Maré que está preso para guerrear com a milícia de Juninho Varão e o Comando Vermelho em Seropédica e Itaguaí.

Justiça expõe bastidores dos “justiceiros” da Zona Sul: violência, ambição política e acusação de facção criminosa e milícia

Um relatório anexado a um processo que tramita na Justiça do Rio lançou novas luzes sobre a atuação dos chamados “justiceiros” da Zona Sul e aponta que líderes do grupo teriam utilizado o movimento como instrumento de projeção política e eleitoral. O caso voltou a ganhar repercussão nesta semana após novas movimentações judiciais envolvendo a página @anjosdaguarda.rio, ligada ao grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária”, conhecido por divulgar nas redes sociais ações violentas contra suspeitos de furtos em bairros como Copacabana, Botafogo, Flamengo e Leblon. Nos documentos apresentados à Justiça, os autores da ação sustentam que os responsáveis pelo movimento tinham “fins eleitoreiros” e buscavam capitalizar politicamente a imagem de “combatentes do crime” na Zona Sul carioca. O relatório cita nominalmente William Correia da Silva Junior, apontado como ex-funcionário comissionado da Prefeitura do Rio e candidato a vereador em eleições anteriores. Segundo os autos, ele teria utilizado o crescimento do movimento para ampliar sua projeção pública através de vídeos, ações de rua e patrulhamentos divulgados nas redes sociais. Outro nome citado é de um advogado apontado como aliado do grupo e ex-candidato à Prefeitura de Petrópolis. A ação sustenta que ambos teriam atuado “em concurso de agentes”, utilizando a repercussão do movimento para fortalecimento político e eleitoral. O relatório descreve o grupo como uma organização que passou a atuar de forma sistemática em áreas da Zona Sul promovendo ações de vigilantismo urbano. Segundo os autos, os integrantes realizavam perseguições, abordagens coletivas, espancamentos e exposições públicas de suspeitos, com ampla divulgação dessas ações nas redes sociais. Os documentos afirmam que adolescentes, moradores de comunidades e pessoas em situação de rua apareciam frequentemente nos vídeos publicados pelo grupo. A ação vai além e acusa o movimento de praticar racismo, tortura, exposição ilegal de menores, exercício arbitrário das próprias razões, usurpação de função pública e até formação de milícia privada. Em um dos trechos mais duros do processo, os autores afirmam que o grupo “atua como uma facção criminosa”, utilizando o discurso de combate à criminalidade como justificativa para ações violentas nas ruas. O relatório afirma ainda que o movimento teria começado em Copacabana e posteriormente ampliado atuação para Botafogo, Flamengo, Leblon e Centro do Rio. Os documentos mencionam que os integrantes montavam barracas em vias públicas, distribuíam panfletos e promoviam ações em áreas movimentadas para atrair apoio popular e transmitir aparência de organização oficial de segurança comunitária, apesar de não possuírem qualquer atribuição policial. Outro ponto explorado no processo é a tentativa dos organizadores de associar o grupo carioca a movimentos comunitários surgidos nos Estados Unidos. Segundo os autos, os responsáveis afirmavam publicamente que o projeto teria sido inspirado em organizações de patrulhamento urbano de Nova York. A narrativa, porém, é contestada pela entidade Guardian Angels Brasil, que acusa o grupo de deturpar a origem do movimento internacional criado em 1979 por Curtis Sliwa. Os documentos afirmam que os Guardian Angels originais nunca incentivaram agressões, perseguições violentas ou exposição pública de suspeitos. A ação também sustenta que o grupo utilizava a sensação de insegurança na Zona Sul para fortalecer apoio político. Segundo os documentos, o discurso de “combate ao crime” passou a ser explorado como ferramenta de mobilização eleitoral, principalmente através das redes sociais. Os autos afirmam que os integrantes utilizavam uniformes padronizados, promoviam ações filmadas, realizavam transmissões ao vivo e buscavam associação com autoridades e figuras públicas para ampliar legitimidade junto à população. Os documentos anexados ao processo ainda mencionam acusações de que vídeos publicados pelo grupo mostrariam jovens sendo perseguidos, agredidos e expostos publicamente antes de qualquer decisão judicial. Há também referências a episódios envolvendo perseguições próximas à praia, incursões em bairros da Zona Sul e até ataques contra adolescentes que retornavam para comunidades após passarem o dia na orla. Apesar de ter negado o pedido de retirada imediata da página do Instagram, a Justiça decidiu manter o processo em andamento e reconheceu a existência de controvérsias relevantes envolvendo a atuação do grupo. O magistrado determinou continuidade da produção de provas, incluindo possibilidade de perícia e apresentação de ata notarial. Com isso, o caso volta ao centro do debate público justamente em meio ao crescimento das discussões sobre grupos de “justiceiros” atuando nas ruas do Rio de Janeiro e os riscos da utilização do medo e da violência urbana como ferramenta de projeção política. Um dos citados, William, se posicionou nas redes sociais Alem da resposta jurídica , Tive que me posicionar aqui, para esclarecer alguns pontos sobre essa ação contra mim. Infelizmente nos população de bem segundo alguns, temos que aceitar essa realidade de violência . Esse menores roubam, agridem, mat@m e ainda devem ser mesmo protegidos até quando por essa lei? E cadê a nossa defesa? Cadê a lei para nos proteger? Por que só funciona pro lado dos vagabund0s? Até quando? Botar a cara desses gansos , seja menores ou não, mas em FLAGRANTE, após denúncias de VÍTIMAS, é errado pra quem? Precisamos SIM, saber a cara deles para nos protegermos e anteciparmos o crime, graças aos meus vídeos, muitos foram presos pois vítimas antigas reconheceram, outros certamente com medo da exposição pararam ou mudaram a rota… isso é um serviço para população, mas para alguns INCOMODA. Seguirei até onde eu puder para que os resultados que construí se mantenham e melhoram cada dia mais e que mais bairros tenham o mesmo! Mesmo achando um absurdo, decisão judicial se cumpre, então retirei os vídeos mencionados pelo @mprj.oficial e estou a disposição, como sempre, para maiores esclarecimento

ENTREVISTA BOMBÁSTICA: Ex-miliciano expulso do maior grupo paramilitar do RJ acusa chefão PL de vários homicídios e disse que não vai se entregar enquanto ele não for preso. “Vou guerrear com ele”. Ele disse que a milícia se aliou ao TCP e falou que empresário morto em Guaratiba era como um pai para ele. ASSISTA OS VIDEOS

O ex-miliciano Andrey Santos de Melo, conhecido como “Zero”, apontado como possível pivô da execução de um empresário em Guaratiba, concedeu uma entrevista explosiva à TV Record na qual fez graves acusações contra o atual chefe da maior milícia do Rio de Janeiro, Paulo Roberto de Carvalho Martins, o “PL”. Durante a entrevista, Zero afirmou que PL seria responsável por diversos homicídios na Zona Oeste, incluindo assassinatos de inocentes e até de policiais militares. Entre os casos citados está o do miliciano conhecido como “Fiel”, ex-assessor de uma deputada estadual investigada por suposta ligação política com a milícia. Segundo Zero, PL também teria ordenado uma chacina em Guaratiba, na semana passada, contra integrantes da própria quadrilha. O ex-miliciano afirmou ainda que há inúmeras pessoas desaparecidas em áreas dominadas pela organização criminosa na Zona Oeste do Rio. Em tom de ameaça e desespero, Zero declarou que pensa em se entregar às autoridades, mas disse que não fará isso enquanto PL continuar solto. Segundo ele, caso o rival permaneça em liberdade, existe a possibilidade de voltar à ativa para entrar em guerra contra o grupo criminoso. O ex-integrante da milícia também afirmou que vive escondido e que nem ele nem sua esposa conseguem mais trabalhar por medo de serem localizados e executados. Ao comentar o assassinato do empresário ocorrido em Guaratiba, Zero demonstrou emoção e afirmou que “perdeu um pai”. Outro trecho explosivo da entrevista foi a confirmação de uma suposta aliança entre a milícia comandada por PL e traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), algo que há tempos circulava nos bastidores das investigações sobre o crime organizado na Zona Oeste. Guerra interna após queda de Zinho Depois que o miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”, se entregou à polícia, Andrey Santos de Melo, o “Zero”, e Marta Silva de Oliveira, conhecida como “Martinha Sapatão”, passaram a ser apontados como herdeiros da chamada milícia da família Braga, considerada a maior organização paramilitar do estado. No entanto, segundo as investigações e relatos do próprio Zero, a dupla acabou sendo traída por Paulo Roberto de Carvalho Martins, o “PL”, que assumiu o controle da quadrilha após uma violenta disputa interna. Martinha Sapatão acabou assassinada. Zero fugiu. Atual cúpula da milícia da família Braga Segundo o apresentador Tino Jr,l investigações, a hierarquia atual da organização criminosa seria composta por:

Informação divulgada pela TV segue as redes sociais e diz que empresário morto em Guaratiba pode ter sido assassinado por supostamente ser amigo de ex-miliciano que teria pulado para o CV

O apresentador Tino Junior do programa Balanço Geral da TV Record disse que o empresário Sérgio Parafuso, morto ontem em Barra de Guaratiba, teria sido assassinado por ser supostamente amigo de um ex-miliciano conhecido como Zero. Esse boato já circulava desde ontem nas redes sociais. Zero era um dos principais líderes da milícia do PL até o ano passado quando foi expulso da quadrilha. O grupo de PL comanda também a região de Guarstiba. Essa semana surgiram informações que Zero teria sido recrutado pelo Comsndo Vermelho. De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 9h30, na Estradada Roberto Burle Marx. Testemunhas contaram que a vítima voltava de um mercado quando dois criminosos, que estavam em uma motocicleta, o abordaram. Testemunhas contaram que os suspeitos se aproximaram e fizeram vários disparos contra o empresário. Ele chegou a cair no chão, mas, mesmo assim, continuou sendo baleado. Ao todo, pelo menos cinco tiros atingiram a vítima. O homem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As sacolas de compras que ele carregava ficaram espalhadas pela via. Policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi chamada e ficará responsável pela investigação. Em 2024, Sérgio tentou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade. Naquele pleito ele teve 1.186 votos e ficou com a suplência. Na semana passada, por conta de uma suposta cobrança interna na milicia do PL, quatro paramilitares teriam sido mortos em Guaratiba, entre eles Jefinho, que comandava a Favela do Piraquê. Essa semana

PISÕES NA CABEÇA, GOLPES DE FUZIL E AMEAÇAS DE MORTE”: Justiça Militar demora mais de 2 anos para agir contra PMs acusados de torturar suspeitos de tráfico no Sul Fluminense

Depois de mais de dois anos, a Justiça Militar aceitou denúncia contra três PMs acusados de invadir a casa de dois homens e torturá-los com o fim de obter informações e declaração das vítimas sobre localização de drogas. O fato ocorreu na cidade de Vassouras, no Sul Fluminense. De acordo com a denúncia, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 23h, na Travessa Jubal Samico no bairro Residência, os sargentos Igor, Rocha e Pinho entraram,clandestinamente na casa de J.M.R.A. Os agentes teriam agredido a vítima com socos e chutas causando-lhe sofrimento físico e mental, vindo a provocar lesões no rapaz.Na ocasião, os três PMs estavam em serviço de Patamo 4ª CIA quando receberam uma denúncia anônima de que haveria tráfico de drogas na rua da ¿Antiga Linha¿. Os agentes suspeitos procederam ao local e encontraram um homem chamado S que foi revistado sem que nada de ilícito fosse encontrado consigo. Após liberálo, os policiais militares continuaram o patrulhamento, até que desembarcaram da viatura e procuraram por ele novamente, tendo o revistado mais uma vez. S conseguiu fugir. Então, os militares invadiram a casa de J e o agrediram com pisões na cabeça e nas costas, bem como ameaças de morte, para obter informações e declarações acerca da localização de drogas, vindo a provocar equimoses na região infraescapular esquerda, na região paravertebral dorsal direita, na região lombar esquerda, na região temporal direita,descritas Já com J na viatura, os PMs se deslocaram até a casa de S, invadindo a residência e encontrando-o no quintal. Nessa ocasião, os três policiai lhe desferiram socos, chutes e golpes com fuzil na costela e, já na viatura, um dos PMs lhe desferiu um soco na boca, provocando lesões Até agora, no entanto, a Justiça não aplicou qualquer punição aos PMs suspeitos. O MP requereu a condenação dos envolvidos.

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