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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

MORTE, DINHEIRO E GUERRA PELO TERRITÓRIO EM JACAREPAGUÁ: FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA VELÓRIO DE HOMEM MORTO EM GUERRA NO SÁBADO E MILÍCIAS DE OUTRAS ÁREAS REFORÇAM RIO DAS PEDRAS

A família de Pablo, morto no último fim de semana durante o confronto entre traficantes e milicianos na região de Rio das Pedras, fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para conseguir custear as despesas do velório. Em uma publicação na internet, familiares pediram contribuição financeira e afirmaram que qualquer valor seria importante neste momento. “Qualquer valor será de grande ajuda neste momento.” A situação chamou a atenção diante das circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se Pablo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e apura ainda informações de que o chefe do tráfico na região, conhecido pelo vulgo Zeus, teria se recusado a bancar as despesas do velório. Milícia estaria recebendo reforços de outras regiões Paralelamente às investigações sobre a morte de Pablo, informações obtidas pela reportagem, que também carecem de confirmação oficial, apontam para uma movimentação de grupos paramilitares em apoio à milícia de Rio das Pedras. Segundo esses relatos, integrantes de grupos de outras regiões estariam ajudando os milicianos locais na disputa pelo controle territorial. Entre os nomes citados estão PL, apontado como liderança de Santa Cruz, e Juninho Varão, da Baixada Fluminense. Há relatos de que PL teria enviado homens para a região do Sertão, área que se tornou um dos principais focos da guerra ocorrida no último fim de semana, semanas antes dos confrontos mais recentes. A movimentação reforçaria a possibilidade de que a disputa em Rio das Pedras tenha ultrapassado os limites do grupo local, envolvendo alianças com outras estruturas paramilitares. Cerca de 100 milicianos estariam concentrados no Sertão Após ser atacada por traficantes do Comando Vermelho no sábado, a milícia teria reagido e avançado em direção à Muzema, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente. Relatos obtidos pela reportagem apontam ainda que cerca de 100 milicianos estariam concentrados na região de mata do Sertão, supostamente preparados para uma possível nova investida contra áreas controladas pelos traficantes conhecidos como Zeus e Maromba. A concentração de homens armados indicaria que a disputa territorial pode estar longe de terminar e que novos confrontos não estão descartados. O atual frente da milícia de Rio das Pedras, conhecido como Labareda, também teria determinado, segundo esses relatos, que o grupo avance sobre a Muzema. Outra informação repassada para a reportagem seria de que os traficantes do Terceiro Comando Puro, que estavam ajudando os milciianos de Rio das Pedras, teriam recuado diante da suposta união entre os grupos paramilitares Com o suposto apoio de homens ligados a Varão e PL, a milícia teria conseguido realizar recentemente um ataque na Muzema dias atrás. Todas essas informações sobre movimentação, efetivo e ordens de ataque dependem de confirmação das autoridades. Mortes e caos nas ruas O confronto ocorrido no sábado deixou outras vítimas. Entre elas está Jô Sapatão, apontado como integrante da milícia, além de outros três homens que teriam sido executados na região de Curicica. A violência provocou um cenário de caos em diferentes pontos da Zona Oeste. Ônibus foram atravessados nas vias e utilizados como barricadas, enquanto pontos de bloqueio foram incendiados. Segundo o Rio Ônibus, 14 coletivos foram utilizados como barricadas na noite de sábado (29 de agosto), nos bairros de Muzema, Gardênia Azul, Curicica e Taquara. De acordo com a entidade, a operação do transporte coletivo já havia sido normalizada nessas regiões. Os 14 ônibus usados como barricadas Muzema Curicica e Taquara Gardênia Azul

Cúpula do CV teria ordenado invasão de Rio das Pedras e espalhado caos por Jacarepaguá; com ônibus atravessados e mortes.VEJA TODOS PONTOS CRÍTICOS

A noite de sábado (30) terminou em clima de guerra em diferentes pontos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Informações que circulam sobre os episódios, mas que ainda dependem de confirmação oficial, apontam que traficantes do Comando Vermelho (CV) de diferentes regiões teriam recebido uma ordem da alta cúpula da facção para tentar invadir a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, área sob influência de grupos milicianos. A possível ofensiva teria provocado uma sequência de episódios violentos e bloqueios em importantes vias da região. Segundo os relatos, além da tentativa de ataque ao território rival, a cúpula do CV teria determinado que criminosos interrompessem a circulação em pontos estratégicos de Jacarepaguá, numa tentativa de dificultar o deslocamento das forças de segurança e criar obstáculos para quem circulava pela região. Ao menos 14 ônibus teriam sido atravessados nas ruas e utilizados como barricadas. Objetos também foram incendiados e colocados nas pistas. CONFRONTO NO SERTÃO No Sertão, os traficantes que teriam participado da tentativa de invasão teriam sido surpreendidos por homens armados ligados à milícia. O encontro entre os grupos teria provocado uma intensa troca de tiros, espalhando o medo entre moradores e pessoas que transitavam pela região. Mas a violência não teria ficado concentrada em Rio das Pedras. QUATRO MORTOS EM CURICICA Em Curicica, quatro pessoas foram mortas em circunstâncias que também são investigadas pela polícia. Entre as vítimas está Josiane Dias de Assunção Maia, conhecida como Jô Sapatão, apontada como ligada à milícia associada aos criminosos conhecidos como Boto e Capitão América. Jô foi encontrada morta dentro de um Ford EcoSport preto. Os outros três mortos ainda não haviam sido identificados oficialmente. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga os homicídios e realiza diligências para identificar os responsáveis e esclarecer a dinâmica dos crimes. JACAREPAGUÁ SITIADA? VEJA OS PONTOS ONDE HOUVE BLOQUEIOS, INCÊNDIOS E CONFUSÃO A possível ofensiva criminosa provocou reflexos em uma extensa área da Zona Oeste. Ônibus, lixeiras, sofás e outros objetos foram utilizados para bloquear ruas e avenidas, segundo relatos recebidos. 🚌 MUZEMA / ITANHANGÁ Ônibus teriam sido atravessados nas vias, formando barricadas e dificultando a circulação de veículos. A Polícia Militar confirmou que criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. Um homem foi baleado na perna e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. 🔥 ESTRADA DOS BANDEIRANTES Lixeiras teriam sido incendiadas e colocadas na pista para impedir ou dificultar a passagem de veículos. 🔥 AVENIDA SALVADOR ALLENDE Um sofá foi incendiado na pista lateral, contribuindo para o bloqueio da via. 🚨 GARDÊNIA AZUL / VIA PARQUE — AVENIDA AYRTON SENNA Também houve relatos de incêndios na pista lateral. Segundo as informações recebidas, criminosos teriam abordado ônibus e tomado as chaves dos coletivos, impedindo a circulação. 🚌 ESTRADA DO GUERENGUÊ Também houve relatos de ônibus atravessados na pista. 🚨 RUA LOPO SARAIVA — JACAREPAGUÁ Por volta de 1h da madrugada deste domingo (30), seguidores relataram um possível arrastão na Rua Lopo Saraiva, próximo ao Center Shopping. Segundo os relatos, seis criminosos, utilizando três motocicletas, teriam participado da ação. Ainda de acordo com as informações recebidas, disparos teriam sido efetuados durante a ocorrência, aumentando a tensão entre moradores e motoristas que estavam na região. 🚨 BARRA OLÍMPICA A onda de ocorrências também afetou o transporte público. BRTs tiveram a circulação interrompida e passageiros precisaram desembarcar dos veículos. PM CONFIRMA CONFRONTO E BLOQUEIOS Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, neste sábado (30), criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. De acordo com a corporação, um homem foi atingido na perna e socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A PM informou ainda que, durante a ocorrência, pessoas interceptaram veículos e atearam fogo em objetos com o objetivo de bloquear as vias da região. Equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atuaram para estabilizar o perímetro e restabelecer o fluxo de veículos. O policiamento permaneceu reforçado nos pontos considerados de atenção, com apoio de equipes do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA). Enquanto isso, a Delegacia de Homicídios da Capital continua investigando as mortes de Josiane Dias de Assunção Maia e dos três homens ainda não identificados. As investigações deverão apontar se os diferentes episódios registrados durante a noite fazem parte de uma mesma ofensiva criminosa e qual foi a participação de integrantes do Comando Vermelho e de grupos milicianos nos confrontos. No meio da tensão, um suposto milciiano provocou os traficantes nas redes sociais cu vermelho da muzema, junta os pano de bunda, está mais próximo que nunca, eu avisei! vamos voltar p onde é nosso, equipe LB vai chegar com pé na porta!

ANTES DE DELEGACIA SER ATACADA EM CAXIAS, POLICIAIS QUASE FORAM MORTOS EM EMBOSCADA COM GRANADAS E FUZIS

Horas antes do ataque à 60ª Delegacia (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025 que deixou dois policiais feridos, agentes da unidade viveram momentos dramáticos na comunidade da Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, sendo atacados violentamente com granadas e tiros de fuzil. Na ocasião, a Polícia Civil recebeu, através de trabalho de campo, informações de inteligência que apontavam que indivíduos da comunidade do”Vai Quem Quer”, sob influência da facção criminosa autodenominada”Comando Vermelho”, deslocar-se-iam para a capital com a intenção de reforçar/participar da disputa territorial pelo domínio do Morro do Juramento, na Zona Norte carioca. Os policiais fizeram monitoramento, que permaneceu até as primeiras horas da manhã, onde foi detectada a presença de diversos homens armados, inclusive com uso de equipamento militar – policial, na comunidade A equipe procedeu de forma velada, discreta, até o local, não encontrando resistência até determinado ponto. Após cerca de 5 minutos na comunidade, as equipes começaram a ser atacadas em diversos pontos. Em um momento, um homem parou uma motocicleta e começou a realizar disparos de fuzil, tendo os agentes da lei revidado. Chegando em uma travessa, presenciaram diversos homens armados com pistolas e fuzis, os quais lançaram granadas na direção de policiais civis, colocando em risco a vida e a integridade dos agentes da lei e de uma quantidade indeterminada de pessoas próximas ao local do confronto. Os cinco policiais atacados, entre eles uma mulher, só não foram atingidos devido a má pontaria dos criminosos. Alguns desses homens correram em direções diversas, alguns deles adentraram uma espécie de beco, sendo iniciada perseguição por este local, sendo possível ver que um dos homens, tratando-se do traficante Wesley, jogou um fuzil 556mm, municiado com oito munições de mesmo calibre, para o alto e correu. Ele foi alcançado metros à frente e preso, sem oferecer resistência. Na esquina do local onde Wesley foi preso, em uma casa que se encontrava aberta, foi encontrado Rodolfo Manhães, vulgo Rato, chefão da localidade. Rato era investigado pela Polícia Civil por sua participação no tráfico de drogas da região, pertencente ao comando vermelho. De acordo com os policiais, é notório que ele é o líder do tráfico na citada comunidade, uma das mais violentas da região, sendo notada a presença de diversas barricadas e a presença atiradores disparando com bastante intensidade. ” No mesmo dia da prisão , por volta de 22h50min, um grupo de cerca de 20 criminosos armados com fuzis, diretamente ligados e subordinados a Rato, cercaram a 60aDP causando intenso confronto e resultando no ferimento de alguns policiais. Tal ação tinham como objetivo o resgate de Rato e Wesley. A ação criminosa resultou na destruição da unidade policial e dois agentes da lei feridos, visto que os criminosos fizeram uso de fuzis e granadas. Tendo em vista a resistência dos policiais e o fato de que que os bandidos já haviam sido transferidos da carceragem da Delegacia, os criminosos não lograram êxito no resgate. O ataque à unidade policial foi amplamente divulgado pela mídia, causando intenso temor na população

MILICIANOS DO CATIRI COMEMORARAM EXECUÇÃO DE HOMEM LIGADO AO CV MORTO EM SHOPPING DE BANGU, REVELA RELATÓRIO DA JUSTIÇA

Mais de um ano e seis meses após a morte de um homem executado dentro do estacionamento do Shopping Bangu, na Zona Oeste do Rio, um relatório produzido no âmbito da Justiça revela um dos episódios mais contundentes relacionados ao crime: milicianos do Catiri teriam se reunido para comemorar a morte da vítima, apontada como ligada ao Comando Vermelho. Anderson da Cunha Figueiredo, de 40 anos, conhecido como Catatau, já havia tido envolvimento com paramilitares, mas, segundo as informações reunidas no processo, teria mudado de lado e passado a se aproximar do tráfico local em meio à disputa por territórios dominados por grupos de milicianos. A execução ocorreu no estacionamento do Shopping Bangu, e a suspeita de participação de integrantes da milícia do Catiri ganhou força após uma denúncia anônima recebida por policiais militares. De acordo com o documento, o Disque-Denúncia informou ao batalhão responsável pelo policiamento da região que, na Rua Três Marias, em Bangu, estaria ocorrendo uma reunião de indivíduos ligados à atividade miliciana. A denúncia apontava ainda que os suspeitos poderiam estar envolvidos diretamente na morte de Catatau. Mais do que isso: segundo o relato levado aos policiais, os milicianos estariam reunidos para comemorar o assassinato. Diante da informação, policiais militares foram até o endereço indicado e observaram um veículo cujos ocupantes apresentavam comportamento considerado suspeito. Os agentes realizaram a abordagem e fizeram buscas nos suspeitos. O arsenal encontrado chamou a atenção. Foram apreendidas uma pistola calibre 9mm, uma pistola calibre .40, seis carregadores de pistola 9mm, um carregador de pistola .40, um carregador de fuzil calibre 7,62 mm, 80 munições de AK calibre 7,62 mm curto, 20 munições de fuzil calibre 7,62 mm, 37 munições de pistola 9mm e nove munições de pistola calibre .40, além de três rádios comunicadores. Segundo o relatório, os envolvidos também estariam realizando cobranças de taxas na região e em áreas próximas — uma atividade característica da atuação de grupos milicianos. O documento registra ainda o impacto que a execução de Catatau teve dentro do próprio batalhão. Segundo o relato, o comandante da unidade chegou a informar a um policial militar que acompanhava as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte de Catatau que a suspeita era de que a milícia do Catiri estivesse por trás do crime. A informação recebida pelo Disque-Denúncia reforçava justamente essa hipótese: os milicianos apontados como envolvidos na execução estariam reunidos no momento em que comemoravam a morte de Catatau. O episódio, portanto, não aparece apenas como mais uma disputa entre criminosos pelo controle territorial. O relatório revela uma possível conexão entre a execução ocorrida dentro de um dos principais centros comerciais da Zona Oeste e a atuação de um grupo paramilitar que, segundo as investigações, mantinha domínio territorial, cobrava taxas e circulava fortemente armad

“AQUI É TROPA DO JUNINHO VARÃO”: O SEQUESTRO, A EXECUÇÃO E O CORPO QUE A MILÍCIA FEZ DESAPARECER

Oito homens armados com fuzis cercaram o carro, arrancaram o motorista de aplicativo Luiz Henrique de dentro do veículo e o colocaram na mala de uma Fiat Toro. Dois anos depois, denúncia do MP revela testemunho, suposta ordem de Xandi e bilhete encontrado na prisão: “Missão cumprida como você mandou” “NÃO É NADA COM VOCÊS RAPAZIADA, É COM ELE. AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” Foi assim, segundo uma testemunha, que homens armados anunciaram o sequestro de um motorista de aplicativo na noite de 4 de maio de 2024, na região da Rua do Valão, em Seropédica, na Baixada Fluminense. Luiz Henrique Vieira da Silva estava dentro de seu carro quando dois veículos o cercaram. De acordo com o depoimento prestado à polícia por Maycon dos Santos de Oliveira, aproximadamente oito homens saíram dos automóveis. Todos estavam armados com fuzis. A testemunha estava jogando bola na rua quando presenciou a abordagem. Os homens disseram que a ação não era contra as demais pessoas que estavam no local. Era contra Luiz Henrique. Depois do aviso, os criminosos foram até o carro da vítima, retiraram o motorista à força, amarraram seus pulsos com uma fita branca e o colocaram na mala de uma Fiat Toro branca. Foi a última vez que Luiz Henrique foi visto. O corpo nunca foi encontrado. Mais de dois anos depois do crime, documentos de uma ação penal revelam detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A acusação aponta Alexandre Silva de Almeida, o “Xandi”, como o homem que teria ordenado a execução. E o caso envolve duas expressões que aparecem de forma marcante na investigação: “Tropa do Juninho Varão” e “Tropa do Cerol”. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO” A frase atribuída aos sequestradores é um dos elementos mais fortes do depoimento da testemunha. Maycon contou à polícia que os homens estavam mascarados e, por isso, não conseguiu reconhecer nenhum deles. Mas conseguiu ouvir o que disseram. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” A identificação feita pelos próprios criminosos passou a integrar a investigação. Segundo a denúncia do Ministério Público, Xandi era apontado como uma das lideranças da organização miliciana que atuaria no Km 32, em Nova Iguaçu, Cabuçu e Seropédica, juntamente com “Juninho Varão” e outros integrantes. A acusação sustenta que somente mediante ordem ou autorização das lideranças poderiam ocorrer execuções e homicídios praticados pela organização. A referência a Varão, portanto, aparece em dois momentos distintos dos documentos: na fala dos homens durante o sequestro e na descrição, feita pelo Ministério Público, da estrutura de comando investigada. UM DOS HOMENS FEZ UMA LIGAÇÃO Embora não tenha conseguido reconhecer os sequestradores, Maycon relatou outro detalhe aos investigadores. Durante a abordagem, um dos homens fez uma ligação telefônica. A testemunha afirmou ter conseguido escutar o nome “Xandi” durante a conversa. Essa informação foi incorporada à investigação como um dos elementos utilizados para sustentar a hipótese de que Alexandre Silva de Almeida teria participado do planejamento ou determinado a ação. O Ministério Público afirma que Luiz Henrique teria sido executado por integrantes da chamada Tropa do Cerol, sob ordem de Xandi. A motivação apontada pela acusação seria a suposta ligação da vítima com uma milícia rival, vinculada ao grupo de Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. DEPOIS DO SEQUESTRO, O CARRO APARECEU QUEIMADO Luiz Henrique desapareceu naquela noite. Seu veículo, porém, reapareceu. Foi encontrado posteriormente incendiado na Rua Jersei, no Jardim Guandu, em Comendador Soares. Dentro do automóvel havia também um celular que havia sido queimado. Para a investigação, a destruição do veículo e do aparelho reforçava a suspeita de que não se tratava de um simples desaparecimento. O Ministério Público sustenta que Luiz Henrique foi morto depois de ser levado pelos criminosos. O corpo, entretanto, nunca foi localizado. A HIPÓTESE DO RIO GUANDU A investigação levantou a possibilidade de que o cadáver tenha sido levado até o Rio Guandu. Segundo a denúncia, existem fortes indícios de que o corpo tenha sido ocultado por integrantes da organização criminosa. A acusação menciona ainda que a ocultação de cadáver faria parte de um modus operandi atribuído ao grupo investigado. Sem o corpo, a investigação passou a depender de outros elementos para reconstruir o que aconteceu depois que Luiz Henrique foi colocado na mala da Fiat Toro. E um deles apareceu dentro de uma prisão. O BILHETE ENCONTRADO NA CELA DE XANDI Alexandre Silva de Almeida estava custodiado no Presídio Bandeira Stampa, o Bangu 9, quando investigadores encontraram uma anotação manuscrita dentro de sua cela. O conteúdo, segundo a denúncia, é direto: “XANDI, TROPA DO CEROL ENCONTROU O UBER JÁ ERA. MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU. CONFIRMADO O ARROMBADO ERA LUIS HENRIQUE”. Para o Ministério Público, o bilhete reforça a hipótese de que Xandi teria ordenado a execução e que integrantes da Tropa do Cerol teriam cumprido a determinação. A expressão “MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU” é apontada pela acusação como indicativo de que havia uma ordem anterior atribuída ao acusado. A mensagem também é utilizada pelo Ministério Público para sustentar que Xandi teria mantido capacidade de comando sobre integrantes da organização mesmo estando preso. UMA EXECUÇÃO SEM CORPO A reconstrução apresentada pela acusação começa na Rua do Valão. Dois carros cercam o veículo de Luiz Henrique. Oito homens armados com fuzis descem. Eles anunciam que são da “Tropa do Juninho Varão”. Retiram o motorista do carro. Amarram seus pulsos. Colocam-no na mala de uma Fiat Toro branca. Um dos homens faz uma ligação. A testemunha ouve o nome “Xandi”. Os criminosos deixam o local. Depois, o carro da vítima é encontrado queimado. O celular também está destruído. O corpo desaparece. E, posteriormente, surge dentro da cela de Xandi uma mensagem dizendo que a Tropa do Cerol havia encontrado o Uber e que a “missão” estava cumprida conforme ele havia mandado. É essa sequência de acontecimentos que sustenta a acusação apresentada pelo Ministério Público. DISPUTA ENTRE MILÍCIAS Segundo a denúncia, Luiz Henrique teria sido escolhido como alvo

Guerra na Zona Sudoeste tem vários ônibus atravessados na noite deste sábado

Terror na Zona Sudoeste do Rio na noite deste sabádo. Segundo relatos, traficantes da Muzema, no Itanhangá, invadiram a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, em Jacareapguá. No confronto, um traficante teria morrido em confroto com milicianos. A partir daí, o caos se instalou na região. Vários ônibus foram atravessados na Avenida Engenheiro Souza Filho e barricadas feitas com lixeiras foram montadas dificultando a passagem de veículos. Os bandidos do CV também teriam atacado a Vila Sapê, em Curicica. Um morador teria ficado ferido. Um ônibus foi atravessado na Estrada dos Bandeirantes e há informação de outro nas proximidades da Gardênia Azul. Durante a semana, foi divulgada nas redes sociais uma foto em que apareciam juntos o traficante Zeus, frente da Muzema, e Kauan, ex-miliciano de Rio das Pedras que pulou para ol CV.

DOCUMENTO REVELA QUE PM ASSASSINADO ERA PRINCIPAL TESTEMUNHA DA INVESTIGAÇÃO QUE APURA COMO O CV TOMOU CLUBES NA ZONA NORTE E LEVANTA SUSPEITA DE ELIMINAÇÃO DE PROVA

Um documento obtido pela reportagem junto ao Tribunal de Justiça revela o falecimento da principal testemunha e vítima que poderia prestar detalhes sobre a ação de traficantes para tomar o controle dos clubes Várzea e Marabu, na Zona Norte do Rio. Segundo o relatório, essa testemunha é Isaac Drumond de Azeredo, subtenente da PM, que foi assassinado em fevereiro do ano passado junto do policial civil Sérgio Paixão Bonfim, de 51 anos, em Piedade. O fato gerou o aditamento do Registro de Ocorrência para apurar possível eliminação de prova por parte dos investigados Há relatos de que os agentes administravam o Marabu. O inquérito revelou que o CV, com núcleo de atuação no Complexo do Morro do 18, impunha um cenário de ocupação forçada e controlede espaços civis mediante coação, com especial enfoque nas atividades recreativas do Marabu e do Várzea. A estrutura seria liderada pelo traficante Jean Carlos Nascimentos dos Santos, o Jean de Dezoito , e visaria a consolidação do domínio territorial para fins de exploração econômica e ocultação de ativos provenientes de atividades ilícitas. A narrativa policial descreve a ocupação forçada dos clubes, não como um fim empresarial autônomo, mas como estratégia de consolidação de domínio territorial para viabilizar o escoamento de entorpecentes e a ocultação de ativos da facção. Ontem, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou o Estado a assumir, provisoriamente, a gestão da sede do Várzea Country Clube, em Água Santa, na Zona Norte da Capital, e da Pousada Menino do Rio Ltda., em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. Os dois imóveis já estavam sob sequestro judicial no âmbito de investigações relacionadas a organização criminosa, milícia e lavagem de dinheiro. Na decisão, o magistrado destacou No caso do Várzea Country Clube, a imissão do Estado na posse será imediata. Segundo informações do processo, o espaço recreativo teria sido tomado pela facção criminosa Comando Vermelho por volta de 2023 e transformado em local de encontros e realização de bailes do grupo, com relatos de presença ostensiva de armamento pesado. O magistrado ressaltou que a medida representa uma “verdadeira inversão de finalidade”, ao permitir que as estruturas esportivas e de lazer existentes no clube voltem a ser utilizadas pela comunidade local. A área de abrangência, segundo a decisão, reúne cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva. Em razão do histórico de domínio armado na região, o cumprimento do mandado de imissão de posse contará com o apoio das forças de segurança. Gestão provisória da pousada em Búzios A imissão de posse da Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios, ocorrerá de forma escalonada. Embora o imóvel esteja relacionado a indícios de lavagem de dinheiro atribuída à organização criminosa investigada, incluindo movimentações financeiras fracionadas e depósitos em espécie de valores elevados, o estabelecimento mantém atividade hoteleira regular. Para evitar a interrupção abrupta das atividades econômicas e preservar os direitos de terceiros de boa-fé, o magistrado condicionou a imissão de posse à apresentação e homologação de um plano de ação pelo Estado. O documento deverá contemplar medidas para o ressarcimento ou a reacomodação de hóspedes que tenham reservas ativas, além do levantamento e da preservação dos direitos trabalhistas dos funcionários formalmente vinculados ao estabelecimento. O procurador-geral do Estado foi intimado a indicar, no prazo de 30 dias, os órgãos que ficarão responsáveis pela gestão dos espaços, observada a prioridade legal de destinação das instalações à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A autorização concedida pelo Judiciário assegura apenas a posse direta e o uso temporário dos imóveis, sem alteração da titularidade da propriedade. A definição sobre a destinação definitiva dos bens dependerá do julgamento dos processos principais.

Naldinho Samuray e os bastidores do poder do Comando Vermelho dentro dos presídios

Escutas, documentos judiciais e registros de comunicação apontam atuação de Naldinho na estrutura de comando do CV, incluindo reunião com outras lideranças, transmissão de ordens e mobilização de presos contra agentes penitenciários Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho ou Samuray, aparece em investigações como um dos integrantes de maior influência do Comando Vermelho mesmo estando recolhido ao sistema penitenciário. Com penas que ultrapassam 80 anos de prisão, ele é apontado em documentos judiciais como integrante da chamada “Casa Maior” do Comando Vermelho, núcleo ao qual as investigações atribuem participação em decisões estratégicas da organização. Uma reunião que revela a articulação da facção Um dos elementos mais reveladores consta de material produzido a partir da análise de dados apreendidos pelas autoridades. O documento apresenta um print de uma tela de celular com registros de chamadas pelo WhatsApp e identifica uma suposta chamada coletiva com duração aproximada de duas horas. Entre os participantes aparecem os presos Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho/Samuray; Eliezer Miranda Joaquim, o Criam; Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor; e Roberto, o Metralha. Também teriam participado da chamada outros integrantes apontados como relevantes na estrutura do Comando Vermelho: Edgard Alves de Andrade, o Doca; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha; Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o Nando Bacalhau; e Jorge Alexandre Candido Maria, o Sombra. O registro é um dos elementos que ajudam a mostrar como integrantes da organização conseguiam manter comunicação entre si mesmo estando encarcerados ou em diferentes posições dentro da estrutura criminosa. Apontado como integrante da “Casa Maior” Em processo relacionado à atuação do Comando Vermelho no Acre, Naldinho é descrito como conselheiro da facção e integrante da “Casa Maior” no Rio de Janeiro. O documento também o classifica como indivíduo de alta periculosidade e registra que a Polícia Federal o teria apontado como um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar. Segundo a acusação, Naldinho teria integrado e promovido pessoalmente o Comando Vermelho, organização descrita no processo como estruturada e dividida em funções, com atuação em crimes como tráfico de drogas, homicídios, tortura e crimes contra o patrimônio. A participação atribuída a ele teria sido identificada a partir da análise de comunicações telefônicas e dados telemáticos obtidos durante as investigações. Ordens transmitidas de dentro da prisão As investigações realizadas a partir das comunicações de 2024 acrescentam outro elemento à atuação atribuída a Naldinho. Segundo os documentos, ele articulava e transmitia ordens a outros integrantes do Comando Vermelho, indicando que sua influência não estaria restrita ao ambiente prisional. O caso reforça a preocupação das autoridades com a utilização de celulares e outros meios clandestinos de comunicação para manter a atuação de organizações criminosas mesmo com seus integrantes encarcerados. Mobilização de presos contra agentes Ainda em 2024, Naldinho teria protagonizado outro episódio dentro do sistema penitenciário. Segundo a investigação, ele incitou o coletivo de presos contra agentes penitenciários para impedir a realização de um procedimento de revista. Durante a ocorrência, foram apreendidos 13 aparelhos celulares. O episódio ganha relevância justamente por envolver uma tentativa de impedir uma ação de fiscalização dentro da unidade prisional e pela apreensão dos equipamentos utilizados para comunicação clandestina. A tentativa de sair da prisão com documento falso A relação de episódios envolvendo Naldinho inclui ainda uma tentativa de obter a liberdade em 2021 mediante a utilização de um alvará falso. O caso acrescenta outro capítulo à trajetória do criminoso, que, segundo os documentos analisados, acumulou condenações superiores a 80 anos e continuou sendo citado pelas autoridades em investigações sobre a estrutura do Comando Vermelho. As informações sobre a atuação criminosa de Naldinho são baseadas nos documentos judiciais e materiais de investigação mencionados na reportagem e correspondem às acusações e conclusões apresentadas pelas autoridades nos respectivos procedimentos.

Antes de ser morto, chefão do CV em Angra envolvido em execução de policial civil aterrorizava agentes e mandava monitorar rotina de policiais

Um dos envovlidos pelo assassinato do policial civil Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025 e que fol morto desde dezembro botava terror nos agentes que atuavam na cidade. Vulgo Bigode, liderança do Comando Vermelho em Angra, mandava realizar o monitoramento da rotina de agentes de segurança pública.Ele planejava atentado contra policial atuante na cidade e teria contribuído mediante o compartilhamento de fotografias da residência do agente e de informações relacionadas à sua rotina ‘Ele fazia a intimidação de agentes públicos responsáveis pela repressão à criminalidade local”, diz a investigação. Um comparsa dele teria sido surpreendido fotografando a residência do policial Amaro, ocasião em que tentou empreender fuga ao perceber a aproximação da guarnição, sendo alcançado logo em seguida. Ao ser abordado, o suspeito autorizou o acesso ao conteúdo de seu aparelho celular. A partir da análise do dispositivo, foram encontradas fotografias da residência do policial, além de mensagens encaminhadas pelo líder do tráfico local, dentre elas a expressão “Viu as gat hoje?”, seguida de duas ligações, tendo o próprio criminoso esclarecido que a mensagem fazia referência à rotina e à movimentação dos agentes de segurança nas proximidades da comunidade. Ontem, policiais civis da 166ª DP (Angra dos Reis) prenderam três criminosos envolvidos no assassinato de Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025,O trio foi localizado no município, após trabalho de inteligência e diligências realizadas pela unidade. Segundo as investigações, em 31 de agosto de 2025, o policial civil foi morto por seis criminosos que armaram uma emboscada. Ele foi executado na frente do próprio filho, ao sair de uma igreja, no bairro Balneário, em Angra dos Reis. Um dos presos, de 44 anos, é apontado como financiador do crime e responsável por fornecer suporte bélico para a execução. O segundo, de 38 anos, monitorou a vítima, auxiliou na fuga do atirador e ocultou a arma utilizada no crime em uma área de mata. O terceiro, de 43 anos, atuou como motorista e deu suporte à fuga do executor. Outros dois envolvidos já haviam sido neutralizados pela 166ª DP. Em setembro de 2025, os agentes identificaram um homem apontado como autor dos disparos que mataram o policial. Em fevereiro deste ano, uma liderança do tráfico na região, apontada como mandante do crime, também foi localizada.Durante as diligências, ambos tentaram fugir e atiraram contra os policiais civis, houve confronto e ambos foram neutralizados. As investigações continuam para localizar o sexto envolvido, apontado como recrutador e operador logístico da ação criminosa. Ele é considerado foragido

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

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