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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Traficante do CV preso hoje usava equipamentos que detectam drones da polícia

Preso hoje por policiais do 39º BPM/3º CPA o tr traficante RF uma das principais lideranças CV na comunidade do Castelar em Belford Roxo, usava equipamentos eletrônicos que detectam a presença de aeronaves remotamente pilotadas (drones) utilizadas pelas forças de segurança, com o objetivo de antecipar e frustrar ações policiais. RF” ocupa uma posição de liderança na organização criminosa Comando Vermelho (CV), sendo identificado pelos setores de inteligência como um dos principais responsáveis pelo planejamento e pela coordenação de ações criminosas voltadas à expansão territorial da facção, especialmente nas comunidades do Gogó da Ema e São Leopoldo, reduto da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Também há informações que o associam à coordenação de ataques armados contra membros da facção rival, além do monitoramento de áreas de interesse do CV, e no comando de equipes envolvidas nessas ações. Ele foi preso na Rodovia Presidente Dutra, na Vila Santo Antônio da Prata, em Belford Roxo, Na operação, outro criminoso foi preso, e estava na condição de evadido do sistema penitenciário. Munidos de informações, policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), se deslocaram para o local indicado, onde avistaram RF dirigindo uma motocicleta, acompanhado de “Mumu”, que pilotava outra motocicleta. Quando foi dada a ordem legal de parada, os ocupantes não a seguiram, iniciando uma fuga que se prolongou até a Rodovia Presidente Dutra, onde ambos foram alcançados e abordados. Com “RF”, foram apreendidos os seguintes itens: uma pistola Glock Gen 17, calibre 9 mm, carregada, com dois carregadores e 49 munições do mesmo calibre. De acordo com as investigações, “RF” é subordinado diretamente aos traficantes José Severino da Silva Júnior, conhecido como “Soró do Castelar” ou “Jetta”, e Raphael Linhares Chagas, que é conhecido como “Esquilo”. Em consulta aos sistemas de segurança pública, foi verificado que a motocicleta que “RF” conduzia pertencia a um veículo clonado, cujo original era produto de roubo, registrado na área da 61ª DP (Xerém). Tanto os criminosos quanto a arma de fogo, munições e a motocicleta clonada, foram levados à 54ª DP (Belford Roxo) para a adoção das medidas legais cabíveis. Na delegacia, foi constatado que “Mumu” possuía uma extensa ficha criminal e estava evadido do sistema prisional, desde março de 2025, com um mandado de recaptura da Vara de Execuções Penais (VEP), pelo crime de tráfico de drogas, onde fora condenado a uma pena de 19 anos, em regime semiaberto. Após a apreciação da Autoridade Policial, ambos permaneceram detidos, incluindo todo o material apreendido e, posteriormente, foram conduzidos a uma unidade prisional da SEPPENRJ, onde já estão sob custódia à disposição da Justiça. O Disque Denúncia solicita que, quem tiver informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça, entre em contato através dos seguintes canais de atendimento: Central de Atendimento/Call Center do DD: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado/DD: (021) – 2253-1177 (utilizando uma técnica de processamento de dados que elimina ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato garantido.

NARRATIVA FANTASIOSA”: PM filmado em conversa amistosa com chefe do tráfico na Ilha foi expulso da corporação

O policial militar Eduardo Félix da Silva foi expulso da corporação em junho, após ser filmado conversando com Wagner Barreto de Alencar, conhecido como “Cachulé”, apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro do Barbante, na Ilha do Governador. As imagens, divulgadas em maio de 2025, mostram o PM dentro da comunidade conversando com o traficante. Os dois aparecem sorrindo e demonstrando intimidade, enquanto outros dois homens armados permanecem próximos. Segundo a investigação, os indivíduos seriam seguranças pessoais de Cachulé. De acordo com o Termo de Análise Técnica de Vídeo elaborado pela Polícia Militar, o cabo Eduardo Félix aparece usando uma camisa regata preta e conversando com Cachulé, que vestia uma camisa amarela. O policial carregava uma sacola verde, cujo conteúdo não foi identificado. Após o diálogo, Cachulé aparece deixando o local com um fuzil. Na sequência, as imagens mostram outros traficantes no mesmo local. Eduardo permanece com a sacola nas mãos e aparece usando óculos. Em outro momento, Cachulé pega um fuzil, uma mochila e uma bolsa e deixa o local acompanhado do policial militar. Cachulé morreu em operação policial Segundo os documentos do processo disciplinar, Wagner Barreto de Alencar morreu em 16 de janeiro de 2026, durante uma operação realizada por policiais militares do 17º BPM, com apoio do Grupamento Aeromóvel, no Morro do Barbante. Cachulé possuía duas condenações por tráfico de drogas e respondia a outras ações penais por homicídio. PM negou envolvimento com o tráfico Durante o processo disciplinar, Eduardo Félix negou qualquer envolvimento com o grupo criminoso que atuava no Morro do Barbante. O policial afirmou que morava na comunidade havia aproximadamente 42 anos, desde o nascimento. Questionado sobre há quanto tempo o crime organizado dominava a região, respondeu que as facções se alternavam no controle da localidade desde que ele era criança. Eduardo também negou ter proximidade com pessoas ligadas ao crime organizado. No entanto, ao ser questionado se as lideranças do tráfico costumavam abordar policiais militares que moravam na comunidade, respondeu que sim. Segundo ele, os criminosos costumavam abordar os PMs residentes e, quando descobriam que se tratava de policiais militares, não ofereciam resistência. Sobre o encontro registrado nas imagens, o policial afirmou que o vídeo mostrava apenas parte do que aconteceu. Segundo Eduardo, ele teria chegado ao local preocupado e nervoso, pois não sabia o motivo pelo qual havia sido chamado. Questionado sobre a razão do encontro, o PM afirmou que Cachulé teria informado que dois policiais militares seriam expulsos da comunidade. Segundo sua versão, ele próprio não seria expulso por ser morador antigo e não ter provocado problemas na região. O policial também declarou que já havia demonstrado vontade de deixar a Vila Juaniza, nome oficial da localidade conhecida como Morro do Barbante. No entanto, afirmou que não conseguiu se mudar porque possui imóvel próprio na comunidade e não teria condições financeiras de pagar aluguel em outro local. Eduardo negou ainda que tivesse mantido qualquer contato com integrantes do crime organizado antes do episódio registrado no vídeo. O policial afirmou que já morava na comunidade quando prestou concurso para ingressar na Polícia Militar. Questionado sobre a realização de visitas de equipes do setor de inteligência da PM, a P/2, à sua residência, disse que não tinha conhecimento de qualquer visita. Afirmou, entretanto, que recebeu uma ligação telefônica solicitando seu comparecimento ao setor de inteligência do 17º BPM. PM disse que não tinha noção dos riscos Durante o interrogatório, Eduardo também foi questionado sobre os riscos de um policial militar morar em uma comunidade dominada por traficantes. O PM afirmou que, quando ingressou na corporação, não tinha noção da exposição e dos riscos que enfrentaria. Segundo ele, desde a infância convivia com policiais militares que moravam na região e trabalhavam no antigo PPC Juaniza, atualmente sede da 1ª Companhia. Na época, afirmou, o ambiente era mais tranquilo. Eduardo também destacou que havia servido durante sete anos no Exército e que mantinha um comportamento discreto no cotidiano. Segundo sua declaração, a criminalidade na região não era tão influente e perigosa quanto nos dias atuais, razão pela qual não teria compreendido, quando ingressou na PM, a dimensão do risco de continuar morando em uma área dominada pelo tráfico. Questionado sobre a estrutura policial existente na Vila Juaniza, o PM afirmou que a comunidade conta com a sede da 1ª Companhia da Polícia Militar e duas cabines blindadas. Ele também declarou que não costumam ocorrer confrontos armados entre traficantes e policiais militares nos postos de serviço existentes na região. versão apresentada por Eduardo Félix durante o interrogatório foi contestada no processo disciplinar. Segundo a análise feita pela Polícia Militar, o depoimento do agente apresentaria uma narrativa considerada incompatível com as imagens divulgadas pela imprensa. Para a corporação, o vídeo mostraria que a conversa entre o cabo e Wagner Barreto de Alencar, o “Cachulé”, ocorreu de maneira amistosa e descontraída. A análise destacou que o policial aparece conversando tranquilamente com o traficante, sorrindo e permanecendo ao lado de outros homens armados que, segundo a investigação, atuavam como seguranças de Cachulé. Outro ponto considerado relevante pela Polícia Militar foi o fato de Eduardo não ter comunicado oficialmente o suposto episódio de intimidação que, segundo sua versão, teria motivado o encontro. Após conversar com o traficante, o PM não teria acionado uma guarnição pelo telefone 190, não teria comparecido a uma delegacia da Polícia Civil para registrar a suposta abordagem criminosa e também não teria informado o episódio ao seu superior imediato na unidade policial. Para a corporação, a ausência de qualquer comunicação oficial enfraqueceria a versão de que o policial teria sido chamado ao local contra sua vontade e apenas para ser informado sobre uma suposta expulsão de outros PMs da comunidade. A análise disciplinar também levou em consideração o contexto de atuação das organizações criminosas no Rio de Janeiro. O documento destaca que integrantes de facções atuam abertamente em diversas regiões, inclusive durante o dia, portando armas de grosso calibre, intimidando moradores e comerciantes por meio de extorsões e participando de confrontos armados em

“Band of Brothers”: PMs acusados de integrar esquema de segurança armada de VIPs da contravenção podem ser expulsos

Dois policiais militares apontados como integrantes de grupos ligados ao falecido capitão Adriano da Nóbrega e ao contraventor Bernardo Bello estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina da Polícia Militar e podem ser expulsos da corporação. Segundo a denúncia, entre 2019 e 2021, os dois PMs teriam integrado, ao lado de outros envolvidos, uma organização criminosa armada voltada à exploração de jogos de azar e à agiotagem. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão homicídios, porte e posse ilegal de armas de fogo, extorsões, exploração irregular do mercado imobiliário e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que, após a morte de Adriano da Nóbrega, integrantes de seu grupo criminoso teriam assumido funções relacionadas à continuidade das atividades ilícitas. Entre os envolvidos estariam a viúva do ex-capitão e o ex-policial militar conhecido como “Pai Bara”, apontados como possíveis sucessores na condução de parte das atividades do grupo. Segurança armada e ligação com Adriano Um dos investigados, conhecido como “Grande”, é apontado como um dos principais colaboradores de Adriano da Nóbrega. Segundo a denúncia, ele atuava na segurança pessoal do ex-capitão e também participava da coordenação e administração dos pagamentos destinados aos demais seguranças armados ligados ao grupo. Grande também teria desempenhado um papel importante na intermediação da comunicação entre Adriano, outros integrantes da organização criminosa e familiares do ex-capitão durante o período em que ele permaneceu foragido. Já o ex-PM conhecido como “Pai Bara” teria atuado como segurança pessoal de Adriano e na proteção de pontos de jogo do bicho, principalmente na Zona Sul do Rio. Após a morte do capitão, ele teria passado a integrar um grupo de seguranças armados que atuava na proteção de Shanna G. e de seu marido, conhecido como “R7”. Grupo de segurança armada para clientes VIP A investigação identificou, após a quebra do sigilo de dados telemáticos de Grande, sua participação em um grupo de WhatsApp chamado “Band of Brothers”, criado em agosto de 2020. Segundo a denúncia, o grupo reunia seguranças armados que prestavam serviços de escolta a clientes considerados “VIPs”, inclusive com a utilização de armas de grosso calibre. Entre os supostos beneficiários do serviço estariam Shanna G., apontada como pessoa ligada à contravenção, e seu marido, R7. A identificação dos dois policiais investigados teria ocorrido a partir da análise das mensagens trocadas no grupo e de conversas mantidas entre Grande e um dos PMs. Conversas sobre compra de fuzil As investigações também identificaram conversas entre Grande e o outro policial militar relacionadas à aquisição de armamentos. Segundo a denúncia, esse PM também integrava o grupo de seguranças armados que realizava escoltas para clientes considerados VIPs, trabalhando em regime de escala. Em novembro de 2020, o policial teria enviado a Grande uma fotografia de um contrato de aquisição de um fuzil Parafal calibre 7,62 mm, formalizado em seu nome, além dos dados bancários da empresa responsável pela venda. Em uma mensagem de áudio, o PM teria informado que estava encaminhando a documentação e as informações necessárias para o pagamento porque um dos clientes VIP havia manifestado interesse na compra da arma. Grande teria respondido agradecendo o envio do material e orientando que a documentação fosse apresentada rapidamente ao interessado, que já teria determinado a realização da compra. Escala de segurança para a contravenção A investigação também apontou que Grande fazia parte de outro grupo de WhatsApp, chamado “Escala da Vitória”, criado em fevereiro de 2021. O grupo reunia seguranças armados ligados à contravenção e tinha como objetivo organizar as escalas de serviço. Embora a maior parte das mensagens tenha sido apagada, algumas conversas foram recuperadas pelos investigadores. O grupo foi encerrado em março de 2021, após a decisão do chamado “01” de manter apenas o grupo de seguranças que já possuía. Segundo a investigação, o grupo “Escala da Vitória” funcionaria como um reforço à segurança de Shanna e R7, que já contariam com a proteção dos integrantes do “Band of Brothers”. Agora, os dois policiais militares são submetidos ao Conselho de Disciplina da corporação. O procedimento avaliará se as condutas atribuídas aos agentes são incompatíveis com a condição de policiais militares e se eles ainda reúnem condições éticas e morais para permanecer na corporação. Caso sejam considerados culpados na esfera administrativa, os dois poderão ser expulsos da Polícia Militar.

PM é acusado de usar arma e distintivo para extorquir vítimas e tomar carro como “garantia” de pagamento

Um policial militar está sendo submetido a Conselho de Disciplina, procedimento que pode resultar em sua expulsão da corporação. O agente é acusado de participação em uma extorsão ocorrida em fevereiro de 2025, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. De acordo com a denúncia, o caso ocorreu na manhã de 15 de fevereiro, no bairro Brasilândia. A vítima, identificada como Leonardo B.F.S., teria ido ao local combinado para entregar uma pomada anestésica utilizada em tatuagens, conhecida como Xilocaína. Ao chegar ao endereço, Leonardo teria sido surpreendido por um grupo de homens. Entre eles estaria o policial militar, que teria se aproximado portando uma arma de fogo e utilizando um distintivo, participando da abordagem intimidatória. Segundo a decisão judicial, Leonardo já conhecia o policial de antes, pois os dois frequentavam a mesma academia. Por esse motivo, a Justiça considerou segura a identificação feita pela vítima. Após a abordagem, os envolvidos teriam questionado Leonardo sobre a origem da Xilocaína e sobre o paradeiro de Iago H.V. Utilizando o próprio celular da vítima, eles teriam entrado em contato com Iago e o atraído para outro ponto da cidade. Quando Iago chegou, os dois homens teriam sido ameaçados, agredidos e pressionados a pagar uma elevada quantia em dinheiro. Segundo a acusação, as vítimas eram ameaçadas de prisão caso não entregassem o valor exigido. Como os dois não tinham o dinheiro, os envolvidos teriam tomado o veículo Kia Sportage pertencente a Leonardo e o mantido como garantia da vantagem econômica exigida. A conduta foi considerada pela Justiça como parte da dinâmica de uma extorsão qualificada. Justiça rejeitou alegações da defesa Durante o processo, Iago afirmou em juízo que não reconhecia o policial acusado. A Justiça, no entanto, entendeu que essa circunstância não afastava a autoria, diante do relato considerado firme de Leonardo e de outros elementos reunidos no processo. Entre as provas analisadas estavam os reconhecimentos realizados na fase policial e declarações prestadas por outros envolvidos durante a investigação, posteriormente confrontadas com as provas produzidas em juízo. A defesa sustentou fragilidade das provas, ausência de elementos que vinculassem o policial aos crimes e contradições nos depoimentos das vítimas. As alegações, porém, foram rejeitadas. Segundo o entendimento judicial, as divergências apontadas seriam periféricas e não comprometeriam o núcleo principal da acusação, especialmente em relação à abordagem, ao uso de arma de fogo e distintivo, à exigência de dinheiro e à tomada do veículo. Conselho vai avaliar permanência do PM na corporação O processo disciplinar instaurado pela Polícia Militar não terá como objetivo reavaliar a existência do crime, questão que cabe ao Poder Judiciário. O Conselho de Disciplina analisará os aspectos éticos e administrativos da conduta atribuída ao policial. A corporação deverá avaliar se, diante dos atos atribuídos ao militar, ele ainda reúne condições éticas e morais para permanecer em seus quadros. Segundo a acusação disciplinar, a conduta investigada seria incompatível com os deveres e valores esperados de um policial militar e representaria uma violação ao compromisso de servir e proteger a sociedade. Ao final do procedimento, o PM poderá ser absolvido na esfera administrativa ou sofrer sanções, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação, conforme a conclusão do processo.

Depois de 14 anos, PM suspeito de cobrar propina de traficantes em Caxias foi expulso da corporação

A PM expulsou depois de 14 anos o terceiro sargento Dario Fabrício Barbosa da Silva suspeito de ter recebido propina de traficantes em Duque de Caxias. Os fatos foram apurados no âmbito da denominada “Operação Purificação”, repercutindo negativamente para a imagem da PMERJ. Interceptações telefônicas revelaram que o PM que tinha os vulgos de Chocolate ou Novato teria exigido propina dos traficantes Pit e RDcondicionando a devolução de veículo apreendido ao pagamento de valores e orientando o traficante a comparecer à “casa” (o DPO da Figueira) para “desenrolar melhor Entre os dias 04 e 14 de maio de 2012, o agente teria exigido e ajustou o recebimento de propina de traficantes da comunidade do Corte Oito,em Duque de Caxias, para abster-se da repressão ao tráfico, incumbindo-se de contatos telefônicos com os criminosos, de ameaças de retomada da repressão em caso de não pagamento e do recolhimento dos valores em diversas localidades, Por fim, entre 12 de abril e 21 de maio de 2012, recebeu, de forma reiterada e contínua,“arrego” periódico referente ao DPO da Figueira. Por conta destes fatos, o PM foi condenado três vezes pela Justiça.

Festival de granadas atiradas por drones aterrorizaram noite em Cordovil e na Penha. Morador se feriu

Depois que a PM trocou tiros na tarde de ontem com criminosos em Cordovil deixando três suspeitos baleados, á situação se agravou na região com.uma sucessão de ataques de granadas de ambas às facções. Criminosos ligados à Tropa do Peixão (TCP) jogaram uma granada com um drone no Morro da Chatub, no Complexo da Penha (CV). . No dia anterior, há haviam atirado outras duas granadas no Morro da Caixa D’Água (CV), também ña Penha. Em resposta à granada lançada no Morro da Chatuba, os traficantes ligados à Tropa do Urso (CV) utilizaram um drone e lançaram uma granada na Cidade Alta (TCP), em Cordovil. : Devido à granada jogada na Chatuba, um morador foi atingido, mas foi socorrido e atendido no Hospital Getúlio Vargas. : Os criminosos ligados ao Peixão (TCP) ainda teriam lançado mais uma granada com drone na Chatuba. A guerra na região se acirrou na semana passada quando nove pessoas foram mortas no Dourado, sendo sete inocentes.

FALSA OPERAÇÃO, AMEAÇAS E DINHEIRO: PMs são acusados de extorquir comerciantes em série e podem ser expulsos após quase sete anos

Quase anos após os fatos, a Polícia Militar decidiu submeter ao Conselho de Disciplina dois policiais militares acusados de envolvimento em uma série de extorsões contra comerciantes. O procedimento pode resultar na expulsão dos agentes da corporação. De acordo com a acusação, os policiais teriam se passado por integrantes da Polícia Civil para ameaçar comerciantes e exigir dinheiro em troca da não realização de supostas operações, buscas e apreensões. Um dos principais episódios ocorreu em 14 de novembro de 2019, em Magalhães Bastos, na Zona Oeste do Rio. Segundo a denúncia, o sargento Campos, identificado como 2º SGT, compareceu ao estabelecimento de uma comerciante e afirmou ser policial civil da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). O policial teria dito à vítima que havia denúncias contra o comércio e que “não teria como segurar” a situação. Em seguida, teria exigido R$ 10 mil para evitar problemas. A comerciante afirmou que não tinha o valor e que poderia pagar apenas R$ 700. A quantia teria sido entregue ao sargento, que também teria obtido da vítima a promessa de receber R$ 1 mil por semana. A investigação aponta que, cerca de um mês antes, a comerciante havia sido abordada por um homem que relatou a existência de um grupo de policiais que estaria extorquindo comerciantes na região. Na ocasião, ele teria sugerido que ela procurasse o sargento Campos para tratar de possíveis “buscas e apreensões ilegais”. A vítima chegou a entrar em contato com o policial, que marcou um encontro para conversar, mas a reunião não aconteceu. No dia 14 de novembro, após ser informada de que policiais estariam realizando uma suposta operação em seu comércio, a comerciante voltou a entrar em contato com Campos. Segundo a acusação, o policial determinou que ela fosse até o estabelecimento, onde teria ocorrido a exigência de dinheiro. Comerciante teria sido ameaçado com arma em Madureira Ainda no mesmo dia, por volta das 20h, o sargento Campos e o policial militar Gutemberg teriam abordado outra vítima, identificada pelas iniciais J.N.S.G., na passarela da Estação de Trem de Madureira. Segundo a denúncia, a vítima teria sido ameaçada com uma arma de fogo e obrigada a entregar dinheiro para evitar a apreensão de suas mercadorias. Inicialmente, Campos teria exigido R$ 30 mil, afirmando que a mercadoria seria apreendida e levada pela DRCPIM. Posteriormente, um terceiro homem, ainda não identificado e que teria sido apresentado como “Tenente” da SSI/PMERJ, teria participado da negociação e exigido R$ 20 mil. Diante da recusa da vítima, o valor teria sido reduzido para R$ 15 mil. Como não conseguiu reunir toda a quantia, a vítima teria entregado R$ 12 mil ao sargento Campos, em um encontro marcado na própria passarela da estação. Nova cobrança em Nova Iguaçu Quatro dias depois, em 18 de novembro de 2019, por volta das 16h, o sargento Campos teria feito uma nova cobrança. Segundo a acusação, ele esteve em um comércio informal de roupas localizado na Avenida Governador Roberto Silveira, em Nova Iguaçu, onde teria exigido R$ 10 mil de um comerciante identificado pelas iniciais G.A.C.A. O policial teria terminado recebendo R$ 4 mil. Os dois policiais agora serão submetidos ao Conselho de Disciplina da Polícia Militar. O procedimento administrativo poderá resultar na expulsão dos agentes da corporação, caso as acusações sejam confirmadas.

Abordagem, câmeras desligadas e dinheiro: cinco PMs podem ser expulsos após denúncia de extorsão contra argentinos

Quase dois anos após a ocorrência, a Polícia Militar decidiu submeter a Conselho de Disciplina cinco policiais suspeitos de envolvimento na extorsão de turistas argentinos. O procedimento pode resultar na expulsão dos agentes da corporação. De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em 3 de setembro de 2024, quando uma mãe e seu filho, ambos argentinos, foram abordados por quatro policiais militares que utilizavam uma viatura do tipo caminhonete. Os turistas informaram aos agentes que utilizavam o Google Street View para tentar localizar a empresa Foco Locadora de Veículos, onde devolveriam o automóvel alugado antes de embarcar em um voo com destino à Argentina, no Aeroporto Internacional do Galeão. Segundo a investigação, entretanto, a liberação dos estrangeiros teria sido condicionada à entrega de dinheiro e outros bens. Durante buscas realizadas nas malas e bolsas da mulher, identificada pelas iniciais M.S.T., os policiais teriam encontrado R$ 1.300, US$ 1 mil e um celular Samsung A05. Também teria sido localizado R$ 1 mil pertencente ao filho, identificado pelas iniciais I.N.D. Ainda segundo a denúncia, os policiais exigiram que os valores e objetos fossem entregues dentro do Nissan Kicks alugado pelas vítimas. Um dos agentes, descrito como branco, teria empurrado M.S.T. para dentro do veículo e se apoderado dos bens. Câmeras corporais teriam sido retiradas durante abordagens As informações reunidas durante a investigação, registrada no Registro Policial Militar nº 238/119/2024, teriam permitido identificar a conduta atribuída a cada um dos policiais. Um relatório de análise das imagens das câmeras corporais apontou que os relatos feitos pelas vítimas na delegacia eram compatíveis com os áudios e imagens captados pelos equipamentos dos agentes. A análise também teria indicado a existência de outras possíveis vítimas da mesma guarnição. De acordo com a investigação, os policiais teriam deliberadamente retirado ou obstruído as câmeras corporais durante as abordagens, impedindo o registro integral do que acontecia no entorno. Apesar disso, áudios e imagens parciais teriam revelado uma divisão de tarefas entre os agentes. Segundo o documento, os policiais teriam concordado em desacoplar as câmeras operacionais e colocá-las dentro da viatura, com o objetivo de impedir a captação das abordagens. A investigação também aponta que um dos policiais não teria sequer acautelado a câmera operacional portátil para o serviço. Para os investigadores, isso pode indicar que ele seria o responsável pela abordagem coercitiva dos usuários da via. Agora, os cinco policiais serão submetidos ao Conselho de Disciplina da Polícia Militar. O procedimento poderá resultar na perda da função pública e na expulsão dos agentes da corporação, caso as acusações sejam confirmadas no âmbito administrativo.

Preso hoje, braço-direito de Doca e BMW é suspeito de envolvimento em morte de figura influente do CV que teve conversa flagrada com chefão sobre liberar campanha de vereador na Gardênia Azul

Preso hoje, Kayky Alves de Oliveira, conhecido como “Jhony”, apontado como gerente do tráfico na Gardênia Azul e braço direito dos traficantes Doca da Penha (Urso) e BMW, lideranças do Comando Vermelho, é suspeito de envolvimento no homicídio de uma figura importante e influente dentro da própria facção. Ele estava com a prisão decretada pela morte de Elder Lima Landim em maio de 2025 no Recreio dos Bandeirantes Elder era um dos homens de confiança do traficante Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (vulgo” BMW “), que comanda a Gardênia Azul, além de também ser assessor do então deputado Estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (vulgo” TH Joias “), sendo responsável por atuar junto à Associação de Moradores da comunidade, administrando os imóveis tomados pelo bando. O nome de Elder ganhou notoriedade na imprensa após uma suposta conversa dele com o traficante Doca datada de março de 2025. Na troca de mensagens, os dois mencionariam uma suposta autorização para que o vereador Salvino Oliveira“trabalhasse” na Gardênia Azul. O político chegou a ser preso mas acabou solto. Segundo relatos, BMW quem teria ordenado a morte de Elder por suspeita de desvio de dinheiro da facção. Elton era uma espécie de síndico da favela ligado a facção. Ele citou nominalmente o vereador Salvino. Ele questiona a um dos chefes se deve obedecer uma orientação recebida para “dar suporte ajudar nos projetos” do então candidato. A prsião Jhony foi monitorado por cerca de nove meses e acabou preso em flagrante pelos crimes de associação para o tráfico e adulteração de sinal identificador de veículo, além de ter contra si dois mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado e roubo majorado. Com ele, os agentes apreenderam um caderno com anotações do tráfico e uma motocicleta clonada. Segundo a investigação, o bandido integrava a chamada “Tropa do Urso” e participou das recentes disputas entre facções na Zona Oeste. Ele também é investigado por um roubo de veículo de luxo em Jacarepaguá e . Após a prisão, o criminoso foi encaminhado ao sistema prisional

Violência explode em Cordovil: relatos indicam que TCP tomou Tinta e Dourado após dias de confrontos e CV está a espreita para retomar. Veja relatos de terror na região

Informações que circulam nas redes sociais apontam que, após dias de tiroteios, os traficantes do Terceiro Comando Puro estariam no domínio das comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil, Os rivais do Comando Vermelho estariam no Quitungo, em Brás de Pina, aguardando o momento certo para retomar as favelas. Os bandidos do Quitungo e da Penha não conseguem atravessar a estrada do Quitungo para retomar ao Dourado e Tinta, Essa tarde teve mais tiroteio. A PM informou que três suspeitos foram baleados na Tinta e Dourado. .Na ação, foram apreendidos uma pistola, um rádio transmissor e uma das motocicletas utilizadas pelos criminosos. O repórter Bruno Assunção afirmou em suas redes sociais que a escalada da violência segue levando medo aos moradores da região. Desde a última sexta-feira, ao menos nove pessoas morreram em episódios relacionados à disputa entre grupos criminosos que atuam na região. Além dos confrontos, moradores relatam uma rotina marcada por insegurança, interrupções na circulação e incerteza sobre o futuro dos bairros. Moradores afirmam que a ausência de policiamento nas áreas onde ocorrem os confrontos tem facilitado o avanço de criminosos por diversas ruas da região. Ao mesmo tempo, dizem que há reforço policial em locais que não fazem parte da disputa territorial. Na noite de terça-feira, a equipe do SBT Rio 2ª Edição percorreu ruas da região e não encontrou viaturas nas áreas onde, segundo os relatos, a tensão é mais intensa. Por questões de segurança, os links ao vivo do telejornal precisaram ser realizados em uma delegacia localizada na região da Penha. O clima de medo já começa a provocar reflexos na vida dos moradores. Pessoas que estão de mudança para a região ou pretendem vender ou alugar imóveis relatam preocupação com a dificuldade para encontrar compradores ou inquilinos em razão da falta de segurança. Segundo os relatos, a violência tem desvalorizado os imóveis e levado famílias a repensarem a permanência nos bairros. Os moradores também afirmam que os impactos já atingem diversos serviços. Motoristas de aplicativo estariam recusando corridas para determinadas ruas, enquanto profissionais das áreas da Saúde e da Educação enfrentam dificuldades para acessar algumas localidades durante os confrontos. Há ainda relatos de que moradores das comunidades do Dourado e da Tinta estariam sendo expulsos por criminosos do TCP, sob suspeitas de serem rivais, informantes da polícia ou de grupos criminosos adversários. Um relato publicado em rede social ilustra bem o terror que se instalou no local “Gente boa noite,sei que o grupo é de vendas, mas infelizmente tive que vim compartilhar com vocês,sabemos que o clima está tenso,mas achamos que nada vai “acontecer; . Estava tranquilamente conversando com uma amiga,ali na entrada da Pica Pau,me despedi e acelerei a moto, foi só sair do lugar, um drone lançou a bomba exatamente em cima da onde estávamos paradas, acelerei tão rápido que só quis fugir com as costas queimando muito, pensei que eu estivesse ferida,mas graças a Deus posso dizer que recebi um livramento e que nasci de novo.Não custa saber ou ser avisada sobre como está nossa região,pois quando menos se espera pode acontecer,então peço a todos que puderem,se resguardarem o máximo” disse. Veja esse outro relato 📍⚠️Drones vistos por moradores na região de Brás de Pina, Cordovil e Penha circular. ⚠️ Muita atenção na região.

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