A nossa reportagem recebeu informação de que um policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos.
Esse PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo.
Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse policial militar, que tem o vulgo Mello, foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio.
O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.
Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet”
Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime
Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.